SBD participa da 9ª Conferência Global de Saúde

A Conferência Global de Saúde é um evento que reúne palestrantes de todo o mundo para apresentar, analisar e discutir o progresso científico em questões-chave da saúde global e as graves ameaças de doenças emergentes. Este ano, sua 9ª edição foi realizada na Robert Stempel College of Public Health & Social Work da Florida International University (FIU), na Flórida (EUA).

A Dra. Reine Chaves, coordenadora de Relações Governamentais da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), foi convidada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Organização Mundial de Saúde (OMS) para apresentar sua experiência com os cuidados com diabetes no Brasil, com foco na atenção primária de saúde. “Apresentei um histórico do trabalho desenvolvido pelo Centro de Referência Estadual para Assistência ao Diabetes e Endocrinologia (CEDEBA) junto a atenção básica dos municípios da Bahia, com importantes resultados e lições aprendidas a partir do que tenho pesquisado”, afirma.

A apresentação de Reine fez parte de um workshop que reuniu profissionais do Reino Unido, México, Estados Unidos, Peru, Colômbia e Caribe para discutir os fatores de risco, prevenção e tratamento do diabetes em uma perspectiva global. A endocrinologista mostrou, principalmente, a importância de se manter dois eixos principais na atenção primária à pessoa com diabetes: educação continuada ao profissional de saúde e utilização de protocolos clínicos adaptados à realidade local. “A política de saúde do Brasil consiste em distribuir gratuitamente hipoglicemiante oral e insulina, mas isso não implica, necessariamente, em um melhor controle da população com diabetes e na prevenção de complicações”, explica.

Segundo Reine, os pacientes têm melhor controle quando a equipe multidisciplinar dispõe de protocolos e treinamento. Esse é um resultado do estudo PRODIBA – Programa de Interiorização da Assistência ao Diabetes na Bahia, que mostra como a implementação de uma abordagem sistemática para o diabetes na atenção primária na Bahia melhorou os resultados metabólicos. “Trabalhamos com duas cidades que, como em todo o Brasil, tinham acesso aos medicamentos. Em uma delas, os médicos utilizavam protocolos clínicos para orientar a decisão terapêutica, na outra a orientação era feita de acordo com as vontades do próprio médico. No município em que os médicos eram treinados continuamente e utilizavam protocolo clínico, o impacto na assistência foi muito melhor. Isso gera uma importante reflexão: apenas oferecer o medicamento gratuitamente não é a solução”, comenta a Dra. Reine.

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