Controle intensivo da glicemia melhora desfechos renais em pacientes com diabetes tipo 2


Dr. Augusto Pimazoni Netto
Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim – Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
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O efeito do controle glicêmico intensivo sobre os desfechos renais mais importantes em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) ainda não está bem esclarecido. Para a avaliação dessa pendência, o estudo ADVANCE incluiu randomicamente 11.140 participantes divididos em dois grupos: o primeiro tratado com uma estratégia intensiva de redução da glicemia (meta de A1C ≤6,5%) e o segundo seguiu apenas o controle padrão da glicemia.

Os efeitos dos tratamentos mencionados sobre a doença renal em estágio final (incluindo necessidade de diálise ou de transplante renal) incluíram os seguintes parâmetros: total de eventos renais, morte renal, duplicação dos níveis de creatinina, macro ou microalbuminúria de início recente e progressão ou regressão da albuminúria.

Após um seguimento mediano de cinco anos, a A1C média foi de 6,5% no grupo intensivo e de 7,3% no grupo de tratamento padrão. O controle glicêmico intensivo reduziu significativamente o risco de doença renal em estágio final em 65%, além de reduzir a microalbuminúria em 9% e a macroalbuminúria em 30%. A progressão da albuminúria também foi reduzida em 10% e sua regressão aumentou em 15%, ambos significativamente.

O número de participantes necessitantes de tratamento (NNT = Number To Treat) durante cinco anos para prevenir um caso de doença renal em estágio final variou de 410 na população geral do estudo para 41 participantes com macroalbuminúria no início do estudo. Em face de resultados tão expressivos, os autores concluem que a melhora do controle glicêmico resultará na melhora dos desfechos renais mais importantes em pacientes com DM2.


Referência bibliográfica

  • Perkovic V, Heerspink HL, Chalmers J et al. for the ADVANCE Collaborative Group. Intensive Glucose Control Improves Kidney Outcomes in Patients With Type 2 Diabetes. Kidney Int 2013;83(3):517-23. DOI: 10.1038/ki.2012.401. 

 

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Comentários  

Sônia 23-06-2015 16:35
Estou desesperada. Tenho 1.67 de altura e estou pesando 87 kilos. Tenho diabetes tipo 2 a mais ou menos 6 meses. Tomo insulina 15 unidades de manhã e 15 unidades a noite. Também tomo diamicron de 60 de manhã junto com um comprimido de metiformina de 850 mg duas vezes ao dia. Minha diabetes esta completamente descontrolada. Eu passo mal o dia todo e meu intestino é super preso. Só consigo evacuar se tomar de dois a três comprimidos de laxante 46 Almeida Prado. Meus braços e minhas pernas doem de mais na hora de aplicar insulina. Parece que esta pegando fogo. Minhas pernas doem muito dia e noite atrás do joelho. Fazer caminhada é sofrimento mesmo na esteira. Tenho medo de ficar sem as pernas por uma trombose e tenho medo de ficar cega. Tenho uma tia cega e já perdi meu pai por causa da diabetes. Vi sobre os dois tipos de cirurgias e as medicações. Já tomei sibutramina e não perdi um grama. Quanto as cirurgias eu tenho medo. Pensei no balão gástrico. Por favor me ajudem. Não sei mais o que fazer. Tem hora que tenho vontade de parar de tomar os remédios e esperar morrer. Me ajudem por favor. Meu nome é Sônia Maria Eduardo Fachini tenho 53 anos e descobri que tenho diabetes a seis meses . Ah tenho fortíssimas cãibras nas pernas. . Acho que falei tudo.
lucia vargas 07-05-2015 07:46
como controlar o açucar no sangue .tem hora que esta 240 outra hora esta 180.e as vez 140

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