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Dr. Reginaldo Albuquerque - 24/09/2008 07:17
Editor do site da SBD
Esta linha de pesquisa vem ganhando muita importância e vários estudos clínicos estão sendo feitos em todo o mundo. Aqui no Brasil, um dos principais centros que as estudam é o coordenado pelo Dr. Edgard Niclewiz, que há mais de 15 anos já tinha demonstrado que a ciclosporina podia reverter o quadro de agressão sobre as células betas de pacientes recém-diagnosticados com diabetes do tipo 1.O que diz Eduardo Couri - Pesquisador do Centro de Terapias Regenerativas do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto
Voltei há cerca de 15 dias de uma reunião de pesquisa na Northwestern University, em Chicago, com pesquisadores de terapias de preservação de células beta. Cada um apresentou os dados de seu grupo e felizmente pude dispender um bom tempo com o Jay Skyler. Ele é o chairman do DiabetesTrialNet.
Eis o que sei das drogas de seu interesse:
MMF + Daclizumab: é um estudo ainda em follow-up que é talvez o menos atrativo porque envolve imunossupressão crônica do MMF, tomado 2 vezes ao dia. O Daclizumab é EV, aplicado 2 vezes com intervalo de 1 mês. O MMF também é de aquisição muito difícil no Brasil e é muito caro.
Rituximab (anti-CD20): é um estudo já terminado ainda não publicado em que se acredita que a droga modula a ação pró-inflamatória do linfócito B. O rituximad é infundido semanalmente no primeiro mês e espera-se que o efeito imunomodulador seja persistente.
O estudo Abate é um estudo conduzido pelo Kevan Herold da UNY em união com a indústria farmacêutica. Ele tem 2 estudos menores previamente publicados com a droga e este Abate é um multicêntrico, randomizado, placebo-controlado (este último com cotrovérsias). Ainda está randomizando pacientes e há centros no Brasil randomizando. A droga é infundida EV e tem a capacidade de mudar duradouramente a relação de linfócito T reg e citotóxico. Os estudos anteriores mostraram uma redução do peptídeo-C ao longo do tempo (1 ano) e apesar de haver redução da dose de insulina com o tempo, nenhum paciente ficou livre de insulina.
IL-2 + sirulimus (ou rapamicina): está em fase de recrutamento e o IL-2 é administrado SC 3 vezes por semana no primeiro mês somente. O Sirulimus é administrado VO continuamente. Tem o inconveniente da imunossupressão crônica. O problema deste estudo é que podem ser incluídos pacientes com 3 meses há 4 anos de diagnóstico (todos os demais incluem no máximo até 3 meses de diagnóstico) e não creio que isto seja adequado sem haver algum esquema para "regenerar" células beta.
Abatacept: é um estudo promissor com aplicações endovenosas mensais (inicialmente a aplicação é mais frequente). Ainda está recrutando pacientes.
Não serão aprovados comentários ofensivos; que não sejam pertinentes ao texto; ou com solicitação de orientações médicas quanto a tratamento e/ou diagnóstico, conforme legislação vigente.
Patrícia Kelly - 02-10-2008 13:43:35
Pessoal,
Gostaria MUITO de saber se ainda estamos falando de experiência ou se algum dos tratamentos acima já podem ser experimentados para diminuição da utilização da insulina ??????????
Nossa resposta:
São tratamentos experimentais.
Reginaldo Albuquerque - editor do site
veranice frias - 24-09-2008 14:53:15
gostaria de participar aguardo contato
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