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Freqüência ao Consultório

Para obter o correto tratamento do diabetes e usufruir de uma vida saudável e longeva é importante, além de seguir de forma fiel as orientações do especialista, ficar atento aos períodos de freqüência ao consultório, para que o médico tenha uma visão geral do estado da pessoa com diabetes e solicite os exames de rotina.

O tempo de freqüência, é claro, pode variar com o tipo do diabetes, com a condição sócio-econômica da pessoa e a capacidade que ela tem de absorver novos conhecimentos em relação ao tratamento. É imprescindível para o médico detectar isso e explicar para a pessoa e sua família as necessidades de médio e longo prazo em relação ao tratamento.

Nas crianças

Numa criança que apresenta um quadro de diabetes, no início as consultas devem ser feitas pelo menos a cada 15 dias e, às vezes, semanais. Os pais também deverão comparecer regularmente para receber orientação médica correta e tirar, muitas vezes, a angustia e a ansiedade da fase inicial. A partir daí pode-se espaçar as consultas.

Adultos

No início, não é muito diferente do tratamento em crianças. É importante tentar diminuir o possível grau de ansiedade em que a pessoa se encontra. As consultas servem para mostrar o quadro geral do diabetes e orientá-lo.

Nunca é demais lembrar que a fase inicial, principalmente, é fundamental para o desenrolar dos próximos anos. As coisas quando começam bem, tem de tudo para evoluírem bem. Quando não é assim, o quadro torna-se mais difícil de ser controlado.

Diabetes Tipo I

No caso do Diabetes Tipo I é necessário, pelo menos, uma consulta mensal. Em determinadas situações, o espaço pode ser menor. Com o passar do tempo, algo em torno de quatro a cinco meses depois do início do tratamento (tempo hábil para o especialista trazer o controle para níveis aceitáveis), as consultas podem ser espaçadas de três em três meses ou mais. Mas isso vai depender do nível de controle do valor da hemoglobina glicada.

Enquanto o controle estiver instável, a freqüência tem que ser maior, porque especialista e pessoa com diabetes não podem deixar crescer o risco de desenvolver um acidente hiperglicemico ou hipoglicemico em decorrência do uso não correto da insulina.

Se a pessoa com diabetes está sempre com níveis aceitáveis, ele passa a visitar o consultório simplesmente para fazer os exames de rotina. Agora, se os níveis de hemoglobina glicada se elevarem novamente, além da rotina será preciso aumentar o controle.

Nesse caso, é importante descobrir o que está acontecendo. Se a pessoa com diabetes está seguindo a dieta, ou não, se está aplicando a insulina no horário, ou não, e fazendo a auto-monitorização correta, etc.

Diabetes tipo II

No Diabetes tipo II, os problemas são outros. A questão está mais relacionada a que fatores de risco estarem agregados com a obesidade, a hipertensão e outros, que podem influenciar, também, na questão da freqüência da consulta. E não apenas no controle glicemico. Então, a freqüência vai depender dessas variáveis.

No controle do peso o acompanhamento pode ser muito freqüente (de 15 em 15 dias), posteriormente podendo ser mensal. O especialista terá que pesar o diabético e ver a evolução dele num curto prazo de tempo para tomar as medidas necessárias.

Gestantes

Quando a pessoa já está com diabetes

Se a pessoa já foi diagnosticada, deve manter o encontro habitual. É importante que o médico seja informado pela mulher o desejo de engravidar. Isso porque a gravidez deve ser concebida com um bom controle, o que vai influenciar seu resultado.

Portanto, é imprescindível o controle durante alguns meses antes de engravidar, para pesquisar a existência de complicações, como a retinopatia e a nefropatia, que teriam que ser tratadas durante a gestação.

Quando se descobre o diabetes durante a gravidez

Quando o diagnostico do diabetes decorrer na gestação, é importante buscar seu controle o mais rápido possível para que ele não possa trazer alguma repercussão maior para o feto e para a mãe. O medo e apreensão dificultam o controle da taxa de glicemia no sangue. A melhor saída, em todos os casos, é ter confiança, procurar um médico imediatamente e seguir à risca o tratamento.

Nesses casos, o controle deve ser mais rígido e aí se impõe a automonitorizarão. Na gravidez ainda não temos uma informação adequada em relação à hemoglobina glicada. Por isso, todas as mudanças serão sobre a monitorização.


Dr. Egidio Paulo de OliveiraConsultoria: Dr. Jos Egdio Paulo de Oliveira, especialista em Endocrinologia e Nutrologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

 

 

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