Agora que você decidiu
praticar uma atividade física para ajudar a controlar seu
diabetes, é necessário ir a um médico para
verificar como anda sua saúde. Não esqueça
de informá-lo sobre sua decisão e metas.
O exame de rotina consta de averiguação da pressão
arterial, níveis de gordura no sangue (triglicérides
e colesterol), hemoglobina glicolisada, taxa de açúcar
no sangue, avaliação cardiovascular e exames nos pés
e nos olhos.
Após ter feito estes exames e ser liberado por seu médico,
é necessário uma avaliação física.
Os resultados obtidos com a realização desta avaliação
não devem ser vistos apenas como classificatórios,
onde nos mostram se a capacidade do avaliado se encontra em boa
forma, regular ou ruim. Esses resultados deverão servir como
ponto de partida para a prática da atividade, onde a preocupação
se focaliza nas necessidades, capacidades e finalidades de cada
indivíduo. Para cada prescrição existe diferença
individual na intensidade, freqüência, duração
e progressão dos exercícios.
Esta avaliação deve ser feita por um profissional
de Educação Física ou fisiologista habilitado
para tal. É importante lembrar que a pessoa com diabetes
deverá apresentar um parecer médico habilitando-o
à pratica da atividade, assim como relatar qualquer fato
que auxilie o professor na melhor elaboração da avaliação
física.
Ao iniciar a avaliação, deve-se realizar uma anamnese,
enfocando itens como: histórico familiar, doenças
(retinopatia, nefropatia, neuropatia e doenças coronarianas),
tratamentos e medicamentos em uso, hábitos alimentares, tabagismo
etc. Também é importante informar os valores da hemoglobina
glicosilada, triglicérides e colesterol.
O aspecto cardiorespiratório é a etapa da avaliação
física que deve receber maior atenção, quando
se trata de prescrição de exercícios relacionados
à saúde. O teste de consumo máximo de oxigênio
(VO2 max) é o que vai nos fornecer itens como: freqüência
cardíaca máxima, freqüência cardíaca
de treinamento (zona-alvo), freqüência cardíaca
de recuperação etc. Através desse exame pode-se
administrar a intensidade e duração ideal dos exercícios.
As medições das taxas glicêmicas são
indispensáveis na avaliação cardiorespiratória
das pessoas com diabetes. É recomendada a realização
destas medições no instante anterior ao início
do protocolo e a cada 10 minutos, até o fim da avaliação.
Este procedimento serve para evitar qualquer hipoglicemia induzida
pelo exercício.
Risco da Atividade Física
Ainda que os exercícios regulares possibilitem diversos benefícios
para os praticantes, tanto na prevenção quanto no
tratamento do diabetes, estes só serão alcançados
se forem realizados de maneira adequada. Caso contrário,
a pessoa com diabetes estará sujeita a alguns riscos indesejáveis
e desastrosos, como hemorragia retiniana em portadores de retinopatia proliferativa.
* Exacerbação de quadros de:
- Hipertensão
- Neuropatias autonômicas e/ou periféricas
- Doenças cardíacas e articulares degenerativas
A possibilidade de ocorrência destas complicações
é grandemente associada à prática errônea
dos exercícios, prescrição inadequada ou não
observância do atual estado de saúde. Portanto, não
relegue a segundo plano a atividade física pela possibilidade
de destas intercorrências médicas, bastando observar as orientações
de visitar periodicamente seu médico e exercitar-se com bom
senso.
*Consultoria: Dr. Marco Antônio Vívolo, membro do Conselho Científico do site da Sociedade Brasielira de Diabetes.
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