Sinais e sintomas de alerta para o diagnóstico de transtorno alimentar no paciente com diabetes

Sinais e sintomas de alerta para o diagnóstico de transtorno alimentar no paciente com diabetes

“A primeira vez que ela pulou uma dose de insulina, C.F de 17 anos disse, não foi planejado”. Ela tinha viajado com seus amigos durante um feriado prolongado e comeu muitos biscoitos recheados e salgadinhos, mas deixou de aplicar a dose de insulina ultra rápida que as pessoas com diabetes tipo 1, como ela, precisam para manter seus níveis de glicose no sangue controlado...

Quando retornou de viagem, se pesou e viu que havia perdido peso e ficou muito feliz com isso. Pensou no que ocorreu e percebeu que deixar de tomar insulina poderia ajudá-la a emagrecer para ficar com o corpo que desejava...

Muitas histórias de Diabulimia (pular ou omitir doses de Insulina com o objetivo de perder peso) podem começar como este relato desta adolescente e passar desapercebido pela família e pelo médico.

Os jovens com diabetes tipo 1 têm duas vezes e meia mais chances de desenvolver um transtorno alimentar quando comparado aos seus pares da mesma faixa de idade.

É preciso perceber e saber diagnosticar de forma precoce a presença de um distúrbio alimentar em pacientes com diabetes. A presença dos dois distúrbios pode ser uma combinação perigosa, levando a graves consequências tanto no controle da glicemia como causando complicações agudas e crônicas precoces do diabetes.

“A primeira vez que ela pulou uma dose de insulina, C.F de 17 anos disse, não foi planejado”. Ela tinha viajado com seus amigos durante um feriado prolongado e comeu muitos biscoitos recheados e salgadinhos, mas deixou de aplicar a dose de insulina ultra rápida que as pessoas com diabetes tipo 1, como ela, precisam para manter seus níveis de glicose no sangue controlado...

Quando retornou de viagem, se pesou e viu que havia perdido peso e ficou muito feliz com isso. Pensou no que ocorreu e percebeu que deixar de tomar insulina poderia ajudá-la a emagrecer para ficar com o corpo que desejava...

Muitas histórias de Diabulimia (pular ou omitir doses de Insulina com o objetivo de perder peso) podem começar como este relato desta adolescente e passar desapercebido pela família e pelo médico.

Os jovens com diabetes tipo 1 têm duas vezes e meia mais chances de desenvolver um transtorno alimentar quando comparado aos seus pares da mesma faixa de idade.

É preciso perceber e saber diagnosticar de forma precoce a presença de um distúrbio alimentar em pacientes com diabetes. A presença dos dois distúrbios pode ser uma combinação perigosa, levando a graves consequências tanto no controle da glicemia como causando complicações agudas e crônicas precoces do diabetes.

O profissional de saúde que atende o paciente com diabetes deve estar atento para os seguintes sinais e sintomas de alerta:

  • 1-  • Episódios recorrentes de cetoacidose diabética (CAD)/hiperglicemia constante e/ou e de hipoglicemias
  • 2-  • Níveis sempre elevados de HbA1c
  • 3-  • Atraso na puberdade ou maturação sexual ou menstruação irregular
  • 4-  • Idas frequentes ao banheiro, sobretudo após alimentações
  • 5-  • Náuseas e dores de estômago
  • 6-  • Atraso na cicatrização de infecções/contusões
  • 7-  • Problemas dentários (perda do esmalte)
  • 8-  • Flutuações no peso/perda grave ou ganho rápido de peso sem explicações clínicas
  • 9-  • Anemia e outras deficiências vitamínicas e de eletrólitos
  • 10-  • Presença de comorbidades psiquiátricas, tais como depressão, ansiedade ou outros como, por exemplo, personalidade Borderline
  • 11-  • Pedidos frequentes para mudar o plano alimentar
  • 12-  • Insistência na auto-administração de insulina de forma privada
  • 13-  • A crença fundamental de que a insulina faz engordar
  • 14-  • Complicações crônicas de início precoce, especialmente neuropatia, retinopatia e nefropatia
  • 15-  • Caso ocorra concomitante com hipotireoidismo, uso abusivo de levotiroxina

Quanto mais precoce um transtorno alimentar for diagnosticado e tratado na concomitância com o diabetes, melhor o prognóstico de cura do mesmo.

Deve ser avaliando, no momento do diagnóstico, se há risco de vida e necessidade de hospitalização.

O tratamento deve ser feito com equipe multiprofissional e interdisciplinar, sendo a presença do endocrinologista e do nutricionista fundamental no acompanhamento do paciente visando a reeducação sobre o planejamento alimentar, observação e reajuste da dose de Insulina.

Existe também a necessidade do tratamento psicoterápico individual com o intuito de trabalhar a autoestima, imagem corporal, bem como estabelecer um apoio psicológico à família.

Fonte: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes(2015-2016) – capitulo 15 – Claudia Pieper

Diabulimia: uma combinação perigosa – Grupo Gen – edição 2013 – autores: Claudia Pieper, Simone Freitas e Alexandra Araujo

 

 

 

 

Campanha dia 2 de Junho de 2018
Estigma nos Transtornos Alimentares –9 Conselhos

 

 

1) Você não pode dizer apenas olhando para uma pessoa se ela tem ou não um Transtorno Alimentar

 

2) As famílias não são culpadas

 

3) As famílias podem ser as melhores aliadas para o tratamento

 

4) Os Transtornos Alimentares não ocorrem por escolha, mas são doenças mentais muito graves biologicamente influenciadas

 

5) Os Transtornos Alimentares afetam pessoas de todas as idades, sexo, raça, etnia, orientação sexual e condição sócio econômica

 

6) Os Transtornos Alimentares levam tanto a um maior risco de suicídio, bem como a complicações físicas e médicas

 

7) Os genes desempenham um papel nos transtornos alimentares, mas também o ambiente influencia em seu desenvolvimento

 

8) Os genes não são o nosso destino quando falamos de Transtornos Alimentares 

 

9) A recuperação completa é possível nos Transtornos Alimentares

 

www.aedweb.org/home

 

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