Vista como o ponto de partida para um planejamento alimentar eficiente para a pessoa com diabetes, a contagem de carboidratos é uma das grandes conquistas na área de terapia nutricional. A técnica pode ser utilizada por portadores de diabetes tipo 1 e 2, e tem como objetivo o controle glicêmico em função das menores variações das glicemias pós-prandiais.
A contagem de carboidratos foi criada na Europa na década de 30 e foi uma das técnicas utilizadas no Diabetes Control and Complications Trial (DCCT). Recomendada pela American Diabetes Association (ADA) a partir de 1994 como ferramenta nutricional, passou a ser utilizada no Brasil somente em 1997.
Por que o carboidrato?
A escolha do carboidrato como referência não foi ao acaso. O carboidrato é o macronutriente que fornece a maior quantidade de energia para o organismo. Ele é a substância que mais rapidamente é convertida em glicose (entre 90% e 100%) e que, portanto, eleva os níveis de glicose no sangue com maior velocidade. Segundo o Manual Oficial de Contagem de Carboidratos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os carboidratos são convertidos em glicose entre 15 minutos a 2 horas e a sua recomendação diária é de 50% a 60% do valor calórico total consumido.
A contagem de carboidratos é uma técnica que depende 100% de dedicação do usuário e o seu uso não substitui a participação do nutricionista e do médico especialista que acompanha o tratamento do diabetes. Baseada nessa premissa, o site da SBD elaborou uma enquete a fim de desvendar os maiores obstáculos da utilização da técnica entre os usuários.
Com a participação de 234 internautas, a última enquete da SBD classificou como a maior barreira encontrada para a utilização da contagem de carboidratos a falta de orientação por especialistas. Por conta disto, a opção “nunca recebi orientação de especialistas” recebeu o maior número de votos: 138 ou 59% do total de participantes. Com a segunda colocação, a opção “conheço mas não utilizo” foi escolhida por 17.1%. Em seguida, com 34 votos, a alternativa “utilizo sempre”. Com os menores índices de votação, as alternativas “eu uso mais acho difícil”, com 6.4% e “exceto nos fins de semana” com 3% dos votos.
Veja o resultado da enquete
Utilizo sempre - 34 votos
14.5%
Exceto nos fins de semana - 7 votos
3.0%
Eu uso, mas acho difícil - 15 votos
6.4%
Conheço, mas não utilizo - 40 votos
17.1%
Nunca recebi orientação de especialistas - 138 votos
59.0%
Total: 234 votos!
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