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Quarta, 30 Abril 2014 00:00

Capítulo 5 - A educação em Diabetes e a equipe multiprofissional

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Capítulo 5 - A educação em Diabetes e a equipe multiprofissional

 

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Psic. Graça Maria de Carvalho Camara

> Especialista em Educação em Saúde – CEDESS – UNIFESP
> Consultora para Projetos de Educação em Saúde
> Coordenadora do Departamento de Educação da Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD
> Membro do Conselho Consultivo da Associação de Diabetes Brasil- ADJ

 

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Dra. Adriana Costa e Forti

> Doutora em Endocrinologia pela Universidade Federal de São Paulo
> Diretora e Fundadora do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão do Ceará
> Professora Adjunta da Universidade Federal do Ceará

 

1
INTRODUÇÃO

Em 1918 Elliott P. Joslin afirmava que "o paciente educado fica melhor", mas, a educação em diabetes passou a ser considerada importante para o manejo clínico dos indivíduos com essa patologia só a partir da década de 1930, quando se obteve resultados dos primeiros trabalhos neste "campo", realizados no "Joslin Diabetes Center" em Boston nos EUA (1).

Mais recentemente as Associações Americanas de Diabetes – ADA e de Educadores em Diabetes- AAED (2) definiram um Protocolo Nacional de Educação em Diabetes utilizado nos EUA.

A IDF – Federação Internacional de Diabetes (3) também vem publicando protocolos internacionais que reconhecem a educação como parte integral do cuidado com diabetes, envolvendo interativamente a pessoa com diabetes e o educador. Esses protocolos definem todo o processo educativo com relação à estrutura (documentação, missão, metas, comitês de planejamento e de revisões sistematizadas, perfil do coordenador e do educador), à definição da população alvo e suas necessidades, aos recursos necessários, ao processo educativo, aos indicadores e processos de avaliação e ao currículo básico para a formação do educador (4). Esse currículo básico tem como objetivo promover uma educação de qualidade, baseada em evidências, adaptável às diversas regiões, com utilização de instrumentos pedagógicos adequados e inovadores.

Ainda com relação ao reconhecimento da importância da educação no processo de controle do diabetes, a OPAS - Organização Pan-americana de Saude publicou em 2012 um caderno intitulado "Melhorias dos Cuidados Crônicos por meio das Redes de Atenção à Saúde" onde sugere um Modelo de Cuidados Crônicos – MCC utilizado com êxito, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento e que pressupõe a atenção às doenças crônicas não transmissíveis com base na orientação, na equidade com a participação do individuo, família e comunidade, que fomente a preparação de recursos humanos na atenção às doenças crônicas e à qualidade de vida. Reconhece o papel central do usuário no manejo de sua própria saúde por meio de programas de autocuidado (5).

No Brasil muito tem sido feito em prol de educar as pessoas com diabetes por inúmeras Associações de pacientes, Centros de Diabetes ligados a Instituições de Ensino, à rede pública e privada, mas muito ainda há a avançar considerando o tamanho do nosso país e a diversidade cultural que é nossa característica.

A partir de 2008, a Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD, sociedade científica, se uniu em parceria com a ADJ Diabetes Brasil, entidade representante de pessoas com diabetes e seus familiares, para buscar o apoio da Federação Internacional de Diabetes – IDF, na implementação do Projeto Educando Educadores com a proposta de qualificar profissionais e garantir o uso da Educação em Diabetes como ferramenta principal do acompanhamento do diabetes no Brasil, por toda a equipe de saúde envolvida, tanto na rede pública como privada (6,7).

Todas as instituições aqui citadas entendem que a Educação em Diabetes deve ser considerada e incorporada durante todo o processo do acompanhamento dos pacientes, visando garantir o controle do diabetes e de suas complicações e não se restringir às pessoas com diabetes, mas sim envolver a todos, incluindo os profissionais de saúde, os gestores dos serviços, os familiares, e toda a comunidade.

 

2
O PROCESSO DA EDUCAÇÃO EM DIABETES

É preciso compreender que o processo da Educação em Diabetes não pode ser de responsabilidade de apenas um dos profissionais do serviço e, sim incorporado e utilizado por toda a equipe profissional responsável pelo acompanhamento das pessoas com diabetes desde o primeiro contato com estas. Neste contato inicial é que são identificadas as condições gerais da pessoa bem como a fase do diagnóstico em que se encontra, as informações que já têm sobre a doença, seu perfil sociocultural, sua forma de enfrentar a situação apresentada bem como o contexto em que se encontra.

O Objetivo principal deste processo é que seu portador, familiares e/ou cuidadores assimilem conhecimentos e técnicas, desenvolvam habilidades, atitudes e comportamentos para o manejo do diabetes, melhorando a qualidade de vida e evitando e/ou adiando as complicações.

As etapas a serem seguidas para a garantia deste objetivo devem ser definidas, em conjunto entre a pessoa com diabetes e equipe de saúde, de forma individualizada considerando-se diferentes fatores bem como deve ser acompanhada e revista periodicamente.

 

 

Sugere-se que objetivos específicos sejam estabelecidos e que estratégias sejam traçadas para o alcance de cada um deles.

Principais Objetivos Específicos a Serem Alcançados pelas Pessoas Submetidas ao Processo de Educação em Diabetes Indicados pela IDF  

  • Incorporar hábitos saudáveis de alimentação e atividade física
  • Compreender a ação dos medicamentos e da insulina
  • Monitorar a glicemia
  • Manusear e fazer aplicação da insulina adequada
  • Tomar as medicações regularmente
  • Desenvolver comportamentos para evitar o risco de complicações agudas (hipo e hiperglicemia) e crônicas (retinopatias, nefropatias e outras)
  • Resolver problemas (corrigindo adequadamente as hipo e hiperglicemias)
  • Manter equilíbrio emocional para conviver bem com o diabetes.

O processo de Educação em Diabetes deve ocorrer em todos os contatos entre a pessoa com diabetes e os profissionais da equipe de saúde. Recomenda-se protocolos de atendimento que incluam avaliações regulares dos comportamentos de autocuidado para os quais cada pessoa foi orientada além de acompanhamento das metas de controle previamente estabelecidas entre paciente e equipe.

Além deste processo individualizado também podem ocorrer atividades grupais devidamente planejadas e organizadas em situações mais formais visando o alcance de um ou mais objetivos específicos dos citados acima, para tal a IDF recomenda cuidados com relação à:

  • Estrutura organizacional – com suporte geral da instituição onde esta ocorrerá, com relação ao apoio para a realização da atividade, ao espaço necessário, equipe disponível, equipamentos e materiais em geral;
  • Condições de área física - espaço adequado com relação ao número de educandos, arejado, sem ruídos e que garanta a execução das atividades planejadas;
  • Educadores – a equipe envolvida no processo bem preparada, motivada e atualizada;
  • Processo educativo – uso de técnicas educativas, além das tradicionais didáticas e expositivas utilizem mais intervenções interativas e de estimulando a participação e a colaboração do paciente;
  • Conteúdo programático – definido a partir da análise das necessidades do educando identificadas bem como as especificidades culturais da comunidade ao qual se destina (4);
  • Processo de avaliação - essencial para acompanhar os resultados alcançados no trabalho educativo, deve ser planejada junto com a elaboração do programa, permite descobrir se cada um dos objetivos educacionais foi atingido, determinar a qualidade dos educadores, a adequação das técnicas utilizadas se os indicadores metabólicos foram alcançados, e outros definidos no planejamento da atividade educativa;
  • Educando – deverá adquirir conhecimentos sobre o diabetes, cuidados e tratamento, desenvolver habilidades e técnicas especificas, saber tomar decisões responsáveis e de autocuidado, desenvolver atitudes que proporcione melhoria do seu estado metabólico e da sua qualidade de vida reduzindo e/ou prevenindo complicações.

A Equipe Multiprofissional

Os educadores em diabetes são profissionais de saúde (enfermeiras, nutricionistas, médicos, assistentes sociais, farmacêuticos e outros) treinados em educação em diabetes.

O Educador em Diabetes Deve Manter o Foco no Paciente

Neste sentido, a capacitação desses profissionais requer muito mais do que o conhecimento técnico da doença. É preciso estimular a atualização constante desse conhecimento e o desenvolvimento de habilidades para lidar com os diferentes tipos de pacientes, com seus hábitos de vida, necessidades e dificuldades.

O "cuidar" efetivo e adequado da pessoa com uma doença crônica implica em estimular a busca pelo conhecimento sobre a doença, apoiar na sua aceitação e fornecer instrumentos que desenvolvam habilidades para o auto cuidado. Portanto, a prática educacional deve ter componentes de cuidados clínicos, de educação, de promoção à saúde, de aconselhamento, de administração e de pesquisa.

Estudos indicam que instrutores sem treinamento especializado em diabetes, em intervenções comportamentais, em pedagogia, em estímulo a desenvolvimento de habilidades e em práticas de auto manejo, não conseguem bons resultados na mudança de comportamento dos pacientes. Daí a importância da atualização constante dos profissionais em estratégias de educação em diabetes e em intervenções comportamentais além da sua qualificação básica.

Um Trabalho em Equipe é Essencial no Processo Educativo

mod-3-cap-5-imagem-1-bO processo educativo deve acontecer de forma contínua na relação entre todos os profissionais, pacientes, familiares e acompanhantes, por isso o trabalho em equipe é essencial para a integração do educando com os educadores.

A equipe é o resultado da soma das características de cada um dos seus membros e, sua interação é fator determinante para o sucesso ou insucesso das suas intervenções.

A equipe multiprofissional pode ser constituída de duas formas: aquela onde os profissionais de saúde exercem suas funções de forma isolada, cada um em sua área de atuação, que não mantém uma estratégia educacional integrada e efetiva (figura 1) e aquela onde há uma atuação conjunta dos profissionais nas diversas áreas de atuação, proporcionando uma intervenção diagnóstica, educacional e terapêutica de caráter integrado, em que o responsável de cada área avalia as condições e necessidades de cada paciente e discute as intervenções necessárias com os outros profissionais (figura 2). Quando um grupo é genuinamente interdisciplinar, até as intervenções de terapêutica farmacológica são debatidas por todos os profissionais envolvidos o que facilita definição de objetivos e a linguagem comum da equipe fazendo com que cada um seja responsável, individualmente, pelo sucesso ou insucesso das intervenções adotadas. Para que esta interdisciplinaridade seja efetiva é importante que os profissionais se organizem com reuniões de planejamento e avaliação, com troca de informações e experiências, sempre respeitando, reconhecendo e incorporando a experiência individual dentro de um processo colaborativo e integrado (8).

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Figura 1 – Equipe Multidisciplinar: abordagens isoladas nas áreas de atuação

 

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Figura 2 – Equipe Interdisciplinar: abordagens integradas nas áreas de atuação

 

Entendemos que, apesar desta forma de trabalho interprofissional ser a mais adequada, possa haver coesão no trabalho mesmo que o serviço não disponibilize de uma equipe completa, e que cada profissional estabeleça uma forma de diálogo e troca de informações através do paciente como membro da equipe. Cada equipe deve criar suas próprias estratégias de comunicação em prol dos objetivos comuns estabelecidos para o controle do diabetes de cada paciente. Mas é importante que todos procurem utilizar a mesma linguagem e mantenham o envolvimento do paciente nas decisões e encaminhamentos e compartilhem informações.

O diabetes, por ser uma doença crônica, tem forte relação com as mudanças de estilo de vida, portanto educar pessoas com diabetes deve ser um processo ativo através do qual estas aprendam sobre o diabetes para sua sobrevivência e melhora da qualidade de vida, a partir de suas necessidades, discutindo os problemas do seu dia a dia, e colocando em prática novas habilidades. Por isso é fundamental no processo de aprendizagem dar independência ao paciente para tomar decisões efetivas no seu auto cuidado com a possibilidade de recorrer ao sistema de saúde ou ao profissional de referência, quando necessário. A equipe interprofissional precisa estar preparada para esta importante missão.

A Associação Americana de Educadores em Diabetes (AAED) em suas publicações sempre reforça a importância do autocuidado. Vários softweres tem sido desenvolvidos para facilitar a comunicação e a interpretação dos dados do paciente entre a equipe interdisciplinar (9).

Alguns fatores podem servir de barreira à educação como demonstram alguns estudos: níveis altos de A1C, idade mais avançada, sexo masculino, baixo nível de alfabetização, algum grau de incapacidade (diminuição da visão, por exemplo), etc. Por isso sugere-se que as intervenções educacionais da equipe e/ou profissional devam considerar os diferentes fatores citados além de obstáculos demográficos, socioeconômicos, culturais, para garantia de melhores resultados (2).

A intervenção educativa tem trazido por si só resultados expressivos na queda dos valores de A1C. Uma análise de 31 estudos sobre o impacto da educação, em um seguimento em curto prazo de pacientes com DM tipo 2, mostrou uma queda de 0,76% nos valores de A1C e concluiu que o tempo de contato entre o participante e educador foi um fator primordial nos resultados. Uma diminuição de 1% nos valores de glicohemoglobina ocorreu para cada adicional 23,6 horas de contacto (3).

Para facilitar e garantir o uso da educação em Diabetes como parte do tratamento, a Associação Americana de Educadores em Diabetes (AADE) (10) desenvolveu pesquisa sobre comportamentos de autocuidado e a partir desta definiu sete comportamentos que devem ser praticados pelos pacientes com diabetes após um trabalho educativo efetivo, são eles:

  • Comendo saudavelmente
  • Fazendo Atividade Física
  • Vigiando as taxas
  • Tomando os medicamentos
  • Encontrando soluções
  • Reduzindo os riscos
  • Adaptando-se saudavelmente

Para disseminar esta prática da educação em diabetes em equipe interprofissional e, como já citado acima, o Projeto Educando Educadores vem acontecendo no Brasil desde 2008 com a proposta de Qualificar Profissionais de Saúde em Educação em Diabetes. O diferencial deste Projeto é o de preparar em todas as regiões profissionais de todas as formações de saúde que atuam nos diferentes serviços públicos e privados, ONGs e demais instituições de saúde para a prática da educação em equipe e, estimulando o desenvolvimento de projetos educativos que, além de preparar as pessoas com diabetes também envolvam os demais profissionais e criem assim a prática do trabalho em equipe.

Foram realizadas 25 edições de um Curso, com 40 horas em período integral, que conta com discussão de casos, oficinas práticas e elaboração final de projeto a ser implantado em cada local de origem de seus alunos.

A Programação é embasada nos Standards da IDF (2) e os 7 comportamentos da AAED (10), estimula desenvolvimentos de instrumentos educativos pelos próprios participantes de acordo com as necessidades de cada serviço e região, mas ainda sugere alguns como os desenvolvidos pela equipe de educadores que ministram o Curso e os Mapas de Conversação desenvolvidos pela IDF e adaptados e traduzidos para o Brasil (13).

Estas edições aconteceram com a seguinte distribuição:

  • 2008: São Caetano - SP/ Rio de Janeiro – RJ / Brasília – DF
  • 2009: Fortaleza – CE / Belém – PA / Recife – PE / Curitiba – PR / Belo Horizonte – MG
  • 2010: São Paulo – SP / São Luiz – MA/Goiânia – GO/Vitória – ES / Porto Alegre – RS
  • 2011: Santos – SP / Ribeirão Preto – SP / Campinas – SP / Bauru – SP
  • 2012: São Paulo – SP (2) /Juiz de Fora – MG / Salvador-BA / Florianópolis-SC
  • 2013: São Paulo – SP (2) /São José do Rio Preto – SP

Foram qualificados nas edições 1.049 profissionais, que representaram 26 estados brasileiros, sendo em torno 60% provenientes da área pública e demais das áreas privadas e ONGs.

Estes profissionais que estão distribuídos em sua maioria entre médicos, nutricionistas e enfermeiros tiverem também representantes em todos os grupos de farmacêuticos, assistentes sociais, psicólogos, odontólogos, educadores físicos, e outros.

Foram produzidos, avaliados por equipe responsável pelo Curso e aprovados 578 projetos educativos, que tem sido apresentados e premiados durante os Congressos da SBD (12).

Programas similares para qualificação de profissionais em Educação em Diabetes estarão sendo desenvolvidos de 2014 a 2016 em regiões mais remotas, onde fica mais difícil o acesso onde a SBD conseguiu apoio da World Diabetes Foundation – WDF.

Está sendo desenvolvida modalidade em EAD em parceria entre ADJ e SBD com a proposta de estimular a continuidade dos projetos desenvolvidos bem como a qualificação e atualização de profissionais, com Projeto Piloto já em 2014.

 

3
CONCLUSÃO

Educar em diabetes é um processo ativo e contínuo através do qual profissionais, pacientes e familiares aprendem sobre o diabetes para a sobrevivência e melhoria da qualidade de vida.

O processo de educação deve ser integrado às intervenções clínicas e envolver todos os membros da equipe de forma interdisciplinar.

Deve seguir princípios de educação que utilizem técnicas didáticas voltadas à participação, interação e vivências mais próximas da vida e dificuldade diárias do paciente, respeitando as individualidades do educando para o aprendizado a partir de suas necessidades.

Deve privilegiar e valorizar o trabalho da equipe Interdisciplinar onde o paciente deve ser parte integrante da equipe. Esse trabalho da equipe interdisciplinar, que inclui a participação ativa do paciente em seu tratamento, tem demonstrado melhora no controle metabólico em várias publicações.

Existem diretrizes e orientações de entidades nacionais e internacionais que facilitam o preparo dos educadores em diabetes e a elaboração de programas educativos eficientes e adaptáveis para a realidade local.

O Brasil está avançando na Educação em Diabetes através da qualificação de diferentes profissionais de áreas publicas e privadas de todas as regiões com projetos que vão se propagando e garantindo o uso da educação como principal estratégia para os resultados do tratamento do diabetes.


Referências Bibliográficas: Leitura recomendada

  1. http://www.joslin.org/about/Joslin_chronology.html
  2. Funnell M et al .National Standards for Diabetes Self-Management Education. Diabetes Care 30(6):1630, 2007.
  3. http://www.idf.org/education/resources/standards (revisadas em 2009)
  4. http://www.idf.org/diabetes-education-modules (revisados em 2011)
  5. http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=21401&Itemid =
  6. http://www.adj.org.br/pcta/pagina_educando_educadores.asp
  7. http://www.diabetes.org.br/attachments/revistas2012/revista-diabetes-vol19-n3/
  8. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3182678/
  9. Development of the American Association of Diabetes Educators' Diabetes Self-management Assessment Report Tool; Peyrot, M. Peeples, M. Tomky D. Charron-Prochownik,D. Weaver T. on behalf of AADE Outcomes Project and AADE/UPMC Diabetes Education Outcomes Project Volume 33, Number 5, September/October 2007
  10. http://www.diabeteseducator.org/ProfessionalResources/AADE7/
  11. https://www.lillypro.co.uk/diabetes/patients/conversation-maps-online
  12. http://www.diabetes.org.br/noticias/diabetes-2013-um-congresso-com-aprovacao-unanime-dos-participantes
  13. http://www.diabetes.org.br/noticias/diabetes-2013-um-congresso-com-aprovacao-unanime-dos-participantes
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