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Preparo e Administração de Insulina

Técnica de Preparo das Injeções

Preparo da injeção com uma única insulina

O preparo da injeção de insulina é bastante fácil e a pessoa com diabetes deve ser estimulada a realizá-lo. Para isto faz-se necessário uma avaliação criteriosa dos déficits visuais e neurológicos que possam estar presentes, dificultando a visualização das escalas de graduação impressas na seringa e a habilidade para o manuseio do material. A indicação ou adequação de óculos deve ser realizada e o uso de ampliadores de escala, disponíveis no mercado, pode ser necessário(1, 2).

As seringas devem ser próprias para aplicação de insulina, ou seja, possuir escala numérica em unidades compatíveis com as insulinas de 100U, as únicas disponíveis no mercado brasileiro. Em nosso meio, existem seringas de 1ml com escala numérica adequada e com agulhas removíveis. Estas seringas possuem em sua ponta/bico/gargalo, um espaço morto, que comporta aproximadamente 5U de insulina, a qual, não é computada na escala numérica e também não é administrada ao paciente. Assim sendo, podem ser usadas com segurança em aplicações que contenham uma única insulina(3)

As agulhas devem ser selecionadas preferencialmente levando-se em conta o Índice de Massa Corpora(IMC=Peso/altura2) do usuário de insulina. Pessoas com IMC≤ 25 devem usar agulhas de até 8mm de comprimento e as com IMC> 25, agulhas de 12,7 e 13 mm(4).

A  técnica asséptica de preparo (1, 2).

  • lavar cuidadosamente as mãos;
  • reunir todo o material necessário ou seja, insulina prescrita, seringa com agulha e algodão embebido em álcool 70%;
  • homogeneizar a suspensão de insulina NPH com movimentos interpalmares suaves, tomando-se o cuidado de não agitar o frasco vigorosamente;
  • proceder a desinfecção da borracha do frasco de insulina com algodão embebido em álcool 70%;
  • retirar o protetor do êmbolo, mantendo o protetor da agulha;
  • puxar o êmbolo, por sua extremidade inferior, até a graduação correspondente à dose de insulina prescrita, tomando-se o cuidado de não tocar a parte interna do êmbolo;
  • retirar o protetor da agulha e injetar o ar dentro do frasco de insulina, previamente desinfetado, pressionando o êmbolo até o seu final;
  • sem retirar a agulha, posicionar o frasco de cabeça para baixo e puxar o êmbolo até a dose prescrita; tomando-se o cuidado de não tocar a parte interna do êmbolo;
  • se houver presença de bolhas de ar é possível eliminá-las golpeando-se sobre as mesmas com as pontas dos dedos e, assim que as bolhas atingirem o bico da seringa empurrar o êmbolo novamente e aspirar a quantidade de insulina faltante. As pequenas bolhas de ar não são perigosas se injetadas mas, a sua presença, reduz a quantidade de insulina a ser administrada;
  • retirar a agulha do frasco, protegendo-a até o momento da aplicação.

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