O impacto do controle intensivo da glicemia sobre os principais desfechos renais no diabetes tipo 2 (DM2) ainda não está bem esclarecido. Para avaliar esse problema, o Estudo ADVANCE randomizou 11.140 pacientes para um grupo de controle glicêmico intensivo (meta de A1C<6,5%) ou para outro grupo em controle padrão. Foram avaliados os efeitos do tratamento sobre a doença renal em estágio terminal, necessidade de diálise ou transplante renal, morte renal, níveis dobrados de creatinina para acima de 200 micromoles por litro, macroalbuminíria de início recente e progressão ou regressão de albuminúria.

Após uma mediana de 5 anos de seguimento os níveis médios de A1C foram de 6,5% no grupo intensivo e de 7,3% no grupo padrão. O controle glicêmico intensivo reduziu significativamente a risco de doença renal em estágio final em 65%, a microalbuminúria em 9% e a macroalbuminúria em 30%, em comparação ao controle padrão. A progressão da albuminúria...

O foco principal das pesquisas sobre o pâncreas artificial (PA) tem sido os desenvolvimentos técnicos tais como o tempo de manutenção de níveis glicêmicos adequados ou a prevenção de hipoglicemias. Poucos estudos tentaram descobrir as expectativas dos usuários em relação à tecnológica do PA.

O estudo incluiu pacientes adultos e pais de crianças com DM1 aos quais foi solicitado que preenchessem uma enquete online relacionada ao futuro uso e expectativas da tecnologia do PA. Enquete foi anunciada nas redes sociais e outras instituições dedicadas à assistência às pessoas com diabetes.

Os resultados mostraram que 266 pacientes responderam à enquete durante o período de um mês. Nada menos que 240 participantes indicaram que eles usariam um PA totalmente automático durante as 24 horas. Aproximadamente metade dos respondentes indicou que eles estariam propensos a utilizar esses recursos desde que funcionasse apenas durante a noite. Outros aspectos como tamanho, visibilidade e falta de...

O efeito do controle glicêmico intensivo sobre os desfechos renais mais importantes em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) ainda não está bem esclarecido. Para a avaliação dessa pendência, o estudo ADVANCE incluiu randomicamente 11.140 participantes divididos em dois grupos: o primeiro tratado com uma estratégia intensiva de redução da glicemia (meta de A1C ≤6,5%) e o segundo seguiu apenas o controle padrão da glicemia.

Os efeitos dos tratamentos mencionados sobre a doença renal em estágio final (incluindo necessidade de diálise ou de transplante renal) incluíram os seguintes parâmetros: total de eventos renais, morte renal, duplicação dos níveis de creatinina, macro ou microalbuminúria de início recente e progressão ou regressão da albuminúria.

Após um seguimento mediano de cinco anos, a A1C média foi de 6,5% no grupo intensivo e de 7,3% no grupo de tratamento padrão. O controle glicêmico intensivo reduziu significativamente o risco de doença renal em estágio final...

A forma mais grave de doença gengival é a periodontite. Quando o paciente atinge esse estágio o tecido gengival começa a se afastar dos dentes fazendo surgir espaços entre os dentes e a gengiva. Esses espaços são preenchidos por germes e pus e, assim, se aprofundam. Quando isso acontece, pode haver necessidade de cirurgia gengival para salvar o dente. Se nada for feito, a infecção progride e destrói o osso ao redor do dente, que se torna móvel e frouxo, podendo cair ou necessitar de remoção.

  • Há uma prevalência aumentada de doenças gengival em indivíduos com diabetes, caracterizando essa séria doença gengival como uma das complicações associadas ao diabetes, como a doença cardíaca, o derrame cerebral e a doença renal.
  • Existe uma relação bidirecional entre doença gengival grave e diabetes: isso significa que pessoas com diabetes são mais sensíveis a doenças gengivais mas, também, as pessoas que apresentam doença gengival...

De tempos em tempos, os adoçantes artificiais e os refrigerantes dietéticos são acusados de promover efeitos indesejáveis sobre o organismo como, por exemplo, o aumento do risco de obesidade e mesmo de diabetes. Os resultados do San Antonio Longitudinal Study of Aging, apresentado no Congresso da ADA, em 2011, mostrou uma associação entre o consumo de refrigerante dietético com um aparentemente inexplicável aumento da circunferência abdominal. Como isso seria possível?

O estudo acompanhou 474 participantes, com idades entre 65 e 74 anos, por um prazo médio de 9 anos, avaliando as alterações na circunferência abdominal durante o tempo em relação ao consumo de refrigerantes dietéticos pelos participantes. Os resultados mostraram que houve um aumento de 70% na circunferência abdominal, em comparação a aqueles que não consumiam refrigerantes dietéticos. Aqueles que consumiam dois ou mais refrigerantes dietéticos por dia apresentaram um aumento cinco vezes maior na circunferência abdominal, mesmo excluindo a...

A utilização de canetas de aplicação de insulina vem se constituindo numa prática cada vez mais frequente, tendo em vista a comodidade e a facilidade de aplicação com a utilização desse recurso. O presente estudo teve por objetivo avaliar os efeitos de dois métodos de aplicação de insulina glargina (canetas ou seringas) sobre o nível de controle glicêmico após seis meses de tratamento. O estudo também avaliou as preferências do paciente.

Os participantes do estudo tinham sido tratados com esquema basal-bolus de insulinoterapia e, por ocasião da alta, 21 pacientes receberam insulina glargina administrada por caneta de aplicação durante 3 meses, quando então o sistema de aplicação mudava para seringas de insulina, durante mais 3 meses (Grupo 1).

O Grupo 2 foi constituído por 10 pacientes que seguiram um caminho inverso, ou seja, iniciaram o tratamento com o uso de seringa nos primeiros 3 meses, passando para o uso de...

A perda do excesso de peso é uma das estratégias fundamentais para melhorar o controle do diabetes. Entretanto, a efetividade de médio e longo prazo dessas estratégias é limitada pela progressiva perda da adesão do paciente à medida que o tempo passa. Realmente, a adoção de medidas positivas no estilo de vida é um desafio tanto para pacientes, como para profissionais de saúde. Em função dessa realidade, novas e criativas abordagens têm sido tentadas no sentido de manter a motivação dos pacientes.

Uma seguradora americana desenvolveu uma proposta bastante atrativa para seus segurados com obesidade: eles poderiam optar entre pagar 20% a mais por suas apólices de seguro ou aderir a um programa de atividades físicas com o objetivo de obter descontos nos custos de suas apólices. Nada menos que 6.500 indivíduos obesos aceitaram utilizar um pedômetro para avaliar o nível de atividades físicas que vinham exercendo.

Os resultados foram...

Vamos começar este debate com um relato pessoal: eu e meus dois filhos fomos viciados em refrigerantes açucarados desde criancinhas. Eu consegui facilmente substituir os refrigerantes tradicionais pela versão diet ou zero, principalmente depois que essas bebidas passaram a ser adoçadas com aspartame. Meu filho mais velho, com um moderado excesso de peso, mesmo após uma cirurgia metabólica, também conseguiu vencer o vício das bebidas açucaradas, substituindo-as pelas versões dietéticas. Mas, meu filho mais novo, antes esbelto, agora, aos 40 e poucos anos, apresenta uma respeitável “barriguinha saliente”, apesar de não ser um glutão. O seu “pecado” é outro: ele é viciado e não consegue abandonar o vício de somente ingerir refrigerantes açucarados. E não há argumentos médicos que o convençam sobre a necessidade de redefinir suas escolhas no sentido de aderir aos refrigerantes dietéticos.

É verdade que existem alguns artigos mostrando que os refrigerantes dietéticos também apresentam eventuais efeitos...

Estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine, em abril de 2014, nos trouxe a grata notícia da diminuição da incidência de complicações relacionadas ao diabetes nos Estados Unidos. Embora este estudo tenha sido desenvolvido com dados de instituições americanas, não deixa de ser uma novidade autêntica a redução das complicações relacionadas ao diabetes no período de 1990 a 2010. Até que ponto os achados deste estudo poderiam ser aplicáveis à situação brasileira é uma questão bastante controversa.

Os autores avaliaram a incidência das seguintes complicações: amputação de extremidades inferiores, doença renal em estágio final, infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e morte por crises hiperglicêmicas. As taxas relativas a todas as cinco complicações mostraram uma redução entre 1990 e 2010, com um declínio relativo mais expressivo na ocorrência de IAM (-67,8%) e nas mortes por crises hiperglicêmicas (-64,4%), seguidas pela redução da ocorrência de AVC...

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