As fibras alimentares podem ser definidas como um conjunto de substâncias derivadas de vegetais que são resistentes à digestão e absorção no intestino delgado humano, com fermentação completa ou parcial no intestino grosso. Ou seja, a fibra é uma parte do alimento que não é absorvida e passa direto pelo intestino.

Além de não fornecerem calorias, elas diminuem a absorção do colesterol, de gorduras e de açúcares, e causam sensação de saciedade prolongada, afinal, permanecem no estômago juntamente com os outros nutrientes por mais tempo, retardando a sensação de fome e o consumo de mais calorias.

As fibras alimentares compreendem as partes comestíveis dos vegetais presentes nas frutas, legumes, verduras e hortaliças e do amido resistente encontrado em leguminosas e grãos (cereais integrais) que resistem ao processo de digestão, ou seja, elas passam quase intactas pelo sistema digestivo chegando ao intestino grosso inalteradas. Também não têm valor nutritivo, nem energético (não têm calorias). Então, para que servem?

Na verdade, elas são imprescindíveis à dieta. Pesquisas revelam que uma dieta rica em fibras pode melhorar a saúde em vários aspectos. Como não são digeridas, elas chegam ao intestino inalteradas e funcionam da seguinte forma:

1) Atuam como “vassouras”, que carregam os resíduos alimentares e a gordura excedente na alimentação pelo intestino, baixando o nível de colesterol absorvido;

A Associação Americana de Diabetes (ADA), no seu suplemento publicado no Diabetes Care, em janeiro de 2008, informa que existem dados sugerindo que o consumo de uma dieta com alto teor de fibras (50 g/dia) reduz a glicemia em pessoas com diabetes tipo 1 e reduz a glicemia, a hiperinsulinemia e a lipemia em pessoas com diabetes tipo 2. 

No entanto, também é reconhecido que atingir esta meta de consumo pode ser difícil em virtude de efeitos como alteração negativa na palatabilidade das refeições, escolhas alimentares limitadas e desconfortos gastro-intestinais (exemplo: flatulência). 

Apesar disto, deve-se encorajar um bom consumo de fibras por pessoas com diabetes e, é dada ênfase no documento, que a primeira prioridade deve ser estimular essas pessoas a alcançarem o teor de fibras recomendado para toda a população (14 g para cada 1000 kcal consumidas). 

Logo, uma alimentação em torno de 2000 kcal por dia, deve também fornecer 28 gramas de fibras. 

De acordo com Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2008-2009, e outras pesquisas que avaliam o consumo alimentar, o Brasil passa por uma transição nutricional. Dados da ultima pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística) apontam para  um maior  consumo de alimentos industrializados e como consequência,  maior  consumo de gorduras.

A gordura na alimentação tende a ser visto como algo ruim. No entanto, o consumo adequado de gorduras, pode sim trazer benefícios à saúde. O importante é conhecer os tipos, as fontes alimentares e as quantidades recomendadas.

As funções das gorduras são inúmeras. Elas formam a camada das células, transportam nutrientes, mantém o corpo aquecido. Por outro lado, o excesso de gorduras, especialmente as gorduras ruins, pode levar à obstrução de artérias importantes causando diferentes problemas como infarto, acidente vascular cerebral ou trombose.

As proteínas são nutrientes formados pela união de vários tipos de aminoácidos. Elas podem ser classificadas em proteínas de alto valor biológico, quando fornecem aminoácidos fundamentais para o nosso corpo mas que este é incapaz de produzir (aminoácidos essenciais) e proteínas de baixo valor biológico, quando  fornecem aminoácidos essenciais em menor quantidade ao nosso organismo.

Dentre as principais funções desses nutrientes, destacam-se as  funções estruturais (construção da pele, cabelos, unhas, tecidos e músculos) e as  funções funcionais no organismo (participação em funções enzimáticas, hormonais, entre outras).

As proteínas são divididas em proteínas animais e vegetais, sendo necessário o consumo de ambos os tipos para um melhor funcionamento do organismo. As fontes alimentares de proteína animal são, de modo geral, consideradas  proteínas de qualidade superior com relação às proteínas de origem vegetal. 

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