Terapia Farmacológica da Hiperglicemia Hospitalar

Dr. Luciano Giacaglia

  • Coordenador do Departamento de Hiperglicemia Hospitalar da SBD
  • CRM 70676

 

Dando sequência aos artigos relacionados ao tema, convidamos o Dr Paulo Rizzo Genestreti para apresentar dados sobre o uso de medicamentos que não a insulina, para o tratamento farmacológico da hiperglicemia em ambiente hospitalar. Sabemos que a insulina foi sempre considerada padrão-ouro no controle da hiperglicemia hospitalar, em razão de diversos aspectos como eficácia e rapidez na redução glicêmica, meia-vida conhecida, facilidade em titular conforme a resposta,  sem maiores contra-indicações, uso independente da presença prévia ou do tipo de diabetes, e por não estar relacionada a efeitos colaterais, principalmente gastro-intestinais, genito-urinários e hemodinâmicos, relacionados a outros agentes farmacológicos.

Entretanto, não podemos minimizar o desafio que constitui a insulinização hospitalar, em decorrência da possibilidade de hipoglicemia, esta que representa um fator importante de morbi-mortalidade hospitalar; do receio e estigma de paciente e familiares em relação ao uso de medicamento injetável; da demanda e sobrecarga sobre a equipe de enfermagem, na constituição da insulina e os insumos relacionados, na eventualidade de ajustes mutáveis de dose, relacionados à contagem de carboidratos da dieta, à aceitação alimentar ou ao ritmo intermitente de administração no caso de dietas enterais e parenterais, e invariavelmente, na mudança da rotina de horários de administração dos medicamentos.

Desta forma, toda alternativa terapêutica que vise facilitar o controle glicêmico, promovendo maior aceitação por parte do paciente, maior comodidade para a equipe que presta o cuidado, e ao mesmo tempo, sem comprometer o adequado controle glicêmico, será sempre bem vinda. Dados recentes de literatura vem caminhando neste sentido, de se buscar medicamentos não-insulínicos, para o controle da hiperglicemia hospitalar, e com isto, tentar reduzir e eventualmente suprimir a necessidade de insulinoterapia. Este pode ser um passo inicial para que possamos discutir caso a caso, paciente a paciente, diferentes estratégias de abordagem, que sejam eficientes, seguras e que contemplem os objetivos de toda a equipe de assistência à saúde, no ambiente hospitalar.

Boa leitura!

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