O Congresso Mundial de Diabetes é organizado todos os anos , pela International Diabetes Federation (IDF)e está sendo realizado a partir do dia 04/12 no Dubai International Convention and Exhibition Centre, em Dubai - Emirados Árabes até o dia 8 de dezembro de 2011.
Dubai (em árabe: دبيّ, Dubayy) é um dos sete emirados e a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) com aproximadamente 2.262.000 habitantes. Está localizado ao longo da costa sul do Golfo Pérsico na Península Arábica na Ásia. O município muitas vezes é chamado de "Cidade de Dubai" para diferenciá-lo do emirado de mesmo nome. Dubai é conhecida mundialmente por ser extremamente moderna, "futurista" e com enormes arranha-céus e largas avenidas.
Existem registros da existência da cidade pelo menos 150 anos antes da formação dos EAU. Dubai divide funções jurídicas, políticas, militares e econômicas com os outros emirados, embora cada emirado tenha jurisdição sobre algumas funções, tais como a aplicação da lei civil e fornecimento e manutenção de instalações locais. Dubai tem a maior população e é o segundo maior emirado por área, depois de Abu Dhabi.[2] Dubai e Abu Dhabi são os únicos emirados que possuem poder de veto sobre questões de importância nacional na legislatura do país. Dubai tem sido governado pela dinastia Al Maktoum desde 1833. O atual governante de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, é também o Primeiro-Ministro e Vice Presidente dos Emirados Árabes Unidos.
A receita do emirado é proveniente do turismo, comércio, setor imobiliário e serviços financeiros.[3] As receitas de petróleo e gás natural contribuem com menos de 6% (2006)[4] do PIB de US$ 37 bilhões da economia de Dubai (2005).[5] O setor imobiliário e da construção, por outro lado, contribuiu com 22,6% da economia em 2005, antes do atual boom da construção em larga escala.[6] Dubai tem atraído atenção através dos seus projetos imobiliários [7] e acontecimentos esportivos. Esta maior atenção, coincidindo com o seu aparecimento como um concentrador de negócios mundial, pôs em destaque questões dos direitos humanos relativas à sua mão-de-obra em grande parte externa.[8]
O programa é composto por várias sessões em diferentes formatos, divididos em cinco painéis, e oferece temas interessantes apresentados por palestrantes de renome. O objetivo do Congresso é proporcionar uma experiência excelente para os participantes por meio de um programa inovador e interativo. No dia 5/12 os mais interessantes temas foram:
"Prevenção Primária ou Secundária ? O que deverá vir em primeiro lugar ?
It is time to perform screening for diabetes and high risk conditions
Early Intervention to prevent diabetes must include medication
C-Reactive protein is critical for indentifyng CVD risk"
Dia 6/12 - Temas discutidos - entre outros
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Integrating diabetes care for those with mental illness
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Managing pregnancy in pre-existing diabetes
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Diabetes and natural disasters
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Will the commitments made at the UN Summit translate from the global to the local?
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What should follow metformin?
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Neural complications of diabetes
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Health in all policies: Climate change, food policy and urban design
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Tackling type 1 diabetes today
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Stressing out the ß-cell
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Biological mismatching and modernisation: Unravelling multi-causality
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The science around peer education
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Reporting on Bridges projects
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Diabetes and children
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Dia 7/12 - Temas Discutidos
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Diabetes in China
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Successfull programs for low-resourced settings
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Epidemiology for policy development
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How to use new media and Web 3.0 for advocacy
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Challenges, opportunities and successes around the world
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News from International Diabetes Congress 2011 - Dubai
E o debate continua: Insulina glargina aumenta o risco de câncer?
Dubai, quinta- feira, 8 de dezembro de 2011.
Acordo cedo para o último dia de atividades no Congresso da IDF. Ainda no hotel, chequei a Internet e me deparei com um estudo observacional realizado na Suécia apresentado no dia anterior no Simpósio de Câncer de Mama em San Antonio -TX. Nesse estudo, cerca de 24000 pacientes diabéticos foram observados e, aqueles em uso de insulina glargina, apresentaram o triplo do risco de desenvolver câncer de mama, comparados aos diabéticos que realizaram outros tipos de tratamento.
Ao chegar ao Centro de Convenções de Dubai, fui direto ao auditório onde se revelariam os resultados mais recentes de algumas mega-pesquisas. Para minha surpresa, uma grande metanálise com mais de 460000 pacientes foi apresentada, justamente analisando a incidência de câncer nos diabéticos usuários de insulina glargina.
Foram analisados mais de 30 estudos realizados em 4 continentes e o que se encontrou foi uma redução de cerca de 13% no risco global de câncer nos usuários de insulina glargina. Analisando o risco de câncer de mama, a insulina glargina não aumentos qualquer risco. Isto mesmo, contradizendo o que foi apresentado menos de 24 horas antes no outro lado do mundo, no Texas.
Como interpretar esses dados? Tratam-se de estudos com limitações. Metanálises e estudos observacionais têm o poder de mostrar tendências, mas jamais poderão confirmar uma hipótese com um alto nível de confiança. Eu, pessoalmente, prefiro acreditar que temos uma hipótese que precisa ser melhor investigada, em estudos de maior poder e metodologicamente desenhados para determinar o risco de câncer. Na prática, de forma preventiva, toda mulher usuária de insulina glargina deve realizar mamografia anual. Como todas as mulheres do mundo!
Dr. André G. Daher Vianna
Centro de Diabetes Curitiba
Fotos do Estande da SBD no congresso - clique na imagem para ampliar!
Para maiores informações visite o site do congresso: www.idf.org/worlddiabetescongress