Testes para a Avaliação do Controle Glicêmico


Dr. Augusto Pimazoni Netto
Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim – Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
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A avaliação correta do controle glicêmico é um recurso indispensável para se verificar a adequação do tratamento, tanto em portadores de diabetes tipo 1, como do tipo 2. é através dessa avaliação que o médico pode definir as necessidades de eventuais mudanças no esquema terapêutico. Na prática clínica, essa avaliação pode ser feita através de dois testes principais: a glicemia de ponta de dedo, realizada em casa pelo próprio paciente, e a hemoglobina glicada, também conhecida como hemoglobina glicosilada e abreviada como A1C ou HbA1c, sendo que este teste só pode ser realizado em laboratórios clínicos, não sendo recomendado ainda na rotina do controle domiciliar.

Embora ambos os testes sejam destinados à avaliação do controle glicêmico, cada um desses testes oferece um determinado tipo de informação. A glicemia de ponta de dedo, por exemplo, informa o nível de glicemia no momento exato do teste (lembrar que a glicemia varia continuamente durante as 24 horas do dia). Por outro lado, a A1C reflete os níveis médios de glicemia dos últimos 2 a 3 meses. Para dar um exemplo mais prático, vamos fazer uma analogia com a consulta do saldo bancário: a glicemia seria equivalente ao seu �saldo atual�, enquanto que a A1C refletiria o �saldo médio� das glicemias ocorridas nos últimos 2 a 3 meses. Exatamente por proporcionar informações distintas, ambos os testes são importantes na avaliação do controle glicêmico.

Em pacientes mais estabilizados e bem controlados, o teste de A1C pode ser realizado a cada 6 meses, enquanto que em pacientes com mau controle a freq�ência desejável seria a cada 3 meses. Para a maioria dos testes, o resultado da A1C deve ser menor do que 6,5% para se considerar o controle como adequado. é importante lembrar que alguns laboratórios ainda utilizam métodos que apresentam um limite de normalidade acima de 6,5%.
A freq�ência recomendada para a automonitorização glicêmica (AMG) depende, fundamentalmente, dos seguintes fatores:

  • Tipo de diabetes (tipo 1 ou tipo 2); 

  • Esquema terapêutico utilizado (antidiabéticos orais ou insulina); 

  • Estabilidade ou instabilidade da doença e/ou dos níveis de glicemia; 

  • Presença de certas situações clínicas especiais que demandam uma maior frequência de testes.


O chamado �perfil glicêmico� nada mais é do que a avaliação conjunta dos resultados de todos os testes de glicemia realizados num mesmo dia, em diferentes horários, num determinado paciente. A ilustração abaixo mostra a determinação do perfil glicêmico de um paciente, durante 7 dias, mostrando a evolução dos resultados de glicemia nos diferentes horários do dia durante uma fase de ajuste de tratamento. Neste caso, os níveis iniciais de glicemia variavam entre 300 mg/dl e 400 mg/dl. Ao final de 7 dias de ajustes de tratamento, a glicemia passou a variar de 160 mg/dl a 180 mg/dl, demonstrando a eficácia da nova conduta terapêutica.

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