A gravidez está associada a alterações na sensibilidade à insulina que podem levar ao aumento nos níveis plasmáticos de glicose e ao surgimento de quadro do diabetes mellitus gestacional (DMG). O DMG é uma das intercorrências mais frequentemente observadas na gestação e seu impacto, tanto na saúde materna como na do concepto, é significativo além de estar associado ao maior risco de diversas complicações no período perinatal e no futuro da mulher e de sua prole.

A assistência adequada à mulher com DMG tem grande impacto na saúde pública e nos cuidados individuais. O Brasil é um dos oito países onde ocorre mais da metade dos nascimentos no mundo e estima-se elevada prevalência de DMG na população. Tornam-se, portanto, prioritários os cuidados para estas mulheres.

Segundo a International Diabetes Federation (IDF) em 2017:

  • 21,3 milhões ou 16,2% dos nascidos vivos tiveram alguma forma de hiperglicemia na gravidez. Destes, estima-se que 85,1% foram devidos ao DMG;
  • Um em cada seis nascimentos ocorrem em gestações afetadas pelo DMG e este número tente a crescer;
  • Os cuidados à mulher com DMG resultam em uma redução significativa do número de complicações.

Este documento, que recebeu a chancela do Ministério da Saúde do Brasil, contém consenso de especialistas brasileiros que atuam no cuidado da mulher grávida com DMG propondo meios terapêuticos baseados em evidências científicas e levando-se em consideração a heterogeneidade de acesso aos serviços de saúde no país.

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Departamento de Saúde, Diabetes e Gestação - Gestão SBD 2018-2019

Coordenação: Lenita Zajdenverg

Membros: Carlos Antonio Negrato, Cristina Façanha, Patrícia M. Dualib

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