Dra. Andressa Heimbecher Soares

  • Endocrinologista
  • Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
  • Médica colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Membro Ativo da Endocrine Society.
Diabetes e memória metabólica: uma breve história do tempo

A cada ano novos medicamentos para o controle do Diabetes tem chegado ao mercado. Desde levar o rins a filtrar uma quantidade maior de açúcar (nossos inibidores de SLGT2) , até estimular a conversa hormonal intestino cérebro (análogos de GLP-1), passando pelo desenvolvimento de insulinas de ultra longa duração, todas as armas tem se mostrado interessantes quando o assunto é controlar nossos pacientes, baseado em escolhas individualizadas. No entanto, existe uma arma que é fundamental neste contexto e independe de individualização: o tempo.

Tempo é sinônimo de memória metabólica. Fenômeno descrito a partir da observação dos...

A periodontite (doença periodontal) é uma infecção crônica que acomete os tecidos de proteção e sustentação do dente (gengiva, ligamento periodontal e osso). Esse processo inflamatório, se não tratado, leva à perda do osso que sustenta o dente na boca e, consequentemente, à perda do próprio dente.

A inflamação da gengiva é desencadeada por bactérias gram-negativas, que geram uma resposta inflamatória que pode influenciar diversas condições sistêmicas. Isso faz com que a periodontite seja considerada a sexta complicação clássica do diabetes.

Com o objetivo de auxiliar o profissional nutricionista na elaboração de cardápios diferenciados para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o qual beneficia diariamente 41 milhões de alunos em todo o país, foi lançado recentemente - pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da educação (FNDE) - o primeiro Caderno de Referência sobre Alimentação Escolar para Estudantes com Necessidades Alimentares Especiais.

A Sociedade Americana de Endocrinologia acaba de liberar as Diretrizes para o diagnóstico e tratamento da Obesidade Infantil. O documento anterior era de 2009. A obesidade infantil permanece sendo um problema muito importante na saúde dos americanos, pois 17 % das crianças e dos adolescentes estão obesas.

A boa nova é que a obesidade infantil ficou estável nos últimos anos. A má notícia é que aumentou o número de crianças com quadros graves de obesidade. A chamada obesidade extrema.

Diabetes Self-Management Education (DSME) for adults with type 2 diabetes mellitus: A systematic review of the effect on glycemic control

Objetivo do estudo: Avaliar efeito da educação para a auto-gestão do diabetes (DSME), métodos de apoio, atividade da equipe, tempo e duração do contato com os pacientes no controle glicêmico de pacientes adultos com diabetes tipo 2.

Método: Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados MEDLINE, CINAHL, EMBASE, ERIC e PsycINFO no período de janeiro de 1997 até Dezembro de 2013 para busca de intervenções que incluíam elementos para melhorar os conhecimentos, habilidades e capacidade dos pacientes em realizar atividades de auto-gestão do diabetes, bem como capacidade de tomada de decisões baseada nos objetivos do tratamento.

Pelos dados de 2014, a estimativa é que cerca de 11,9 milhões de brasileiros apresentam diabetes e que em 2035 este número chegue a 19 milhões. Diante deste cenário, é – e será – cada dia mais comum que esses pacientes precisem passar por algum procedimento cirúrgico. Dessa forma, saber informar e preparar o paciente para que não aconteçam complicações é o objetivo da equipe de profissionais envolvidos. E, para facilitar, é importante que você, paciente diabético, saiba de algumas informações. Vamos começar?

Em artigo recém-publicado, foi revelado que os adolescentes (idade média de 16,4 anos) com diabetes tipo 1 e em uso de bomba de insulina (34,8% dos 159 participantes da pesquisa) apresentam menos distúrbios (p < 0,001) e mais tempo de sono noturno (7,8h vs. 7,2h, p=0,013) do que aqueles que usam outras formas de administração de insulina injetável.1 De forma complementar, sabe-se que menos distúrbios e duração e qualidade adequadas do sono favorecem um melhor controle glicêmico, visto que auxiliam na regulação da secreção de diferentes hormônios.2

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. A alta prevalência das DCNT está relacionada a fatores de risco modificáveis como tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e uso nocivo de álcool.

No Brasil, foram responsáveis, em 2012, por 74% do total de mortes, com destaque para as doenças do aparelho circulatório (30,4% dos óbitos), as neoplasias (16,4%), o diabetes (5,3%) e as doencas respiratórias (6,0%) (OMS,2014)

Karamali M, Dadkhah F, Sadrkhanlou M, Jamilian M, Ahmadi S, Tajabadi-Ebrahimi M, Jafari P, Asemi Z. Effects of probiotic supplementation on glycaemic control and lipid profiles in gestational diabetes: A randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Diabetes Metab. 2016 May 18. [Epub ahead of print]

Este interessante estudo recém-publicado incluiu 60 gestantes com Diabetes Gestacional, primigestas, com idade entre 18 e 40 anos. As participantes foram randomizadas, de maneira duplo-cega, no grupo intervenção (n=30), recebendo cápsulas de probióticos, ou no grupo controle (n=30), recebendo placebo. As pacientes que receberam probióticos ingeriram diariamente cápsula contendo 3 cepas de bactérias viáveis: Lactobacillus acidophilus (2×109CFU/g), L. casei (2×109CFU/g) e Bifidobacterium bifidum (2×109CFU/g), durante 6 semanas. O grupo controle recebeu diariamente cápsulas contendo celulose, também por 6 semanas. Amostras de sangue foram coletadas em jejum no início e no fim do estudo para análise de marcadores relevantes.

Interessante e recém-publicado, estudo teve alguns de seus resultados apresentados durante o Congresso ATTD, no início do ano. Algo que chama a atenção desde o resumo da publicação é o aumento da média da glicemia nas crianças enquanto usavam o Pâncreas Artificial (de 147 mg/dl para 169 mg/dl). Contudo, os autores enfatizam outro aspecto associado a esse primeiro: redução de três vezes no tempo total de vigência da hipoglicemia; e, durante a noite, a mediana do tempo em hipoglicemia, que era de 2,2%, passou para 0%.

É importante lembrar que existem diferentes projetos de Pâncreas Artificial (PA) no mundo e que os resultados podem ser bastante diferentes dependendo: do algoritmo usado, da inclusão ou não de glucagon no sistema, entre outros fatores. De qualquer forma, o que se destaca neste estudo é o fato de o equipamento ter passado por um teste bastante difícil, visto que as crianças submetidas ao...

A Dra. Andressa Heimbecher, uma das notáveis colunistas do site da SBD, está recrutando pacientes para um estudo clínico para sua Tese de Doutorado. Este recrutamento por mídia eletrônica está autorizado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

A Clínica de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP seleciona homens obesos saudáveis para pesquisa clínica com novo medicamento. Pode participar quem tiver entre 18 e 50 anos e não for fumante. A pesquisa avaliará melhora nos níveis de testosterona.

Os pacientes serão avaliados em consulta de triagem e terão os níveis de testosterona no sangue dosados. Os que apresentarem baixo nível participarão do protocolo de pesquisa, que envolverá 70 voluntários. Segundo a pesquisadora Andressa Heimbecher Soares, o objetivo do estudo é buscar a correção dos níveis de testosterona causados pelo aumento do peso sem o...

Vivemos uma verdadeira epidemia de diabetes! Hoje no Brasil são mais de 12 milhões de pessoas convivendo com a doença. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos, 2 em cada 5 americanos vai desenvolver diabetes no decorrer de suas vidas. Como compartilhamos cada vez mais diversos aspectos culturais com aquela população, é esperado que tenhamos cada vez mais pessoas diabéticas aqui no Brasil também.

Entre as recomendações formais para a prevenção do diabetes estão a prática de uma alimentação saudável, controle do peso e atividades físicas regulares. Diversas pesquisas na área de Nutrição vem sendo realizadas e o consumo regular de alguns alimentos parece contribuir para a prevenção da doença. É claro que nenhum alimento é milagroso, mas a inclusão de alguns nutrientes e bioativos à rotina alimentar – sendo essa associada a um estilo de vida saudável – parece promover importantes benefícios. Vamos conhecê-los? 

Mirtilos...

O QUE É?

O índice glicêmico (IG), proposto pelo Dr. David Jenkins, pesquisador da Universidade de Toronto – Canadá, em 1981 , representa o efeito sobre a glicemia de uma quantidade fixa de carboidrato disponível de um determinado alimento, em relação a um alimento-controle, que normalmente é o pão branco ou a glicose, por meio da analise da curva glicêmica produzida por 50g de carboidrato (disponível) de um alimento teste em relação a curva de 50g de carboidrato do alimento padrão (glicose ou pão branco). Atualmente utiliza-se o pão branco por ter resposta fisiológica melhor que a da glicose.

QUAL A IMPORTÂNCIA DE CONSUMIR ALIMENTOS COM BAIXO IG?

Teoricamente, o que ocorre é que, ao ingerir alimentos com alto IG, o organismo libera grandes quantidades de insulina para tentar manter os níveis de glicose no sangue dentro de limites normais. Este aumento na produção insulínica contribui para menor saciedade após...

Para começar ou recomeçar, neste primeiro artigo do ano, trataremos de novidades tecnológicas e farmacológicas que cedo ou tarde chegarão ao Brasil. Como de costume, a maioria delas já está disponível em diversos outros países. Iniciaremos, então, por uma novidade que causou muita empolgação em 2015, por transmitir os resultados do sensor de glicose acoplado à bomba de insulina para o celular: o dispositivo Connect®, da empresa Medtronic®. Para quem tem o celular conectado à internet, os valores são, também, imediatamente enviados ao sistema CareLink® da empresa e podem ser visualizados em tempo real por todos aqueles que têm permissão de acesso (pais, outros familiares, profissionais de saúde, etc.). Em 2015 esse equipamento foi comercializado apenas nos EUA, mas, neste ano, essa novidade deve ser liberada por agências reguladoras em outros países (possivelmente também no Brasil).

Nessa mesma direção, e também da Medtronic®, está o Guardian Mobile®, destinado a pessoas...

É fato! A população de idosos cresce cada vez mais. Graças à maior expectativa de vida, segundo o IBGE, as pessoas com mais de 65 anos de idade devem passar de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total), em 2060. Como a prevalência de diabetes também está aumentando, a conclusão que chegamos é de que teremos mais idosos diabéticos necessitando de assistência endocrinológica. Mas será que as pessoas com mais de 65 anos devem ser tratadas igualmente aos mais jovens?

A verdade é que o paciente idoso está sujeito exatamente às mesmas complicações do diabetes que o paciente mais jovem, com uma diferença importante: o risco das complicações cardíacas e vasculares é muito maior, já que a idade é um agravante. E isto já é um bom motivo para um cuidado diferenciado! Além disso, o idoso diabético quando comparado ao não diabético, está mais...

O impacto do controle intensivo da glicemia sobre os principais desfechos renais no diabetes tipo 2 (DM2) ainda não está bem esclarecido. Para avaliar esse problema, o Estudo ADVANCE randomizou 11.140 pacientes para um grupo de controle glicêmico intensivo (meta de A1C<6,5%) ou para outro grupo em controle padrão. Foram avaliados os efeitos do tratamento sobre a doença renal em estágio terminal, necessidade de diálise ou transplante renal, morte renal, níveis dobrados de creatinina para acima de 200 micromoles por litro, macroalbuminíria de início recente e progressão ou regressão de albuminúria.

Após uma mediana de 5 anos de seguimento os níveis médios de A1C foram de 6,5% no grupo intensivo e de 7,3% no grupo padrão. O controle glicêmico intensivo reduziu significativamente a risco de doença renal em estágio final em 65%, a microalbuminúria em 9% e a macroalbuminúria em 30%, em comparação ao controle padrão. A progressão da albuminúria...

O diagnóstico de Diabetes em uma criança traz um mundo de preocupações para os pais. Desde as mais imediatas: como vou aplicar insulina? Como vou conseguir ver se meu filho está com hipoglicemia? E se o açúcar no sangue subir? Até preocupações um pouco menos imediatas, mas nem por isso menos importantes: será que ele vai aceitar o diagnóstico? E na escola, como vai ser?

Este texto trata justamente dessa última pergunta: E na escola? Como será? Bem, aqui vai um passo a passo!

 

1) Plano com a escola: o primeiro passo é uma conversa com a direção da escola sobre o diagnóstico e o tratamento que a criança está realizando no momento. Doses de insulina, grau de controle do Diabetes, se a criança faz hipoglicemias, de quanto em quanto tempo precisa se alimentar... enfim, é importante que uma rotina do tratamento, alimentação e das condutas a serem adotadas em...

A ideia neste mês é apresentar resultados de dois estudos que, de certa forma, buscaram responder a essa questão, “O que motiva ou desmotiva quem tem diabetes?”. O interessante sobre essas pesquisas é o fato de serem, de certa forma, complementares. A primeira delas se dedicou a pesquisar a questão com 31 adolescentes (13 a 18 anos) com diabetes tipo 1, e teve como objetivo principal verificar a importância de pessoas próximas (familiares, pares/amigos e profissionais de saúde).1 A segunda foi feita com 52 adultos/idosos com diabetes, doença cardíaca ou pulmonar.2

Um dos interessantes resultados do estudo com adolescentes foi em relação à percepção menos negativa do que se esperava quanto a viver com diabetes, ilustrado por alguns relatos de o diabetes ter se tornado algo natural. Esses mesmos participantes revelam que o diabetes teve grande influência sobre suas vidas, incluindo o desenvolvimento de maturidade precoce, que moldou até mesmo quem são....

Em abril de 2012 realizou-se em Kopenhagen na Dinamarca, o European Diabetes Leadership Forum.

O evento reuniu o Príncipe da Dinamarca, HRH Prince Joachim of Denmark, a Primeira Ministra da Dinamarca, Helle Thorning Schimidt, o Ministro da Saúde do Reino-Unido, Paul Burtow, o ex-secretário das Nações Unidas, Kofi Annan, a Ministra da Saúde da Dinamarca, Astrid Krag, a Diretora da WHO para a Europa, Zsuzsanna Jakab e mais 46 personalidades de influência na área da saúde de diversos países europeus e outros países. Neste encontro discutiu-se Prevenção, Detecção Precoce e Otimização do Controle do Diabetes.

A Sociedade Brasileira de Diabetes esteve representada pelo Professor Marcello Bertoluci(RS) Coordenador do Departamento Cardiovascular da SBD que enviou ao nosso site uma matéria postada em tempo real ao evento.

Um dos desafios considerados foi a qualificação de Profissionais da Saúde necessários à escalada da prevalência do diabetes que se espera em todo o mundo....

ARTIGO DE REVISÃO: Gut microbiota, probiotics and diabetes. Aline Corado Gomes, Allain Amador Bueno, Rávila Graziany Machado de Souza,João Felipe Mota. Nutrition Journal 2014, 13:60

Os autores elaboraram um artigo de revisão que relaciona a microbiota intestinal com o desenvolvimento do diabetes tipo 1 e 2, discutindo também sobre os benefícios obtidos na prevenção e tratamento do DM1 e DM2 a partir da modulação dessa microbiota com a administração de probióticos.

O artigo é introduzido a partir de uma abordagem sobre a relação existente entre o aumento do processo inflamatório com os mecanismos moleculares que contribuem com a resistência à insulina e com a autoimunidade. Esse processo inflamatório pode ser exacerbado pela disbiose, que contribui com o aumento da permeabilidade intestinal, favorecendo a translocação do lipopolissacarídeo bacteriano (LPS), componente presente na parede celular de bactérias gram-negativas, resultando em endotoxemia metebólica.

A relação entre a microbiota intestinal e o DM2 foi...

O foco principal das pesquisas sobre o pâncreas artificial (PA) tem sido os desenvolvimentos técnicos tais como o tempo de manutenção de níveis glicêmicos adequados ou a prevenção de hipoglicemias. Poucos estudos tentaram descobrir as expectativas dos usuários em relação à tecnológica do PA.

O estudo incluiu pacientes adultos e pais de crianças com DM1 aos quais foi solicitado que preenchessem uma enquete online relacionada ao futuro uso e expectativas da tecnologia do PA. Enquete foi anunciada nas redes sociais e outras instituições dedicadas à assistência às pessoas com diabetes.

Os resultados mostraram que 266 pacientes responderam à enquete durante o período de um mês. Nada menos que 240 participantes indicaram que eles usariam um PA totalmente automático durante as 24 horas. Aproximadamente metade dos respondentes indicou que eles estariam propensos a utilizar esses recursos desde que funcionasse apenas durante a noite. Outros aspectos como tamanho, visibilidade e falta de...

Em 24/10/2015 foi realizado o 1o Simpósio de Psicologia e Diabetes da Santa Casa de BH, coordenado pelas Psicólogas Paula Lamego e Sônia Maulais, Mestres em Educação em Diabetes. Com a presença de 50 profissionais da Psicologia, membros de equipes dos três níveis de atenção à saúde (primária, secundária e terciária), em contato direto com pessoas com diabetes, o evento abordou a Interdisciplinaridade, a Psicologia Hospitalar e Diabetes, Problemas Emocionais Relacionados ao Diabetes e a Sobrecarga da Família/Cuidador no tratamento, além de extensa interação na apresentação do Projeto “Sempre Viva Bem com o Diabetes”, do Ambulatório de Diabetes Tipo 1 da Santa Casa de BH, o que mostra como os profissionais de Psicologia estão cada vez mais envolvidos no cuidado do portador de diabetes e de seus familiares.

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No “The Lancet” deste ano foi publicada uma revisão extensa e, ao mesmo tempo, sucinta sobre atualizações de consenso, controvérsias e mudanças quanto ao tratamento do diabetes mellitus em crianças e adolescentes. Seria impossível comentar sobre as 8 páginas e mais de 100 referências, por isso alguns pontos de destaque foram selecionados.

Para começar, os autores chamam a atenção para o aumento expressivo da incidência de diabetes na população de crianças e adolescentes, que, entre 2001 e 2009, foi de 21% nos EUA. Destes, 11% são de tipo 2, 0,25% diabetes neonatal (resultado de uma ou mais mutações, que levam ao desenvolvimento de diabetes antes dos 6 meses de idade) e 1,2% do tipo MODY. Aqui cabe destacar que o diabetes tipo 2 (DM2) em crianças e adolescentes (geralmente aparece a partir da puberdade, associado a fatores de risco como: obesidade, etnia e histórico familiar) é mais agressivo, de progressão...

Na sexta feira dia 07 de agosto, a Coordenação Central de Diabetes da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes Regional-DF, promoveu Simpósio de Atualização em Insulinoterapia com Análogos pela SES DF. Participaram médicos endocrinologistas, clínicos e farmacêuticos que atuam no Programa de Dispensação dessas insulinas na rede.

O Simpósio contou com a presença da professora Janice Reis da Santa Casa de Belo Horizonte, com o tema Atualização em insulinoterapia; da Dra. Hermelinda, Vice-Presidente da SBD e Coordenadora do Polo de Pesquisa da Unidade de Endocrinologia do Hospital Regional de Taguatinga-DF, que discorreu sobre o Panorama Nacional dos Análogos de Insulina no Brasil; Farmacêutica Anna Heliza, que abordou o Processo de Aquisição e o Impacto Orçamentário dos Análogos de Insulina; e da Dra. Eliziane Leite, Assistente da CCD, que apresentou os resultados atuais da monitorização do Programa de Análogos da SES-DF, após a...

O crescimento e o desenvolvimento são os principais indicadores da boa saúde de uma criança. Quando a ela passa a dar os primeiros passos, falar, bater palmas... e também o quanto ela mede e se seu crescimento está adequado para sua idade. Todos esses fatores, que são analisados em conjunto, ajudam a entender se a criança está dentro ou fora do esperado para sua faixa de idade.

O Diabetes tipo 1 se desenvolve quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina, e acontece comumente em crianças, adolescentes, adultos jovens, ou mesmo em bebês. É uma doença que pode interferir no crescimento e no desenvolvimento da criança, porque afeta os níveis de glicose no corpo.

As células do corpo necessitam da glicose como combustível para realizar suas tarefas. Células dos músculos (miócitos) precisam de glicose para se contraírem, células da retina (bastonetes e cones) precisam de glicose para enviar imagens da...

Introdução: A hiperglicemia hospitalar e um evento frequente desencadeado em pacientes com ou sem diabetes. A hemoglobina glicada (HbA1c), proporciona diferenciação entre hiperglicemia ocasionada devido variabilidade glicêmica secundaria a outros fatores da internação ou diabetes mellitus sem diagnostico prévio. Sendo assim, em virtude dos efeitos deletérios desencadeados pela hiperglicemia, justifica nosso interesse na avaliação da HbA1c e sua relação com a evolução clinica dos pacientes internados, apresentando ou não diagnostico de DM.

Objetivo: Utilizar a HbA1c como ferramenta diagnóstica e preditiva da evolução clínica de pacientes com e sem diagnostico de diabetes mellitus, avaliada durante período de internação hospitalar e sua relação com as complicações hospitalares.

Método: Análise da HbA1c de 100 pacientes com hiperglicemia hospitalar internados no Hospital Samaritano por outras patologias clínicas em um período de um ano. De acordo com o American Diabetes Association (ADA) definiu - se como hiperglicemia hospitalar valores glicêmicos acima de 140 mg/dl avaliadas...

Pode parecer óbvio que a prática de atividade física, especialmente se regular e planejada (exercício físico), auxilia na prevenção de complicações através da melhoria do controle glicêmico. Contudo, pesquisadores indicam que não é só isso. Ou melhor, a prática regular de atividade física, aliada a um estilo de vida saudável (com destaque à alimentação), pode melhorar outros fatores de risco para o desenvolvimento de complicações, incluindo: hipertensão, dislipidemia e obesidade. Mesmo para quem não tem diabetes, o investimento também vale a pena. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a inatividade física é a principal causa de aproximadamente 21%-25% dos cânceres de mama e de cólon, 27% dos casos de diabetes e aproximadamente 30% da carga de doença isquêmica do coração

No caso de estudos durante acampamentos de diabetes, nos quais as crianças praticam atividade física todos os dias e se alimentam de forma saudável, os resultados são...

A Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético (ABAD) promove concurso fotográfico para pessoas com diabetes, tendo em vista que o paciente diabético muitas vezes apresenta uma prejudicial negação de sua condição, com sensação de revolta frente ao diabetes. Outros se adaptam bem. Muitos não sabem verbalizar suas sensações. A ideia do Concurso é que o paciente diabético consiga manifestar de forma artística sua relação com esta doença.

Sendo assim, lançamos o Concurso "DIABETES E VOCÊ: UM OLHAR ARTÍSTICO SOBRE O DIABETES". As pessoas poderão enviar fotos através do Instagram @abadbotucatu mencionando a hashtag #abadevocê – ou do e-mail para a ABAD: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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