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Uma nova classificação dos anti diabéticos orais e remédios para obesidade

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Dr. Sérgio VencioDr. Sérgio Vencio

Antes de começar, deixo para você leitor, decidir se esse texto é uma brincadeira recheada de verdades ou uma verdade recheada de brincadeiras.

Nos últimos anos a endocrinologia mundial tem sido defrontada com um problema. Muitas drogas surgem cheias de promessas e são retiradas do mercado quase na mesma velocidade.

Remédios promissores foram retirados após a constatação de efeitos colaterais graves como aumento de infarto do miocárdio, suicídio, câncer, etc...

O problema pode ser olhado sempre de dois lados. Uns podem dizer que houve falta de critério na inserção das drogas no mercado, e outros que na verdade, hoje temos uma massa crítica maior de cientistas que investigam os efeitos de forma mais séria e descobrimos mais problemas, e nessa segunda linha se questiona o fato de que, se submetéssemos as drogas antigas ao mesmo crivo rigoroso atual, qual delas sobreviveria além da metformina?

O fato é que a cada dia nosso arsenal terapêutico está diminuindo.

Baseados nisso, montamos uma nova classificação dos anti diabéticos e remédios para obesidade conforme abaixo, baseados não na fisiologia de ação, mas na percepção da droga frente ao mercado:

Classe 1 - Drogas divinizadas.
Servem para quase tudo, fazem nascer cabelo, tratam diabetes, câncer, osteoporose, fertilidade, protegem o coração etc. falamos é óbvio da metformina.
Segundo a revista Veja, aqui se inclui também os análogos do GLP-1.

Classe 2 - Drogas purgatoriais, esperando vaga no céu ou no inferno.
Sulfoniluréias. De acordo com uns deveria estar na classe 4.
Inibidores da DPP-4. Canditatíssimo a classe 1. Será?
Acarbose. Quem? Pra que serve isso mesmo?
Insulinas. Anjos ou demôniios? Podemos colocar todas as insulinas no mesmo saco? Acho que não. Ganho de peso, potência, duração e risco de câncer são algumas das diferenças.

Classe 3 - Drogas moribundas - na UTI. Em alguns casos podem ser chamadas de natimortas.
Anfetamínicos - anfepramona, fenproporex.
Sibutramina - falta coragem a esse escriba para enfrentar o termo confuso criado pela ANVISA.
Pioglitazona? Depende da visão, essa pode circular entre as classes 2 a 4.
Inibidores da SGLT-2? Será que essa vai morrer antes de nascer? Não percam as cenas dos próximos capítulos.
Glibenclamida. Com certeza essa sulfoniluréia deveria ser trocada nos SUS.

Classe 4 - Drogas encapetadas, abandonadas, mortas.
Aqui incluímos uma longa lista de finados. Ah, que saudade!
Avandia (Rosiglitazona)
Exubera (Insulina inalada)
Acomplia (Rimonabanto)
Fenfluramina, dexfenfluramina e outros.

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