Durante o 70º Congresso da American Diabetes Association, realizado no final de junho em Orlando, na Flórida, a American Diabetes Association (ADA), em conjunto com a American Heart Association (AHA) aprovaram um posicionamento no sentido de reiterar a posição de ambas as entidades no sentido de que os dados disponíveis ainda são insuficientes para suportar os argumentos que defendem um risco cardiovascular mais elevado da rosiglitazona, em comparação à pioglitazona. O posicionamento de ambas as entidades baseou-se numa análise mais atualizada dos resultados do estudo BARI 2D, o qual incluiu uma população de diabéticos com doença coronariana estabelecida ou outras condições de alto risco.

Os dados desse estudo mostraram uma redução significante de 29% no risco composto de morte, infarto do miocárdio e AVC em pacientes tratados com rosiglitazona, em comparação com aqueles que não utilizaram esse fármaco durante o período de observação. Por outro lado, a edição online do JAMA...

O desconhecimento de conceitos básicos sobre direitos autorais pode ser prejudicial à sua saúde profissional e financeira

Hoje vamos deixar de lado as discussões sobre diabetes para abordar um tema bastante atual para profissionais de saúde: os direitos autorais. É bastante conhecido o ditado segundo o qual “de médico e louco, todos nós temos um pouco!...”. Nos dias de hoje, com a complexidade da ciência moderna e com o jogo de interesses que envolve profissionais de saúde, pesquisadores, autores e editores, não basta mais ser médico e louco, mas cada vez mais é preciso conhecer um pouco da legislação que afeta diretamente os interesses pessoais e profissionais de todo o universo dos profissionais de saúde. Muito embora não haja muita divulgação a respeito, são muitos os casos de disputas autorais envolvendo fraude acadêmica e abusos dos menos escrupulosos que fingem desconhecer os direitos e obrigações dos verdadeiros autores de obras...

A experiência clínica mostra que a ocorrência de depressão em indivíduos com diabetes é uma característica muito comum. Não apenas isso, o fato de conseguir atingir o bom controle glicêmico tem um impacto significativo sobre a melhoria da depressão.

Mas, qual seria o mecanismo através do qual o bom controle glicêmico poderia melhorar os sintomas depressivos? Haveria alguma correlação direta entre níveis glicêmicos e intensidade da depressão? Ou seria a conquista do controle glicêmico o elemento catalisador capaz de aumentar a auto-estima das pessoas com diabetes e depressão?

O fato é que o diabetes aumenta o risco de mortalidade em mulheres com depressão, conforme demonstrou mais uma vez o estudo publicado agora em 2011, no Archives of General Psychiatry [1]. O estudo partiu de constatação anterior, segundo a qual a presença concomitante de depressão e diabetes aumenta o risco de mortalidade por todas as causas e, também, de mortalidade cardiovascular.

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Os estudos clínicos iniciais sobre cirurgia bariátrica no tratamento do diabetes.

limitavam-se a avaliar os resultados obtidos especificamente com a técnica cirúrgica utilizada ou, na melhor das hipóteses, avaliavam os resultados comparativos entre diferentes técnicas cirúrgicas, mas um grupo comparador de tratamento clínico era sistematicamente ignorado. Nos últimos anos, um grupo comparativo de tratamento clínico passou a fazer parte de alguns protocolos de estudos nessa área nos quais a abordagem não cirúrgica passou a ser denominada “melhor tratamento clínico” ou “tratamento clínico intensivo”.

Mas, afinal, o que seria na prática esse tal de Tratamento Clínico Intensivo? Aquele que definia metas terapêuticas muito rígidas para os valores de A1C e de glicemia? Ou aquele que exigia dos pacientes dietas de fome, sabidamente ineficazes em longo prazo? Ou seria aquele que utilizava a prática intensiva de automonitorização? Ou, talvez, aquele que oferecia um programa intensivo de educação em diabetes aos pacientes do...

“Na alameda da poesia
Chora rimas o luar
Madrugada e Ana Maria
Sonha sonhos cor do mar
Por quem sonha Ana Maria,
Nesta noite de luar?”... 

JUCA CHAVES, 1960. 

Um dos maiores poetas e um dos mais sarcásticos humoristas da década de 60, Juca Chaves também era conhecido como “O Menestrel Maldito”, tendo influenciado várias gerações com sua arte suprema. Uma de suas mais notáveis criações foi a canção romântica “Por quem sonha Ana Maria?”, onde ele fala exatamente sobre aquela gostosa sensação de sonhar com o amor, a emoção e, por que não, sonhar também com um mundo melhor. 

Como todo septuagenário que se preze, um de meus passatempos favoritos é o de relembrar com saudades de vivências gratificantes e inesquecíveis que marcaram a nossa vida. Lembrei-me dessa canção ao me dar conta de que muitos  pacientes e profissionais de saúde  talvez nem se lembrem de uma figura das mais marcantes nos estágios iniciais...

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