A variabilidade glicêmica (VG) que ocorre nos pacientes com diabete melito pode ser conceituada como sendo diversas flutuações glicêmicas diárias que se diferenciam em números e duração. A VG desencadeia o estresse oxidativo e potencialmente pode contribuir para o desenvolvimento de complicações de longo prazo do diabete melito. Além disso, a VG tem sido associada com aumento de risco de hipoglicemias graves, disfunção endotelial e consequente, mortalidade cardiovascular. O estresse oxidativo, portanto, pode ser entendido como sendo um acúmulo de radicais livres, entre eles, ânions superóxido, peroxinitrito, nitrosamina e outros.

A formação de radicais livres ocorre devido à superprodução mitocondrial ou a não inativação por parte dos chamados antioxidantes naturais ou ambos. Os radicais livres desencadeiam a ativação de várias vias metabólicas deletérias ao organismo como, por exemplo, a ativação de isoformas da Protein Kinase C (PKC) e formação de Advanced Glycation End-Products (AGEs). Resultante disso, temos anormalidades do fluxo...

O diabete melito tipo 2 (DM2) é uma doença crônica, heterogênea e que evolui com falência progressiva de células β e resistência à insulina. Quando não tratada de forma adequada cursa com estresse oxidativo celular que contribui de forma direta para o desenvolvimento de disfunção endotelial e também, fenômenos pró-aterogênicos com consequências clínicas devastadoras em longo prazo. Ambas as complicações, microvasculares e macro vasculares, as quais incluem retinopatia, nefropatia, neuropatia, infarto agudo de miocárdio e acidente vascular cerebral são comumente associadas ao diabete melito tipo 2. Na prática, a dosagem de hemoglobina glicada que reflete a média da glicose sanguínea de um período de 60 a 90 dias é considerada padrão ouro para a monitorização do controle metabólico do diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes e também, outras diretrizes de diferentes entidades preconizam como meta de bom controle a hemoglobina glicada < 7,0%. Infelizmente, apenas a metade...

É bem conhecido que o diabetes mellitus tipo 2 está associado com o risco aumentado de complicações microvasculares, tais como nefropatia, retinopatia e neuropatia, bem como complicações macro vasculares que incluem o infarto agudo de miocárdio e acidente vascular cerebral. Indivíduos com diagnóstico de diabetes tem o mesmo risco de sofrer infarto agudo de miocárdio quando comparados com os nãos diabéticos que já o sofreram previamente. Aproximadamente, 50% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem devido à doença cardiovascular, principalmente infarto agudo do miocárdio. Também, não há dúvidas que o controle rigoroso de glicose plasmática reduz o risco de complicações microvasculares. A Sociedade Brasileira de Diabetes e a American Diabetes Association preconizam como meta terapêutica a hemoglobina glicada abaixo de 7%, enquanto a Associação Americana dos Endocrinologistas Clínicos recomenda abaixo ou igual a 6,5%.

Estudos observacionais têm ao longo do tempo demonstrado associação de hiperglicemia e doença cardiovascular, mas os três mais...

O diabete melito é uma síndrome metabólica crônica que clinicamente se manifesta com hiperglicemia sustentada e se não tratada adequadamente, evolui com complicações vasculares de pequenos e grandes vasos. Do ponto de vista epidemiológico, tanto o diabete tipo 1 como o tipo 2, são considerados epidêmicos devido à crescente incidência e prevalência. A título de exemplo, hoje a incidência de diabete melito tipo1 cresce 3% ao ano. Atualmente, de acordo com a International Diabetes Federation-IDF para a população mundial de sete bilhões de pessoas a prevalência de pré-diabetes e de diabetes é de 344 e 285 milhões, respectivamente. Mas ainda, o mais importante e preocupante é que para o ano 2030 com a população esperada de 8,4 bilhões de pessoas a expectativa de pré-diabetes e de diabetes é de 472 e 439 milhões, respectivamente. Portanto, tanto o pré-diabetes como o diabetes manifesto são o grande desafio do século 21 para...

O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é resultante de destruição autoimune de células β de ilhotas pancreáticas em indivíduos geneticamente suscetíveis. Em geral, esses pacientes se não diagnosticados precocemente e não tratados de forma adequada tendem a desenvolver cetoacidose diabética, o qual é uma complicação aguda, grave e com taxa de mortalidade próxima de 5%, mesmo em serviços de excelência. O tratamento de DM1 é sempre a reposição contínua e intensiva de insulina. A sua patogenia, ou seja, os mecanismos de desenvolvimento da doença podem ser divididos em estágios evolutivos desde a suscetibilidade genética, passando pela ativação do sistema imune desencadeada por fatores ambientais, tais como viroses, até a falência quase total ou total de células β. A American Diabetes Association classifica o DM1 em dois tipos.

O tipo 1A, que é autoimune ou imune mediado e o tipo 1B que não é autoimune, também denominado de idiopático. No momento...

É bem conhecida, que o Diabetes Melito está associado ao risco aumentado de doenças cardiovasculares, particularmente a doença arterial coronariana. Pacientes com diabetes melito e com doença coronariana isquêmica tem maior morbidade e mortalidade quando comparado com indivíduos não diabéticos. Dados do estudo UKPDS demonstraram que o tratamento intensivo da glicemia reduziu o risco de doenças micro e macrovasculares.  

No entanto, o tratamento denominado intensivo pode aumentar o risco de episódios hipoglicêmicos graves. Fisiologicamente durante a hipoglicemia grave, normalmente ocorre à liberação de catecolaminas que promovem a vasoconstricção, a agregação plaquetária e consequentemente em coronariopatas, fenômenos isquêmicos. Além disso, a hipoglicemia associada à hipocalemia pode evoluir com alterações de repolarização cardíaca, prolongamento do intervalo QTc e finalmente, arritmias ventriculares graves.  

No momento, durante episódios hipoglicêmicos agudos alguns estudos demonstram em indivíduos com diabetes melito valores aumentados de PAI-1, VEGF, moléculas de adesão vascular, tais como, VCAM, ICAM e...

Normalmente, os valores circulantes de vitamina D variam individualmente, principalmente devido às diferenças na exposição aos raios solares e da cor de pele. Estudos clínicos realizados em países nórdicos demonstram claramente diferenças sazonais nos valores circulantes de vitamina D.

Durante o inverno a deficiência de vitamina D foi constatada em 73% da população e no verão em 29%. Além de a ingestão alimentar, fisiologicamente a vitamina D é sintetizada na pele a partir do composto 7- dehidrocolesterol que pelo efeito estimulatório dos raios solares (radiações ultravioletas) se transforma em vitamina D3 que quando liberada na circulação se liga às proteínas circulantes que a transportam até o fígado para a formação de 25-hidroxicolecalciferol (25OHD3) que é biologicamente inativa.

Nos rins, controlado pelo PTH e pelos valores séricos de cálcio e fósforo, é hidroxilada em 1,25(OH)2D3 que ao ligar-se aos seus receptores específicos localizados principalmente na musculatura lisa dos vasos sanguíneos, nas...

Os chamados Biosimilares são um subgrupo de medicamentos biológicos com qualidade, tolerabilidade, segurança e eficácia comparáveis a um medicamento biológico.

Os biológicos são moléculas complexas instáveis, de alto peso molecular e sintetizadas a partir de organismos vivos, como bactérias, leveduras ou células de mamíferos por meio de DNA recombinante ou por métodos de expressão gênica controlada. São alguns exemplos de medicamentos biológicos, o fator VIII, insulina humana, eritropoetina, vacinas, interferons e anticorpos monoclonais.

Atualmente, entre os medicamentos em desenvolvimento aproximadamente 50% deles são biológicos ou derivados de processos biotecnológicos. Os biológicos e biosimilares são moléculas complexas, heterogêneas, tais como, proteínas terapêuticas, glicoproteínas, polissacarídeos. Portanto, os biosimilares são similares, mas não são idênticos aos biológicos de referência.

Por conseguinte, não são intercambiáveis. Apesar dos medicamentos biológicos terem revolucionado o tratamento de doenças crônicas, infecciosas, cânceres, doenças hematológicas e outras, a imunogenicidade é a grande preocupação em relação à segurança dos biológicos...

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