SBD na luta contra a Hepatite C: presidente participa de reunião na AMB com o intuito de unir forças para o combate da doença

Na tarde desta quarta-feira (7), a Dra. Hermelinda Pedrosa, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), participou de reunião na sede da Associação Médica Brasileira (AMB) intitulada “Todos no Combate da Hepatite C”. O encontro foi organizado pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) em conjunto com a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), e reuniu representantes de diversas entidades médicas, entre elas a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), para firmar um compromisso para a investigação efetiva do vírus da hepatite C na população.

Atualmente, cerca de 650 mil brasileiros têm Hepatite C e desconhecem que têm a doença. A doença tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS, mas apenas os pacientes que procuram especialistas como infectologistas e hepatologistas conseguem acesso ao conhecimento do vírus e à terapia. “Nosso objetivo é engajar as sociedades para eliminação da hepatite até 2030, que é a meta pactuada entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde. O tratamento leva a uma chance de cura de 95%, portanto queremos, até 2030, levar a uma redução de casos novos em 90%, tratar 80% dos casos e reduzir a mortalidade em 75% dos casos”, afirma o Dr. Paulo Bittencourt, presidente da SBH.

No encontro, foram discutidas maneiras como cada especialidade pode se envolver e agir no combate à Hepatite C. A partir das discussões serão gerados documentos com todas as orientações para rápido diagnóstico, exames necessários, tratamento e engajamento de cada especialidade. Esse material será entregue nas pastas dos congressos e eventos, com o objetivo de atingir o maior número possível de especialistas.

“A SBD está engajada nessa importante campanha, pois é expressiva a relação do diabetes com Hepatite C, uma vez que a pessoa com diabetes tem o risco de 2 a 4 vezes maior de ter a doença. É fundamental que médicos endocrinologistas, clínicos e demais especialidades, façam o teste com seus pacientes. Se for detectada a positividade, há um tratamento relativamente simples, por via oral, que quase não tem efeitos adversos”, ressalta Hermelinda Pedrosa, presidente da SBD. “É fundamental que busquemos os possíveis doentes através dos fatores de risco alertados pela campanha, a partir de 40 anos e com diabetes, para que possam ser tratados em tempo hábil”.

Hermelinda Pedrosa sugeriu, ainda, um alinhamento entre as sociedades para que a questão da Hepatite C pudesse também ser abordada na Campanha Novembro Diabetes Azul, que segue com o mote “Família e diabetes”. “A Campanha focará também m nas complicações do diabetes, então seria interessante agregar a questão do teste da Hepatite C, já que as pessoas com diabetes estão na população de risco. O Congresso da SBD, que será realizado em Natal entre 16 e 18 de outubro, é um momento importante para atingir os vários especialistas em endocrinologia e a equipe multiprofissional e será interessante realizar ações durante as várias atividades", comenta.


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