Olá, Meu nome é Ângela Matos. Há 2 meses descobrimos que nosso filho de 2 anos tem diabetes tipo 1...

Nossa, que susto! Ele chegou ao hospital com o nível glicêmico de 900 mg/dL e um quadro de cetoacidose. Como foi difícil e está sendo. Até então eu só ouvira falar de diabetes na faculdade, mesmo assim muito superficialmente, diferenciando o tipo 1 do tipo 2. Estar nessa situação é muito complicado, tendo em vista que ainda se sabe pouco sobre a doença.

Por que o sistema de defesa ataca as próprias células beta do pâncreas? O que faz esta disfunção acontecer? O pâncreas tem capacidade de ser reestimulado? A partir de que momento ele para de produzir insulina? São tantas perguntas, são tantos anseios, meu filho ainda é muito pequeno para entender e nós, que crescemos, ainda não entendemos essa doença. Desde que ele saiu da internação tenho feito de tudo para controlar a glicemia dele, horários, dextros e dieta. Faço com carinho as refeições dele de todos os dias, inventando alguma coisa e tornando a vida dele mais alegre, mais gostosa, amenizando um pouco das picadas diárias, tudo sem açúcar.

Deixei de trabalhar para me dedicar totalmente a ele neste início de adaptação. Ele vai precisar de mim quando sentir dor de cabeça, tonturas e náuseas. Quando ele se sente irritado, triste ou com medo, quero estar com ele. As pessoas subestimam a doença.

Eu quero que meu filho cresça feliz e normal e que seja saudável. Enquanto isso, vamos nos preparando para o futuro, cada dia aprendendo mais e esperançosos pela cura. Eu achei importante procurar um acompanhamento psicológico familiar por que essa doença não só atingiu o meu filho como refletiu no ambiente familiar, tanto comportamental quanto psicológico. Espero que tão logo eu esteja mais capacitada e segura para que meu siga feliz em seu caminho. É isso que todas as mães desejam para seu filho.


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