Perguntas frequentes

Fique por dentro das dúvidas mais frequentes sobre COVID-19 de quem tem diabetes!

1.Por que as pessoas com diabetes estão no grupo de maior risco de infecção em relação ao COVID-19?
Quem tem diabetes não tem maior risco de se contaminar pelo coronavírus, mas tem maior risco de complicações pela infecção.

2.Toda pessoa com diabetes tem imunidade baixa? A pouca ou ausência de insulina afeta a imunidade?
A baixa imunidade está ligada à elevação do açúcar no sangue, não à falta de produção de insulina. A pessoa com diabetes que está muito acima do peso também pode ter a imunidade afetada por ter maior inflamação.

3.Pessoas com diabetes controlado têm menos risco de complicações relacionadas ao coronavirus?
O risco de complicações pelo COVID-19 é muito menor e quase igual ao das pessoas sem diabetes se os níveis de açúcar no sangue estiverem controlados.

4.O risco de complicações do COVID-19 é maior tanto para quem tem diabetes tipo 1 quanto tipo 2?
O risco de complicações é maior para aqueles com 60 anos ou mais, com complicações do diabetes, com doenças concomitantes como a pressão altae que estão com altos níveis de açúcar no sangue, independe do tipo de diabetes.

5.Faço tratamento para resistência à insulina com metformina. Tenho maior risco de complicações pelo coronavírus?
A pessoa que tem resistência à insulina, mas não tem diabetes, não está no grupo de risco para complicações.

6.Sou profissional da saúde e tenho diabetes. Posso requerer licença por conta do coronavírus?
A SBD indica que essa conduta seja tomada pelo médico do trabalho, que tem o poder de requerer essa licença.

7.Tenho diabetes tipo 1 e minha/meu namorada(o) trabalha como enfermeira(o). Devo evitar o contato com ela(e) ou ela(e) é uma pessoa com a mesma chance de transmissão como qualquer um?
Caso sua/seu namorada(o) esteja em contato com pessoas que tiveram ou estão com o vírus, seria prudente você evitar o contato.

8.Tenho diabetes tipo 1 e minha mãe tem uma doença crônica. Por estar em grupo de risco, ela foi afastada do serviço dela com remuneração. Nessa época de coronavírus, eu também tenho o direito de afastamento remunerado do trabalho?
Peça orientação ao seu médico sobre afastamento ou mudança de função. Deve-se levar em consideração o tempo de diabetes, se o diabetes está bem controlado, se há alguma complicação do diabetes ou doença associada, como hipertensão arterial.

9.As pessoas com diabetes que tomam Captopril, Enalapril, Losartana, Aspirina ou Pioglitazona devem suspender o tratamento?
Não, não há evidências que justifiquem a suspensão desses medicamentos, Eles devem ser mantidos conforme a prescrição médica.

10.Tomar vitamina C diminui o risco de COVID-19?
Não existe nenhuma vitamina, soro, terapia alternativa ou terapia dita para aumentar a imunidade que previna ou trate COVID-19.

11.Pré Diabetes é considerado grupo de risco?
Não há dados disponíveis com nível de evidência que possa afirmar que pacientes pré-diabéticos tenham risco aumentado em face a uma infecção do corona vírus.

Deve se observar se o pré diabetes está presente em pessoas com outras patologias associadas e em idosos.

Orientamos que todos os pacientes, em risco ou não, devam seguir as mesmas orientações gerais para evitar o contágio e seguir todas as orientações das autoridades sanitárias vigentes.

Pergunta:

Tenho 69 anos e há 15 anos fui diagnosticado com DM2. Pesava 101kg com 180 de altura. Hoje minha diabetes está entre 95 e 120, o peso é 86kg, caminho 5 dias da semana, 1h por dia. Faço regularmente tratamento com um endócrino, o qual me receitou  NESINA-MET , FORXIGA , ROSUVASTATINA, STANGLIT E DIAMICRON OU POSPRAND E LIPLESS pois meu triglicérides subiu um pouco acima do permitido e faço controle da vitamina D. Enfim, procuro controlar o diabetes até um nível que considero aceitável. Minha pressão arterial é 12×8. Com referência aos cuidados com a COVID-19, trabalho em casa e quando tenho que sair, tomo os devidos cuidados, com referência à higiene.  

Qual o grau de risco que corro com a referência à COVID-19?

Resposta:

Olá S.C,

Obrigado pela sua mensagem.

O seu risco de se infectar com o coronavírus é semelhante ao risco da população geral.

Caso se contamine, em função da idade, de ter diabetes e hipertensão arterial, o seu risco de agravamento pela COVID-19 é um pouco maior do que a população abaixo dos 60 anos e sem essas doenças. No entanto, pelo seu relato, as doenças estão sob controle. Sendo assim, com o controle adequado da glicemia e da pressão, o risco é bem menor comparado a quem não controla bem essas doenças.

De qualquer forma, pertencendo ou não ao grupo de risco, deve-se procurar diminuir a exposição e o risco de contágio, proceder aos cuidados de higienização adequada e uso de máscaras quando houver necessidade de sair de casa. E lembre-se de se manter ativo, com sono adequado e alimentação saudável.

Pergunta:

Sou diabética tipo 1 e faço acompanhamento de retinopatia proliferativa. Resido no interior de Minas Gerais e faço este acompanhamento em Belo Horizonte (capital), diante dessa situação tenho direito em solicitar um carro individual para ser levada à consulta ao município? Pois aqui eles disponibilizam carro coletivo, o qual vai a diversos hospitais da capital levar e pegar pacientes, há alguma lei que prioriza como situação de risco maior e de esse direito ao paciente?

Resposta:

Cara T.,

Não temos nenhum direcionamento legal para essa questão. Você precisará ver com a prefeitura da sua cidade mesmo. Você também pode entrar em contato com o serviço de oftalmologia onde acompanha para receber orientação (com base no seu diagnóstico) sobre o momento em que deve fazer seu retorno.

Pergunta:

Paciente com diabetes deve tomar vacina pneumococica ( da pneumonia) neste momento de covid?

Resposta:

Obrigado pela sua pergunta.

A vacina pneumocócica faz parte do calendário vacinal recomendado e é fundamental nesse momento.

Existem duas vacinas pneumocócicas: a pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13) e a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23).

– VPC13: apenas 1 dose na vida. Não disponibilizada em UBS/CRIE;

– VPP23: duas doses (disponível em UBS/CRIE) com intervalo de cinco anos entre elas. 

Obs: Sempre iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23, respeitando o intervalo mínimo de dois meses entre elas. Para indivíduos que já receberam a VPP23 e não anteriormente vacinados com VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação de VPC13 e de cinco anos para a aplicação da segunda dose da VPP23, com intervalo mínimo de dois meses entre as vacinas conjugada e polissacarídica.

Outras vacinas fundamentais para quem tem diabetes são as seguintes: influenza, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo b e herpes zóster (> 50 anos). Converse com o seu médico.

Pergunta:

Boa tarde.

Tenho diabetes e no momento ela não está controlada, tenho uma pessoa  > em casa com 80 anos que possui a doença. Eu posso fazer uma atividade física numa quadra em meu prédio? O que me sugerem?

Obrigado

Resposta:

No momento não recomendamos que se faça exercício ao ar livre, em função do risco de contágio por COVID-19. Em especial se você mora com uma pessoa de 80 anos. Tente se organizar para se exercitar em casa mesmo. Sabemos o quanto é difícil. Mas pense na saúde do seu familiar.

Pergunta:

Olá, sou profissional da área de saúde e portadora de diabetes tipo 1 há 20 anos, estive em suspensão de contrato de trabalho por 60 dias, devido ao Covid-19. A empresa agora sugeriu um revezamento entre funcionários, me colocando pra trabalhar e tirando uma pessoa jovem e saudável para quarentena! Existe alguma lei que me assegure poder ficar em casa por eu ser parte do grupo de risco e já ter ficado até hoje? Obrigada.

Resposta:

Não existe uma lei, mas uma recomendação do Ministério da Saúde e da OMS,  que diabetes compõe grupo de risco para desenvolvimento de complicações graves da COVID-19. Assim, considerando-se a pandemia mundial, recomenda-se que sejam adotadas as medidas necessárias para possibilitar o isolamento domiciliar e/ou o trabalho remoto (à distância)  do paciente, enquanto persistirem as recomendações do governo de isolamento social para a população em geral.

Abraços

Pergunta:

Eu tenho diabetes e o médico recomendou o uso de insulina, acho que estou com 1 mês de gravidez, a insulina pode prejudicar o bebê? O que devo fazer? Posso fazer uso da insulina nph? Eu nunca fiz uso de insulina.

Resposta:

Cara M,

A insulina é um medicamento seguro para tratar o diabetes na gestação. Ela não atravessa a placenta, portanto vai agir só no seu corpo para te ajudar a manter a glicose no seu sangue em níveis saudáveis para o desenvolvimento do seu bebê. Como você ainda está no primeiro trimestre da gravidez, o seu bebê ainda está em formação, é muito importante que você mantenha a sua glicemia em níveis adequados. 

Para se certificar que o controle da glicose está adequado você precisa também monitorizar a glicemia e conversar com o seu médico sobre a melhor maneira de fazer este controle. 

Trabalhando juntos, você, seu médico, a insulina e a monitorização da glicemia, seu bebê vai nascer forte e saudável. 

Boa sorte e um grande abraço!

Pergunta:

Quais os números para se considerar DM controlada? Glicemia, glicada, frutosamina… E DM descontrolada? Qual glicemia e glicada aceitáveis?

Resposta:

Olá M, 

Obrigado pela sua mensagem.

Os valores considerados ideais variam conforme algumas características da pessoa (idade, tempo de diabetes, risco de hipoglicemia, presença de complicações e doenças associadas, recursos e motivação), ou seja, devem ser individualizados.

De modo geral, de acordo com as sociedades brasileira, americana e europeia, entre outras, idealmente os valores de glicemia antes das refeições para adultos devem estar entre 80 e 130 mg/dL, os de glicemia 2 horas após iniciar as refeições devem ficar abaixo de 180 mg/dL e a hemoglobina glicada abaixo de 7%. A frutosamina, quando excepcionalmente medida, deve estar dentro dos valores de referência do laboratório.

Pergunta:

Dados estatísticos de morte associado ao diabetes e COVID-19 no Brasil.

Resposta:

Pergunta:

O consumo de carne é comprovadamente um dos grandes causadores da diabetes. Qualquer nutricionista sabe que carne contém gordura, que justamente bloqueia a parede dos vasos, impedindo que o açúcar seja absorvido pelas células, e o açúcar acaba ficando acumulado no sangue.

Por que a Associação Brasileira de Diabetes recomenda em seu site, na área de “Nutrição/Receitas”, alimentos que contenham carne como “Maminha ao molho de ervas”?

Resposta:

Prezado L,

O  consumo de carne rica e gordura saturada várias vezes na semana como é de  costume da população brasileira pode ser mais um fator para  contribuir com o  desenvolvimento da resistência à insulina. Este fator, juntamente com a genética, estilo de  vida, obesidade e sedentarismo são mais relacionados ao diagnóstico de diabetes tipo 2.

O departamento de nutrição incentiva que o consumo das carnes vermelhas seja moderada 2 a 3x semana, optando por preparações  que não haja maior adição de  gorduras além de preferir cortes mais magros de carnes.

Entretanto, com a diversidade e as proporções continentais do Brasil, levamos em  consideração na prescrição da dieta a adequação à realidade aos hábitos e sempre orientando o que é melhor em cada caso.

Desta forma, não condenamos nenhum alimento. Apenas ajustamos porções e formas de preparo de acordo com estilo de vida, objetivos do paciente, melhora dos exames bioquímicos e graus de entendimento e aceitação do diabetes.

Consideramos que ter diabetes não deve limitar o prazer ao comer e este é o intuito da área de  receitas.

Pergunta:

Sou técnica de enfermagem do programa saúde da família, faço visitas nas casas de todo tipo de pacientes, tenho diabetes tipo 2 posso requerer minha licença?

Resposta:

Prezada A,

As questões de licença de trabalho devem ser confirmadas com a gerência da sua Unidade e as regras estabelecidas pela Prefeitura da sua cidade para as pessoas em grupo de risco na pandemia da COVID-19.

Pergunta:

Boa noite, tenho diabete tipo 2 há aproximadamente 13 anos, está na faixa de 120 mais ou menos a taxa de glicose, tbm faço acompanhamento do endocrinologista com frequência, até que foi a doutora que me sugeriu este site. A pergunta é: Existe alguma carteira de identificação da pessoa ter diabete, pois onde moro, Imperatriz-Ma, temos algumas prioridades tipo: não ficar em fila, acesso prioritário em banco entre outros, também para que possa identificar que pertenço a área de risco nesta época de COVID-19. Apresentar para empresa onde trabalho, caso necessite futuramente, não sabemos até onde a COVID-19 irá alcançar. Obrigado pela atenção. Aguardo retorno.

Resposta:

Não temos uma carteirinha oficial da SBD para que tem diabetes. Futuramente podemos ver essa opção.

No momento, sugerimos que as pessoas com diabetes tenham um laudo do seu médico responsável. com o diagnóstico de diabetes e quais medicações faz uso, para levar consigo na carteira ou bolsa no caso de precisar mostrar ou comprovar o diagnóstico. 

Pergunta:

Há 12 anos descobri que tenho diabetes. Descobri por causa de um exame de sangue feito na época. Hoje tenho 53 anos de idade. Acontece que eu não apresento nenhum sintoma de quem é diabético. Por que será? Faço uso de glibenclamida e cloridrato de metformina.

Resposta:

Caro L,

Metade das  pessoas que tem diabetes não sabem que tem. Os sintomas da doença muitas vezes são mais silenciosos e por isso muitas vezes só descobrimos quando já tem uma complicação decorrente da doença. Quem tem os fatores de risco devem sempre estar atentos pois podem desenvolver a doença e não saber que tem. Portanto é importante que se você já tem o diagnóstico continue seguindo com um médico e procure se cuidar sempre. Tome suas medicações de maneira correta vigie sua glicemia, Pressão arterial, colesterol e procure fazer alimentação saudável, controle o peso e faça uma atividade física. Nesse momento é fundamental se cuidar mesmo que você não esteja com sintomas.

Pergunta:

Qual o tempo diário para se fazer exercícios físicos?

Resposta:


Recomendamos pelo menos 150 minutos de e exercício aeróbio (ex: caminhada, corrida ou bicicleta) de moderada intensidade por semana.

O ideal é que você tenha também 2 ou 3 dias na semana nos quais você faça exercícios de musculação, flexibilidade e equilíbrio também.

Pergunta:

Na matéria do link abaixo é dito sobre um suposta eficácia de um composto natural para o controle de Diabetes tipo 2 (Glico99).

https://portaljornaldosertao.com.br/noticia/2302/diabeticos-estao-usando-isso-para-fugir-da-covid-19.html

Fala, inclusive, que médicos da Sociedade Brasileira de Diabetes aprovaram a alternativa ao verem os resultados em 60 pacientes.

Isso procede ou é mais uma propaganda enganosa?

Resposta:

Caro P,

Obrigado pela sua mensagem.

Essa é, dentre tantas outras, mais uma propaganda enganosa. E mais do que isso, usam indevidamente o nome da SBD para ganhar credibilidade e enganar as pessoas. A SBD está tomando providências em relação a isso.

Pergunta:

Tenho diabetes insipidus. Para controlar tomo desmopressina. Gostaria de saber, pertenço ao grupo de risco para COVID-19?

Resposta:

O diabetes associado a maior gravidade da COVID-19 é o diabetes mellitus.

Não há relato de maior gravidade em diabetes insipidus. O uso da medicação que você faz uso também não tem relato de conferir maior risco nesta pandemia.

Cordialmente.

Pergunta:

Por que as pessoas diabéticas se enquadram no grupo de risco da

doença? É por causa da imunidade? Ou algum outro fator específico do

diabetes?

Resposta:

Bom dia M,

A comunidade científica ainda estuda as causas para a associação de diabetes mellitus com maior risco de gravidade na COVID-19. 

Estudos apontam que tanto a imunidade que pode estar comprometida na DM, quanto a inflamação leve que acompanha essa doença, podem estar corroborando para quadros mais graves dessa pandemia. Alguns estudos também têm mostrado, que uma vez com a doença, a hiperglicemia e o mau controle do diabetes contribuíram para quadros de maior gravidade.

Ainda não se sabe o quanto pessoas com diabetes em mau controle de longa data estão mais suscetíveis a quadros graves, mas pelos últimos achados, consideramos que o controle glicêmico adequado é um fator essencial para se evitar a progressão indesejada da COVID-19.

Cordialmente.

Pergunta:

A SBD oferece cursos na área do diabetes gratuito?

Resposta:

Olá  J,

Como  vai?

No momento  não oferecemos  cursos  gratuitos para a população.  Mas temos no  nosso site  vários vídeos  e também  nas redes sociais  com informações  sobre o  tema  de nutrição.

Para profissionais  associados  alguns eventos  têm  desconto ou  gratuidade. Mas no momento  não estão acontecendo devido à pandemia.

Pergunta:

Bom dia!

Qual o melhor horário para tomar metformina (especificamente, GLIFAGE XR)?

Pergunto por que em todas as bulas há a orientação para ministrá-los sempre à noite, após o jantar.

Por que então a maioria dos médicos indicam doses após o café da manhã ou almoço?

Tomar, por exemplo, um de 500mg no almoço e outro no jantar, traz menos efeitos colaterais e desconforto gastrointestinal (diarreia), do que se tomar um de 1.000mg (no jantar)?

O medicamento atua melhor no organismo durante à noite?

Obrigado,

T.

Resposta:

Cara T,

Em resposta a sua solicitação, esclarecemos que:

O Glifage é medicamento para dose única diária após uma das refeições principais.

Muitas vezes no entanto é prescrito em dose fracionada após duas das refeições principais. O fracionamento da dose ou mesmo o uso após a refeição noturna, minimiza os efeitos colaterais.

A escolha de uma destas formas de prescrição deve ficar a cargo do médico em comum acordo com a pessoa considerando a maior tolerância ao uso do Glifage que deve ser contínuo.

Cordialmente.

Pergunta:

Olá!

Meu pai tem 58 anos e diabetes tipo 2. Ele teve contato com minha irmã, técnica de enfermagem, que testou positivo para a Covid-19. Já faz 1 semana que ele vem tendo febre (menor que 38°), dores de cabeça e no corpo, tosse seca e está bem forte. Ele não apresentou dificuldades para respirar ou falta de ar.

Minha dúvida é: eu devo levá-lo ao hospital ou tratar em casa?

A recomendação é de não ir ao hospital, a menos que tenha complicações respiratórias graves. Mas no caso dele, diabético e hipertenso, eu devo levá-lo para ser atendido?

Fico no aguardo de uma ajuda!

Desde já agradeço!

Resposta:

Olá C,

Espero que você esteja bem.

Pelo fato do contato prévio com sua irmã, da positividade dela para COVID-19 e de ele apresentar sintomas, a chance do seu pai estar infectado pelo coronavírus é alta.

Você chegou a medicá-lo com analgésicos/antitérmicos (Novalgina, Paracetamol)? Se sim, ele teve melhora? Ele tem sintomas como cansaço, coriza, perda do olfato, do paladar, dor de garganta, diarreia, dor abdominal? Se ele teve melhora com medicamentos, é possível que seja apenas observado em casa. Se não teve melhora, talvez tenha que procurar atendimento médico. O fato de ter diabetes e hipertensão não quer dizer que ele evoluirá mal, mas realmente é necessária uma vigilância maior, especialmente com a parte respiratória (falta de ar, aumento da frequência respiratória). Ajuda muito também estar com a glicose e a pressão arterial bem controladas.

Uma ferramenta que pode ajudar nessa decisão de ir ou não a um atendimento está no site https://www.coronabr.com.br/

Embora não seja do ministério da saúde, as informações estão de acordo com as divulgadas pelo ministério da saúde.

Espero que seu pai fique bem!

Pergunta:

Meu pai foi diagnosticado com Diabetes tipo 2 em 21/09/2019. No mesmo dia recebeu uma receita médica com o Glyxambi 25/5 mg – 1 comprimido por dia. Não acompanhei o tratamento de perto no início, porém devido ao isolamento do Coronavírus comecei a verificar diariamente as medições do referido e vejo que a glicose permanece entre 130 e 194 durante o dia. Não tenho conhecimento técnico, mas acredito que essa taxa é muito alta. Devido esse período de COVID-19 não temos a possibilidade de marcar consultas com um endocrinologista para verificar essa situação. Existe algum tipo de consulta online? É possível que seja receitado outro medicamento para ser tomado em conjunto com o Glyxambi 25/5, como o Metformina? ou aumento dessa dosagem seria suficiente para normalizar essa taxa glicêmica? Qual a taxa saudável para um diabético?

Resposta:

Diante do que foi exposto em relação à situação clínica de seu pai gostaríamos de considerar: Dependendo dos momentos que as medidas de glicose foram feitas os valores não estão muito elevados. Sabemos que em jejum o valor ideal está em torno de 100 mg dl e as medidas após refeições podem alcançar até em torno de 180 mg dl. De qualquer forma sugerimos que reveja com o seu pai se a alimentação está controlada, evitando o consumo de doces e excesso de massas. Esclarecemos que não fazemos orientações quanto ao uso de medicamentos da mesma forma que profissionais de maneira presencial ou on-line. Caso a glicemia persista alta sugerimos procurar o profissional prescritor que possivelmente está atendendo on-line. 

Pergunta:

Não consigo falar com meu médico e peço orientação para vocês. Faço automonitoramento da glicemia furando a ponta dos dedos da mão. “Meus dedos são todos furadinhos”. Posso contrair o COVID-19 através desses “furinhos”? Sem tocar na boca, no nariz ou nos olhos, diretamente pelo furo na mão? Obrigada! 

Resposta:

A infecção pelo Coronavírus se dá por via respiratória, boca, nariz e olhos! Pelos estudos atuais não há registro de infecção por lesões como as provocadas pela punção nos dedos para coleta de sangue. Desta maneira você pode sim em segurança, continuar medindo a glicose na ponta do dedo. Todo cuidado é pouco para o risco de infecção, que tem sido amplamente divulgadas. Cuide-se e observe o distanciamento social, evitando aglomerações e mesmo sair de casa sem necessidade.

Pergunta:

Possuo diabetes há 3 anos e já tive problemas como a neuropatia diabética que me levou a ficar 6 meses sem poder andar direito pois afetou a mielina dos meus membros inferiores, consegui recuperar lentamente com dieta e medicação oral. Perdi muito peso mas ainda hoje continuo com alguns sintomas da neuropatia periférica como formigamento e falta de sensibilidade nos pés, porém agora surgiu um novo sintoma que é a queimação, sensação de estar queimando, e percebo que está associado a circulação nos pés pois as veias dos pés ficam alteradas, dilatadas quando estou em pé, e a ardência varia de intensidade quando mudo de posição das pernas colocando-as para cima, porém essa arde muito e às vezes não consigo dormir por conta disso.Como posso fazer para tratar essa possível lesão vascular periférica além de controlar a glicemia?

Resposta:

Pelas suas informações você necessita uma boa avaliação relativa à Neuropatia e eventual problema vascular agravando. Há medicamentos que aliviam a dor em queimação nos pés. Infelizmente o momento que estamos vivendo dificulta você ir a um profissional que pudesse fazer esta avaliação e prescrever medicamentos que aliviem. De qualquer forma o bom controle do diabetes poderá sim favorecer a melhora dos sintomas. Quanto a ser avaliado por um profissional tente por favor consegui-lo.

Pergunta:

Trabalho em uma empresa ótima, maravilhosa que perante a pandemia da COVID – 19 está sendo uma verdadeira Mãe. 

Porém eu sou diagnosticada com diabetes insípidos. A pergunta é: Estou no grupo de risco? Posso continuar efetuando minhas atividades junto com a empresa? Fico no aguardo, pois eles querem saber se posso continuar trabalhando ou não. 

Estou tomando todos os cuidados possíveis, e gostaria de continuar. 

Obrigada

Resposta:

Em resposta a sua dúvida esclareço que o diabetes insipidus é um problema totalmente diferente do diabetes mellitus e não há relato de estar em maior risco para o coronavírus. De qualquer forma você necessita encontrar-se em condições de segurança no exercício de seu trabalho. Felicidades. Cuide-se!

Pergunta:

Sou dentista e gostaria de saber se vocês tem periódicos sobre PERIODONTITE E DIABETES.

Resposta:

O tema Periodontite tem sido sempre tratado como muito relevante na Saúde Bucal de pessoas com diabetes e certamente uma busca em nosso site encontrará informações sobre o tema. No site COVID- 19 na primeira página, ao final há um botão de acesso ao site com estas informações. Nossos agradecimentos.

Pergunta:

Teve algum diabético diagnosticado com COVID19 que sobreviveu? Pesquisei mas ainda não vi notícias sobre. Se puder me esclarecer as idades e locais, agradeço.

Resposta:

Em resposta a sua dúvida, esclareço que a complicação com morte é mais frequente em pessoas com diabetes, mais de 60 anos e com a presença de complicações o que corresponde a 25% deste grupo. A maioria das pessoas com diabetes sem complicações cardiovasculares e renais evoluem para cura. Controle sua alimentação, use os medicamentos e cuide-se com as medidas de higiene recomendadas.

 

Cuide-se e fique tranquila.

Pergunta:

Tenho 59 anos e estou deveras preocupado com toda essa situação de Coronavírus. As informações são muito diversas o que tem provocado inúmeras contradições. Portanto, gostaria que vocês pudessem me ajudar compreender melhor o grau de perigo que corro enquanto pessoa que tem Diabetes 2 e Pressão Alta. 

Eu tomava Jardiance 10, o médico pediu para que eu parasse com o remédio, pois eu pesava 115 kg, emagreci 12 kg, agora estou com 103 kg e passei a me sentir mal com o remédio. Desde que parei de tomar o remédio passei a me sentir excelentemente bem, tudo normal, porém, sem abusar de alimentos. Desde março, por medo do Coronavírus, passei a tomar Redoxon com Zinco, não sei se por coincidência, minha diabetes voltou. Faz um pouco mais de 10 dias que comecei a tomar o Jardiance 10 novamente para equilibrar a diabetes. Assim, hoje resolvi não tomar mais o Redoxon com Zinco. 

Pergunta: 

O Redoxon com Zinco pode desregular meu organismo e fazer voltar a diabetes? Também tenho Pressão Alta, porém, bem controlada com Benicard/Amlo 40×10. 

Gostaria que vocês pudessem me explicar, sem nenhuma preocupação de falar a verdade, sobre quais consequências terei se for infectado pelo Coronavírus, mesmo sabendo que cada caso é um caso, sou Diabético e tenho Pressão Alta. Esses são dois fatores de alto risco no caso de contrair o Vírus. Por favor, que chances eu tenho de sobrevivência? O que ocorre em meu corpo por ser diabético caso eu seja infectado pelo Coronavírus?

Resposta:

Em resposta a sua dúvida esclarecemos que por ter diabetes + Hipertensão Arterial + Obesidade você encontra-se em alto risco de evoluir com complicações graves caso venha a ser contaminado pelo coronavírus. Desta forma recomendamos-lhe todos os cuidados em evitar aglomerações, manter-se em sua residência e use máscara caso tenha que sair de casa por algum motivo. Use regularmente todos os seus medicamentos e mantenha-se em controle de alimentação para prosseguir na perda de peso e se possível, alguma atividade física. Evitar ainda é o melhor. Cuide-se bem!

Pergunta:

Meu pai tem 80 anos, diabético, já realizou amputação de uma perna, na outra perna  perdeu 3 dedos e tem uma ferida na lateral do pé que não cicatriza por completo.

Tenho feito pesquisas e li a respeito de um creme a base  de urucum e pomada de barbatimão, para ajudar na cicatrização de feridas abertas.

Existe algum estudo que indica estes produtos para cicatrização e ou qualquer estudo entre diabéticos que tenham usado um dos produtos acima, com sucesso? Grata!

Resposta:

Prezada,

Primeiramente, é importante você procurar esclarecer a causa da não cicatrização da ferida (úlcera).

Como não foi mencionado dor e você falou no histórico de amputação, a impressão é de neuropatia (que causa insensibilidade e ausência de dor) e doença arterial, ou seja má circulação.

Então, o primeiro passo é avaliar a circulação com um Cirurgião Vascular.

Outras causas como infecção também contribuem e ainda, o tipo de cuidado com a úlcera. Não há evidência, ou seja, comprovação científica, de essas substâncias possam trazer benefício. Há vários dispositivos que podem ser aplicados para ajudar a cicatrizar.

Mas, tudo vai depender da avaliação da circulação e da presença ou não de infecção. Feito isso, um profissional de saúde, como um enfermeiro(a) especializado(a) terá um papel importante. Se não puder sair de casa mande-nos uma foto da lesão para orientação da gravidade.

Pergunta:

Boa noite, meu esposo é diabético e apresentou mais de 7 dias de febre, muito cansado, com muita tosse, não come e fica sem paladar, sente dores nas costas e no domingo quando foi na UPA, passaram azitromicina, dipirona e loratadina por 5 dias, hoje já se passou os dias e retornei ao UPA, nada melhorou, pelo contrário, muito cansado e com dificuldade para respirar, mais um médico passando remédios e mandou para casa e não se faz um teste, não debate um raio x, nada, simplesmente manda para casa com mesmos sintomas de 10 dias ao todo, mesmo ele sendo diabético e não conseguindo controlar. O que eu faço da minha vida? Tenho uma filha de 3 anos e ele nao come nada a dias, o pouco que come ele vomita.

Resposta:

Olá S,

O seu marido precisa ser levado para o pronto atendimento (pronto-socorro) diretamente.

Pelo que você diz, ele parece precisar de cuidados e supervisão.

Espero que fique tudo bem!

Pergunta:

Olá, boa tarde. Tenho a minha mãe, 70 anos, com diabetes tipo 2 (insulinodependente, com diagnóstico em 2008). Ela teve de ser atendida de urgência com um quadro de cetoacidose grave no dia 9 de abril, permaneceu 10 dias em “semi UTI”, tentando estabilizar o metabolismo (bicarbonato, noradrenalina, Nph IV etc) e atualmente está de alta em casa desde anteontem.
Em RX do tórax, identificaram uma pequena mancha sugerindo infecção pulmonar e seguiram o tratamento da cetoacidose com base nessa infecção como suposta “causa”.
A princípio foi descartada infecção por coronavírus, o resultado do teste ainda demorará uns 15 dias.

Em casa, ela passou a fazer novamente a insulinoterapia (Lantus e NovoRapid), e chegou a recomeçar o XigDuo e a Nesina (os médicos disseram para que ela retomasse o tratamento normalmente), quando então eu pesquisei no vosso site e justamente havia esta nota sobre os inibidores de SGLT. Sob a minha totalmente leiga orientação, ela parou o medicamento XigDuo (e também a Nesina).

Eu gostaria, então, em primeiro lugar, de agradecê-los por todos os esclarecimentos do site.

Depois, gostaria também de deixá-los saber que, de fato, uma pessoa diabética tipo 2, fazendo uso do XigDuo, apresentou cetoacidose grave, provavelmente causada por uma infecção pulmonar (covid ou não, não saberemos) (XigDuo contribuiu para isso? Não saberemos)

E, finalmente, de pedir que me dissessem caso eu tenha entendido tudo errado sobre o uso do XigDuo na condição atual dela, recuperando-se de uma infecção e de uma cetoacidose grave.

O pessoal médico do atendimento hospitalar, e mesmo o endócrino particular que a atende, por melhor que sejam, não estão tão “dentro” do universo da diabetes. Assim, agradeço muito a atenção que me puderem dar e, em tempos tão difíceis, espero que estejam em boa saúde. Cordialmente, A.C.F.

Resposta:

Olá A.C,

Agradecemos o seu contato e ficamos felizes que a sua mãe esteja em casa agora. Ficamos felizes também que a nota da SBD tenha sido útil.

Qualquer estado infeccioso aumenta o risco de cetoacidose em quem produz pouca ou nenhuma insulina. O tratamento com insulina nesses casos, portanto, é fundamental.

O XigDuo (Dapagliflozina e metformina) é um excelente medicamento para tratar o diabetes e tem efeito favorável em outras doenças frequentemente presentes em quem tem diabetes tipo 2, como pressão alta, excesso de peso, insuficiência cardíaca, além de ter efeitos benéficos no coração (por exemplo em pessoas que já tiveram infarto) e nos rins (dependendo do grau de funcionamento dos rins). No entanto, já está bem documentado que a Dapagliflozina e outros medicamentos dessa classe (inibidores de SGLT2) podem aumentar o risco de cetoacidose nessas pessoas que produzem nenhuma insulina (diabetes tipo 1) ou pouca insulina (diabetes tipo 2 usando insulina). Apesar de bastante infrequente, é uma complicação potencialmente grave. Por esse motivo, deve-se pesar bem os prós e contras de se manter esse medicamento. Principalmente pelo fato de sua mãe ter tido um episódio de cetoacidose, o que a torna mais suscetível a ter outro episódio. O melhor seria conversar com o médico que a assiste ou um especialista em diabetes.

Por outro lado, é importante reforçar a importância de manter um controle adequado do açúcar no sangue, principalmente em época de coronavírus. Assim, se ela estiver plenamente recuperada desse evento agudo, com rins em bom estado e mantendo-se bem hidratada, seria importante manter a metformina. E o mesmo se aplica ao Nesina (Alogliptina). É fundamental fazer medições mais frequentes dos níveis de açúcar no sangue para que haja ajuste na dose de insulina se for necessário.

Espero ter ajudado!

Pergunta:

Tenho diabetes tipo 2 há 5 anos, sempre pratiquei caminhadas, mesmo antes do diabetes, tenho 49 anos e peso 66 Kg, altura 1,74. Ao fazer caminhada sinto muita dor nos dois dedos médios do pé direito, mesmo assim caminho uns 14 Km 3 vezes por semana.

Sempre vou ao cardiologista e ao endocrinologista, e já fui algumas vezes ao angiologista, fez ultrassom com doppler dos MMII e tava tudo bem, fico preocupado porque a caminhada é essencial para o diabético, gostaria de uma orientação.

Resposta:

Caro E,

Entendemos que seja necessária uma avaliação da sua dor por um ortopedista. Dores que pioram com a movimentação, em geral, apontam para um processo osteoarticular.

Att.

Pergunta:

Prezados Senhores,

Sou Diabético tipo 2, faço uso de 12 unidades insulina tresiba diariamente associado a uma alimentação bastante controlada com carne branca ou peixes com saladas e atividades físicas diárias.

Estou com muito medo diante essa crise planetária do COVID-19

Quais cuidados devo tomar?

Resposta:

Caro P,

Os cuidados que uma pessoa com diabetes deve ter são exatamente os mesmos que as pessoas que não têm diabetes devem ter ! Ou seja: isolamento social + uso de máscaras ao sair a rua + lavagem exaustiva das mãos. Além disso, recomendamos que você procure manter o seu diabetes bem controlado. Pergunte ao seu endocrinologista se você está dentro do alvo de tratamento que ele lhe propôs. Lembre-se de que o diabetes é considerado sim um fator de risco para formas graves de COVID-19 mas este risco reduz de forma expressiva se a sua hemoglobina glicada estiver dentro da meta de tratamento!

Cuide-se

Pergunta:

Boa tarde!  Sou nutricionista, estou preparando e vou apresentar um trabalho sobre o Diabetes Tipo II. Quero abordar ao máximo, sobre o referido assunto.  O que preciso?  Não tenho um valor preciso sobre qual é a porcentagem de Diabéticos Tipo II em relação ao I. E também qual é  a porcentagem em hereditariedade do II em relação ao I.

Por alto sei que 90% são do tipo II, em quantidade. E que a maior porcentagem de herança genética é do tipo I

Vocês tem um valor mais preciso?

Agradeço. Vou apresentar para um grande público, não posso passar informação errada

Resposta:

Pergunta:

Tenho 28 anos e com certa constância faço meus check-ups semestrais, o último que fiz foi em janeiro/2020 e a médica me disse que era pré- diabética (glicemia em 105 mg/dL /jejum) e me disse para controlar a alimentação, devido ao histórico familiar.

Porém, como meus pais são diabéticos, fazemos com frequência a medição com tiras/medidor. E eu notei o aumento da minha glicose em fevereiro e agendei uma consulta (mas devida a pandemia, foi cancelada e não tem previsão para remarcação de consulta).

Em jejum a glicemia tem estado entre 130-150 mg/dL e após a alimentação os valores variam de 210-280 mg/dL. Em condições normais, eu teria buscado auxílio médico, mas por conta do COVID-19 eu estou com receio.

A minha dúvida é: a partir de quanto se configura um risco e eu devo ir ao hospital?

Eu agradeço, se puderem tirar essa dúvida!

Obs:  Estou com esteatose hepática moderada e faço uso de 60 mg de sinvastatina diariamente

Resposta:

Olá T,

Espero que esteja bem. Em primeiro lugar, mesmo se você tiver diabetes, o seu risco de contágio é o mesmo da população geral. O risco de complicações da COVID-19 é que pode estar aumentado se você tiver diabetes. 

Neste momento, não dá para ter certeza se você tem diabetes. De todo modo, como você fez glicemia recentemente (em janeiro), não deve estar muito diferente disso se você mantiver o peso que tinha até então. Lembrando que o pré-diabetes não é considerado grupo de risco. É importante dizer que a glicose medida pelo glicosímetro (aparelho de casa) não tem a precisão que tem o exame de sangue do laboratório, ou seja, serve para acompanhar a glicose de quem já tem diabetes, não para identificar se você tem ou não diabetes.

Respondendo diretamente sua pergunta: você deve ir ao hospital controlar o diabetes caso comece a ter sintomas de descompensação do diabetes, como perda de peso sem motivo, cansaço grande, sentindo sede desproporcional e esteja acordando mais vezes que o habitual para urinar. Ou se os valores de glicose que você medir estiverem acima de 300 no glicosímetro.

Enquanto não é possível ter uma avaliação melhor, dedique-se a cuidar da alimentação e a se manter ativa para que você não ganhe peso.

Tenha em mente a importância de se proteger com higienização constante das mãos e máscaras quando precisar sair de casa (o ideal seria não sair).