Cerimônia de abertura conclui um primeiro dia de sucesso do Congresso da SBD

Após discussões científicas sobre as principais novidades na diabetologia brasileira e mundial, a cerimônia de abertura do XXII Congresso da SBD foi a consagração de um primeiro dia de sucesso no evento. Com a presença de Hermelinda Pedrosa, presidente da SBD, Tadeu Fonseca, presidente do Diabetes 2019, André Gustavo de Sousa, coordenador científico do congresso, Balduíno Tschiedel, presidente da IDF-SACA, Rodrigo Moreira, presidente da SBEM, e Chantal Mathieu, vice-presidente da EASD, não faltaram elogios com relação à qualidade do congresso, considerado o principal da área no Brasil.

Segundo Tadeu Fonseca, levar o evento ao Nordeste foi uma forma de democratizar a ciência. “Assim, fazemos com que congressistas de todo o Brasil e diversos outros países venham para o Nordeste e conheçam sua rica cultura”, afima.

Rodrigo Moreira fez questão de ressaltar a importante parceria estabelecida entre a SBD e a SBEM. “Essas sociedades, hoje, não são parceiras – são irmãs, que lutam pelos mesmos objetivos. Esse congresso consegue reunir não somente os endocrinologistas, mas também educadores físicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros e todos os interessados em efetivamente melhorar o tratamento do diabetes no Brasil”, diz.

Outra parceria de sucesso foi estabelecida entre a SBD e a Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD). Nesta edição, um simpósio foi inteiramente dedicado aos destaques do congresso da entidade, realizado em setembro deste ano. “Quando começamos a conversar sobre a possibilidade de realizar um simpósio da EASD, vi, como vice-presidente sênior, uma oportunidade de fortalecer a colaboração que temos. Todos os anos recebemos centenas de brasileiros no encontro anual na Europa, essa foi uma forma de trazer os destaques ao Brasil”, comenta Chantal Mathieu, que ainda arriscou algumas palavras em português.

Balanço da SBD

Hermelinda Pedrosa falou sobre a trajetória da Gestão 2018-2019 da SBD, cujo mote principal é “Educar. Apoiar. Transformar”. Segundo a presidente da SBD, “a missão é educar e aperfeiçoar experiências, alavancando novas ideias para poder apoiar projetos dos departamentos e buscar, principalmente, o mais audacioso dos objetivos – que é transformar”. A gestão trouxe uma série de novidades à entidade, como novas parcerias, campanhas e pesquisas, que buscaram fortalecer a comunidade de diabetologistas do Brasil e, principalmente, melhor o cenário para pessoas com diabetes. “A SBD é a porta-voz do diabetes no Brasil, isso é inquestionável”.

Homenagem ao presidente de honra

Com um breve e emocionante discurso, o Dr. Adolpho Milech foi homenageado como presidente de honra do congresso. “Estou como representante dos remanescentes que organizaram o primeiro congresso da SBD em 1973 no Rio de Janeiro. Naquela ocasião, o Prof. Dr. Procópio do Vale convidou médicos jovens para se juntarem à sociedade recém-criada. Havia muita dificuldade, o diabetes era considerado uma doença de ricos ainda. Organizamos o congresso, que contou com 200 pessoas presentes, e foi considerado um grande sucesso”, afirma. “O Dr. Procópio tinha dois objetivos principais com a sociedade: incrementar as atividades científicas, fundamentais para o desenvolvimento de qualquer país. Motivar os profissionais da área da saúde para fazerem educação continuada, aumentando conhecimento e prestar serviço às pessoas que mais necessitam deles: as pessoas com diabetes mellitus. De 1973 a 2019, essa tarefa foi cumprida”.

A cerimônia se encerrou com a palestra magna do Dr. Daniel Drucker, convidado internacional vindo diretamente de Toronto, com uma aula completa sobre GLP-1 e a nova era de medicamentos cardiometabólicos.


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