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  Edição nº 18  

 

 

 

As úlceras são feridas que se instalam nos pés de pacientes diabéticos diante de traumas diversos. Os mais comuns referem-se ao uso de calçados inadequados, principalmente quando há insensibilidade resultante de Neuropatia Diabética Periférica, a qual pode estar presente em 50% das pessoas com pé em risco. Esses tipos de úlcera podem se tornar mais graves quando há deformidades nos pés.
A combinação de Neuropatia e Doença Vascular Periférica (isquemia pela má circulação) resulta em úlceras neuroisquêmicas, que geralmente requerem um tempo maior para cicatrização.

 

 

 

Outros aspectos são importantes no processo de cicatrização das úlceras, envolvendo, por exemplo, a atividade da matriz celular do tecido local. Assim, uma abordagem ampla dos fatores formais, do tempo de evolução das úlceras, a presença de infecção, além do estado do controle metabólico são importantes para avaliação do potencial de cicatrização.

Vários tratamentos estão sendo alvo de consideração detalhada e, dentre eles, destacam-se o uso de fatores de crescimento celular, enxertos sintéticos, e o uso de oxigênio hiperbárico. Todos se caracterizam pelo elevado custo. As câmaras hiperbáricas são utilizadas há um tempo relativamente longo e especial atenção tem sido dada ao seu papel no referente ao tratamento das úlceras entre pacientes diabéticos, inclusive com grupos internacionais formados para estudo exclusivo desta técnica. No entanto, várias considerações devem ser levadas em conta, sobretudo na relação custo x benefício.

Durante as discussões para confecção do Consenso Internacional sobre Pé Diabético (Holanda, 1998), a recomendação era a de que o uso das Câmaras Hiperbáricas ainda não apresenta resultados abrangentes entre pacientes diabéticos que indique o seu uso corriqueiro. Assim, as sugestões seriam:

  1. avaliação detalhada dos fatores causais, incluindo-se a circulação periférica arterial e venosa;
  2. verificar o controle metabólico;
  3. descartar presença de infecção ou reavaliar a necessidade de mudança terapêutica antibiótica se já em uso;
  4. providenciar alívio (descarga) do peso sobre a úlcera (caso na planta dos pés).

Após todos esses passos, outras alternativas (como as indagadas acima) poderiam, no caso de falha de outras intervenções terapêuticas, ser indicada.

Dra. Hermelinda Pedrosa, membro do Grupo de Trabalho Internacional Sobre Pé Diabético e delegada da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) no DF.

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