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Chegamos à época de muito sol e de curtir as férias. Já é conhecido de todos o agito que esta estação provoca nos brasileiros. Na mídia, vemos a exibição de pessoas bonitas e o culto à boa forma física. Não é à toa que a procura por academias de ginásticas aumenta bastante neste período. Todos com o intuito de participar desta grande “festa”. O que não é nenhum crime. Aliás, se divertir e relaxar é direito de todo cidadão.
Contudo muitos passaram o ano inteiro sem se exercitarem. Por vários motivos, que vão desde o excesso de trabalho e estudo, até a preguiça propriamente dita. Assim, é importante que a retomada das atividades físicas seja feita de forma gradativa. Principalmente em pessoas com diabetes, já que o risco de sofrer uma hipoglicemia é real, caso alguns cuidados básicos não sejam tomados.
De acordo com a Dra. Ana Cláudia Ramalho, coordenadora do Departamento de Atividade Física da Sociedade Brasileira de Diabetes, mesmo que o indivíduo fique apenas 10 dias sem se exercitar, ele deve recomeçar progressivamente, independente da modalidade que escolha (como a caminhada ou a natação).
Essa regra vale inclusive para pessoas mais jovens. Se este é o seu caso, não se baseie em sua idade. “Não existe essa divisão por faixa etária, pois alguém de 50 anos pode ter uma disciplina e um preparo físico melhor do que alguém de 40 anos. Portanto, independente deste fator. O importante é o preparo físico anterior e o tempo de parada”, observa.
A especialista lembra, também, que não existe um tipo de exercício mais adequado que outro. Assim, sinta-se livre para escolher a atividade que mais lhe agradar. “O importante mesmo são os cuidados com a hidratação, roupas leves e evitar os horários de sol mais forte. Prefira o início da manhã ou o final da tarde, se for ao ar livre, para evitar desidratação”, ensina.
Em relação ao risco da ocorrência de uma hipoglicemia, a Dra. Ana Cláudia avisa que os cuidados devem ser os mesmos já praticados ao longo do ano. Ou seja, levar carboidrato sempre que sair para se exercitar, de preferência na forma líquida, como soluções isotônicas: Gatorade, Maraton ou água de coco. Também é imprescindível não se esquecer da monitorização da glicemia antes, durante – caso o exercício for superior a 40 minutos – e depois da atividade.
Para quem utiliza a insulina, a especialista frisa que é importante
ter em mente que o calor pode acelerar a absorção da
insulina aplicada. Sabendo deste efeito, observe – através
da monitorização – a necessidade de ajuste da
dosagem.
Quanto às refeições, a Dra. Ana Cláudia ensina que é necessário adequar os carboidratos à insulina e à medicação. “Em geral, para um esforço físico mais intenso e prolongado, se recomenda três horas após uma das três principais refeições. Um exercício mais leve pode ser realizado mesmo 15 minutos após um pequeno lanche, como uma fruta”, finaliza.
Seguindo corretamente essas dicas, agora é aproveitar ao máximo esta estação, eleita pela maioria dos brasileiros como a melhor do ano.