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Pessoas com diabetes em tratamento com insulina ou com medicamentos orais estão sujeitas a crises hipoglicêmicas. A revisora de textos Rosana Visconti tem diabetes tipo 2 e já passou por essa situação algumas vezes. Recentemente levou um susto ao se sentir mal e medir a glicemia: “Em uma madrugada, acordei suando muito, sentindo um mal-estar estranho. Sentei-me na cama, e quase não conseguia me levantar para pegar o glicosímetro. Depois de muito esforço, consegui ver em quanto estava a minha glicemia: 14 mg/dl”, conta Rosana.
A Dra. Denise Reis Franco, endocrinologista, explica que a hipoglicemia ocorre quando o açúcar no sangue está abaixo da faixa considerada normal (60mg/dl). “Isso acontece quando há um desequilíbrio entre a quantidade de açúcar e a quantidade de insulina no nosso corpo”, explica a especialista.
A Dra. Denise Franco diz que os sintomas podem variar bastante de um paciente para outro. Pessoas com diabetes podem apresentar hipoglicemias leves e moderadas com alguma freqüência e, se não tratadas a tempo, podem evoluir para um quadro mais grave de coma hipoglicêmico.
Os sintomas de hipoglicemia são:
A endocrinologista alerta que alguns dos sintomas de hipoglicemia mais leve podem ser vistos em outras situações de estresse. “Por isso, é importante verificar a glicemia durante o aparecimento de alguns desses sintomas para realizar o tratamento adequado”, sugere a médica.
Quando a pessoa com diabetes tem uma hipoglicemia mais severa, pode até mesmo ter perda de consciência. Ou seja, acontece o coma hipoglicêmico, uma situação que deve ser evitada. “Na hipoglicemia severa o valor da glicemia está abaixo de 36mg/dl, ou o paciente não perdeu a consciência, mas precisa de ajuda para se recuperar”, ensina a endocrinologista.
A Dra. Denise explica que há diferença no tratamento da hipoglicemia, dependendo do estado do paciente:
Paciente acordado, consciente: Repor carboidratos com 5 a 6 balas, ou 150 ml de suco de laranja, ou 1 copo de refrigerante não dietético, ou 2 colheres de açúcar. Procure não fornecer alimentos como chocolate e bolos com cobertura, que demoram mais para elevar a glicemia. Após 10 minutos da ingestão dos alimentos, verificar a taxa da glicemia. Se ela continuar baixa, repetir o procedimento.
Paciente desacordado, inconsciente: Não se pode fornecer alimentos. Aplique glucagon via subcutânea, conforme orientação dada por seu médico ou enfermeiro. Este hormônio tem ação oposta à insulina, ou seja, eleva a glicemia. Geralmente usa-se uma ampola para adultos, e meia ampola para crianças. Levar a pessoa com diabetes ao pronto-socorro, para aplicação de glicose endovenosa. Caso não consiga transportar o paciente, chamar um pronto-atendimento.
Segundo a Dra. Denise, um dos problemas mais comuns, depois de uma crise hipoglicêmica, é a hiperglicemia causada pelo excesso de carboidratos. Ela ressalta que, na maioria das vezes, a pessoa se recupera do evento sem seqüelas. “O problema maior ocorre com hipoglicemias mais graves, com perda de consciência, que podem até levar à morte, embora isso seja bastante raro. Um episódio de hipoglicemia severa prolongado pode favorecer lentidão de pensamento e perda de memória momentânea que, em geral, é recuperada”, explica.
A endocrinologista Denise Reis Franco dá algumas recomendações para se evitar crises de hipoglicemia: