![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|||
|
||||||

Quando o paciente diabético assume a responsabilidade de realizar, ele mesmo, os testes necessários para avaliar seu controle glicêmico, diz-se que ele está praticando a automonitorização. Através da utilização de testes simples, rápidos e confiáveis, pode, a qualquer hora, saber a quantas anda o seu controle glicêmico. Atualize aqui seu conhecimento sobre o assunto.
É importante salientar que, para avaliar o grau de controle glicêmico, não basta realizar apenas um teste, de vez em quando. Na verdade, é importante conhecer o controle glicêmico durante as 24 horas do dia: o portador de diabetes poderá estar bem controlado pela manhã, porém, totalmente fora do controle à tarde. Por isso, os testes de glicemia deverão ser realizados em diferentes horas do dia.
Certamente, hoje em dia todos que têm diabetes já conhecem as tiras reagentes para a medida dos níveis de glicose no sangue (glicemia), glicose na urina (glicosúria) e cetonas na urina (cetonúria).As tiras reagentes para glicosúria baseiam-se na quantidade de glicose existente na urina com variação da cor na área reagente. As tiras reagentes para glicemia utilizam a método de sensor (leitura através da intensidade de corrente elétrica) ou método de refletância (leitura através de coloração).
A medida direta da glicemia é o teste mais importante que pode ser feito em casa.
Ela reflete o nível exato de glicose sangüínea naquele momento específico. Como já vimos, o resultado da glicemia pode variar bastante de um momento para outro. O teste de glicemia é muito simples de ser realizado: puncionando-se um dos dedos das mãos com uma lanceta, obtém-se uma boa gota de sangue. Essa gota é então aplicada na área de reação da tira reagente. A glicose contida nessa gota de sangue reage com os produtos químicos da área reagente, provocando uma mudança de cor ou intensidade da corrente elétrica, a qual é proporcional à quantidade de glicose existente no sangue.
A leitura através do método de sensor utiliza a quantidade de corrente elétrica produzida pela reação na tira de teste e medida pelo monitor, sendo então convertida para o resultado da glicemia. E como pode ser feita a leitura da cor obtida? Essa leitura poderá ser feita, com bastante precisão, com o auxílio de monitores (leitura instrumental) ou de forma menos precisa, comparando-se a cor obtida com a escala de cores do rótulo do produto (leitura visual).

O quadro acima apresenta uma relação parcial de alguns dos monitores mais modernos, regularmente disponíveis no mercado brasileiro. Todos os modelos são de última geração, apresentando resultados absolutamente confiáveis, com tempo de leitura a partir de 12 segundos. Se você não dispuser de um monitor, a leitura da glicemia terá que ser feita visualmente, ou seja, comparando-se a coloração obtida na tira reagente com uma escala de cores no rótulo do produto.

Desvantagens
Portanto, recomenda-se a substituição dos testes de glicosúria pelos de glicemia que são bem mais precisos e confiáveis. Principalmente para diabetes Tipo 1 esta recomendação se torna mais forte ainda.
Na verdade, os testes de glicosúria podem ter alguma importância na avaliação do controle glicêmico apenas quando utilizamos eventualmente, como substitutos ou complementos dos testes de glicemia e desde que o teste seja realizado com técnica correta, conforme descrita mais adiante.
Outro Problema com testes de glicosúria é a representação dos resultados em "cruzes": +, ++, +++, ++++.
Atenção: o mesmo resultado, em "cruzes", pode significar quantidades bem diferentes de glicose, dependendo do produto utilizado. Para evitar problemas, recomenda-se expressar os resultados dos testes de glicosúria nas unidades de medida mencionadas no rótulo de cada produto.

Antes de mais nada, precisamos saber o que significa a presença de cetonas na urina, uma vez que, em condições normais, simplesmente não existem cetonas na urina. Para quem tem diabetes bem controlado, assim como para quem não tem diabetes, a célula utiliza os açúcares como fonte de energia celular. Quando não há insulina suficiente para permitir a entrada de açúcares nas células, estas começam a queimar gorduras para satisfazer as necessidades de energia celular. E as cetonas são exatamente o resultado da queima dessas gorduras. Portanto, a presença de cetonas na urina (cetonúria) significa que o diabetes já está bastante descontrolado e que esse descontrole já dura algum tempo. É um sinal de alarme de que a situação metabólica está fora de controle. Apresentando cetonas na urina, você deve informar seu médico e procurar descobrir o que está acontecendo de errado no controle glicêmico, pois a situação geralmente exige correções importantes de conduta terapêutica.
Os testes de cetonúria são indicados sempre que os níveis glicêmicos estiverem muito altos (glicemia acima de 250 mg/dl). Além disso, todas as situações que possam afetar o controle glicêmico (intercorrências médicas, estresse físico e emocional etc.) podem requer um teste de cetonúria.

O número de testes (freqüência) necessários para a avaliação do controle glicêmico é variável e depende de algumas condições. Pelo menos 4 testes por dia deverão ser feitos nas seguintes situações:
Assim que a glicemia começar a apresentar um padrão constante de níveis adequados, durante as 24horas do dia, a freqüência dos testes poderá ser diminuída, primeiro para 2 vezes ao dia e de-pois, se o bom controle for atingido, para 1 vez ao dia (em horários diferentes a cada dia) e, finalmente, para 2 ou 3 vezes por semana, se tudo estiver sob controle.
Em relação aos horários para a realização
dos testes, é importante lembrar que no diabetes Tipo 1, os testes
sempre deverão ser feitos em situações de jejum, ou
seja: antes do café da manhã; antes do almoço; antes
do jantar; antes de dormir.
Já no diabetes Tipo 2, apesar da glicemia de jejum ser também
importante, a chamada glicemia pós-prandial (ou seja, aquela medida
cerca de uma hora e meia a 2 horas após as refeições)
tem uma importância maior. Portanto, para quem tem diabetes Tipo 2, os
horários mais indicados para a realização dos teste de
controle glicêmico são: antes do café da manhã;
duas horas após o almoço; duas horas após o jantar.
Para quem já passou pela fase de adequação de dose
da insulina e atingiu um nível razoável de
controle, a freqüência dos testes pode passar, como já vimos,
de 4 testes/dia, para 1 testes/dia. Porém, num horário diferente
a cada dia, conforme esquema abaixo:
Os testes de
glicosúria poderão, eventualmente, substituir os testes de
glicemia, porém com todos os inconvenientes já mostrados
anteriormente. Se você não tiver outra escolha além
dos testes de glicosúria, os mesmos conceitos quanto à freqüência
de testes e horários sugeridos são válidos.
Lembrar apenas que, antes de colher a urina para o teste, a bexiga deve ser
esvaziada, desprezando-se toda a urina. Espera-se, então, cerca de 30
a 45 minutos e colhe-se a urina para ser testada.
Para que se possa ser classificado como bem controlado, os níveis de glicemia a serem atingidos estão no Quadro 6. Sempre que o resultado da glicemia, num determinado horário, estiver acima ou muito abaixo da meta esperada de controle, devem ser revistos todos os fatores que interferem no controle do diabetes: dose de insulina, nível de atividade física, controle nutricional, etc.
(*) American Diabetes Association
"Clínical Practice Recommendations 2001". Diabetes Care. Jan 2001,
24 (suppl 1)
Sociedade Brasileira de Diabetes
"Consenso Brasileiro sobre Diabetes 1999".