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  Edição nº 18  

 

 

 

 







 

 

 

Em festas, reuniões e noitadas surge sempre a dúvida: posso beber? Quanto? O segredo do bom controle é conversar com seu médico e nutricionista.
Aprendendo a fazer algumas trocas e dosando as quantidades, é possível beber quase tudo.

O paciente diabético deve, antes de tudo, ter consciência de que, se estiver bem controlado, pequenas concessões poderão ser feitas em sua dieta alimentar. Para isso, é preciso checar suas condições: se está muito acima do peso, se os exames estão normais etc. A partir daí, define-se qual planejamento alimentar deve ser seguido, sob orientação de seu médico e nutricionista.

Segundo o endocrinologista Rogério Vivaldi, algumas trocas de carboidratos podem ser feitas para satisfazer certas vontades dos pacientes. “Se alguém diz que não vive sem uma garrafa de Coca-Cola normal diária, - que tem 100 calorias em 300 ml, com 25 g de açúcar - esta quantidade de carboidrato deve estar dentro do seu plano alimentar. Precisamos ter cuidado ao dizer que os açúcares estão mais liberados. Isto só vale para pessoas que fazem um controle: medem a glicemia e ajustam as suas doses de insulina, usam os análogos de insulina, mas mantendo o controle glicêmico dentro dos objetivos”, explica o médico.

No caso das bebidas alcóolicas, a recomendação da Associação Americana de Diabetes é de duas doses por dia para o homem e uma dose diária para a mulher. “É importante dar preferência às bebidas destiladas, que têm menos açúcar e alteram menos a glicemia. E ter sempre o cuidado de nunca beber de estômago vazio, para evitar o risco da hipoglicemia,” ensina Patrícia Brigagão Mendes, nutricionista.

Dr. Rogério Vivaldi alerta para o perigo da cerveja, que segundo ele, “é um milkshake de pão com álcool”, pela grande quantidade de carboidratos e açúcares. Bebidas energéticas, muitas vezes consumidas junto com bebidas alcóolicas, como o whisky, não devem ser utilizadas, pela alta quantidade de sacarose e glicose em sua fórmula.
Com o álcool, os pacientes devem ter atenção redobrada para o controle glicêmico. “O problema é que, apesar de quase 100% da composição das bebidas serem de açúcares (ou seja, podendo elevar a glicemia), os álcoois causam problemas no fígado, impedem algumas reações enzimáticas deste órgão e fazem com que a recuperação de uma hipoglicemia seja muito complicada,” explica o Dr. Rogério.

Isotônicas: Liberadas Para Esportistas

Para os esportistas, a recomendação é abusar de água pura e água de coco. As bebidas isotônicas, como Gatorade, que contêm açúcar, até podem ser usadas, mas não pelos “atletas de final de semana”. O Dr. Rogério Vivaldi explica que somente em atividades continuadas que resultem em maior gasto de sais minerais e carboidratos (como o spinning e outras atividades aeróbicas), o diabético bem controlado pode consumir a bebida, desde que liberado pelo médico.

Se no passado as crianças diabéticas sofriam em festas e reuniões por não existir bebidas e alimentos específicos, agora podem aproveitar a variedade de sucos, chás, refrescos e refrigerantes, até mesmo consumidos pelos amiguinhos não diabéticos. Quanto aos refrigerantes diet, a nutricionista Patrícia Brigagão Mendes recomenda parcimônia. É melhor deixar para abusar nos finais de semana e festas. “De um modo geral, devemos procurar uma alimentação mais natural. Com isso você sobrecarrega menos o seu organismo de produtos químicos, de adoçantes artificiais, de tudo que não é natural”.

Atualmente, os produtos direcionados aos diabéticos perderam o estigma de remédios e ganharam uma imagem de saúde. O Dr. Rogério lembra que tudo começou com a mudança na Coca-Cola, de diet (como é no mundo inteiro) para light. O refrigerante é muito consumido por não diabéticos, que querem apenas manter a boa forma.

O médico alerta que é preciso ter atenção aos rótulos dos produtos, pois muitos “lights” não são indicados aos diabéticos, por conterem açúcar. “Podemos estar vivendo uma situação de excesso de ofertas diet’ opina ele, ‘mas eu acho bom. Porque, na realidade, o que vai dizer quais os que vão ficar é o próprio mercado. Antes havia uma situação de carência, hoje em dia temos até mais do que precisamos”, conclui.

 

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