Uma história de otimismo na convivência com o diabetes

Uma história de otimismo na convivência com o diabetes

Autora: Malu Serraglio

 

Tornei-me diabética aos 22 anos (último ano da faculdade), em 1992 (é... foi no século passado!). No inicio foi bem complicado e na época não tinha muita informação e poucas opções de tratamento.

Tive uma Lua de Mel de 4 meses aproximadamente... era muito disciplinada (e ainda sou!) na dieta e iniciei com insulina com 1 aplicação diária. Glicosímetro, não tinha. Consegui comprar um, anos depois, em uma loja especializada em equipamentos médicos para médicos... e só tinham 10 tiras. Quando acabassem as tiras, acabou glicosimetro, pois não vendiam elas separadamente. Era um Glucometer 3, da Bayer.

Com o passar do tempo, fui aprendendo a entender um pouco mais sobre produtos dietéticos. Levava xerox dos rótulos nas consultas pro medico me orientar. Passei para 2 doses de insulina/dia. Os glicosímetros começaram a ser comercializados e depois de muito tempo, tinha o meu, mas usava apenas em emergências.

Ouvia muita estória de que eu ficaria cega, que poderia ter que amputar um membro... que meus rins iriam parar... isso me assustava muito. Além da doença não ter cura, viver com esses fantasmas, era muito complicado.

Os anos se passaram, novos tipos de insulina surgiram, e troquei de médico. O primeiro endocrino cuidou de mim por 10 anos. Era ótimo. Depois ele se mudou para o interior e fui herdada por um que mal olhava pra mim na consulta.

Me falaram do Dr. Marcio e tudo, mas tudo mudou.

Mudaram os tipos de insulina, os testes, a alimentação, a contagem de CHO e o que deu base para a minha "formação de diabética bem sucedida": a educação. Na sequência mudei o tratamento para a bomba de insulina, que foi sensacional. A autonomia, liberdade, facilidade e melhor controle (tinha hipos assintomáticas e corria riscos dirigindo inconsciente).

A hemoglobina glicada passou a ficar dentro do padrão, até 7%. As hipos reduziram sensivelmente. A cada 6 meses faço avaliação de fundo de olho, e até hj sem nenhuma complicação. Sou corredora, gosto da nadar, e pedalar. Pratico atividade física regularmente, controlo minha glicemia, visito os médicos dentro dos prazos determinados.

Sou diabética, graças a Deus! O diabetes mudou minha vida. Para melhor. Depois de ser educada, entendi o que significa qualidade de vida. No meu caso, é regra, é disciplina e controle. Não seria quem eu sou se meu sistema imunológico não tivesse brigado com minhas células beta!

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