Suplementos para aumentar massa corporal contêm esteróides anabolizantes.

Um "briefing"da Endocrine Society desta semana alerta os endocrinologistas sobre uma matéria publicada no New York Times. A matéria informa que alguns produtos rotulados de suplementos alimentares, e vendidos para atletas, contêm esteróides anabolizantes ou substâncias esteroide-like.

Mais preocupante ainda, informa sobre casos de insuficiência hepática aguda e insuficiência renal, sugerindo um crescente número de relatos médicos em homens que usaram tais suplementos. Nomes como Tren Xtreme, Mass Xtreme e outros seis foram diretamente infamados por conterem tais substâncias. A descoberta foi fruto de uma investigação do FDA.

No nosso meio, cresceu assustadoramente o número de adolescentes freqüentadores de academias de ginástica. Em geral são estimulados pelos "colegas" da academia, já com corpos definidos e bem musculosos, que sugerem terem ganhado forma após o uso de suplementos.

As lojas de tais produtos estão proliferando e vendem-nos livremente, pois, afinal, são apenas suplementos... também...

O tecido adiposo é reconhecidamente um órgão endócrino. Vários dos seus produtos estão relacionados com resistência à insulina. Recentemente, a proteína transportadora da vitamina A, ou RBP4 (retinol binding protein), foi incluída como mais uma proteína produzida pelo adipócito. Mais interessante, foi demonstrado que estava aumentada em diabetes e estados de resistência à insulina. Além disso, ela é produzida pelo fígado e está associada à gordura visceral e hepática.

Com base nesses conhecimentos, resolvemos dosar a RBP4 em pacientes portadores de lipodistrofia parcial e generalizada, na suposição que estaria baixa em ambos os modelos de lipoatrofia. Assim, em colaboração com o Laboratório Sergio Franco e com o Departamento de Endocrinologia e Metabologia da UNIFESP- São Paulo, estudamos 10 pacientes com lipodistrofia familiar parcial variedade Dunningan (LFPD).

A maioria dos pacientes carregava a mutação R482Q no gene da Lamina A/C. Assim, pela primeira vez na literatura, foi demonstrado que os níveis...

É fato que cerca de 10% a 15% dos pacientes com DM2 já apresentam alguma complicação crônica ao diagnóstico. Por si só, este já é um dado que justifica esforços para o diagnóstico precoce do DM2.

Mais recentemente, estudos do grupo de DeFronzo demonstram que pacientes com intolerância à glicose já perderam cerca de 50% da função da célula beta. Mais uma vez, fica a sugestão para, por um lado, detectar-se precocemente a anormalidade glicêmica e, por outro, para se iniciar também precocemente o tratamento.

Um estudo publicado esta semana numa revista da nefrologia (Plantinga L et al Clin J Am Soc Nephrol 5: 673–682, 2010), põe mais lenha na fogueira. E põe lenha nisso! De fato, este estudo mostra que pacientes com pré-diabetes podem esconder graus variáveis de comprometimento da função renal.

Resumidamente, o estudo foi realizado com a população do NHANES durante o censo de 1990 a 2006....

Antes do veredicto do FDA sobre a Rosiglitazona, exatamente na noite que antecede o primeiro dia da reunião, resolvi deixar este depoimento almejando que sirva de esclarecimento pessoal, como um dos líderes de opinião na diabetologia brasileira.

Seja qual for o resultado, nada, até o dia de hoje, abalou a minha convicção de que o tratamento adequado dos Diabetes tipo 2 deva passar, obrigatoriamente, pela redução da resistência à insulina (RI).  No meu modesto modo de entender, a RI é a base para o DM2 e para as doenças cardiometabólicas. Acreditei e acredito que as doenças devam ser tratadas observando-se a fisiopatologia. E assim procedo quando ensino, quando trato e, espero que assim seja, quando for tratado como paciente.  

Num inteligente editorial escrito para este site, há alguns meses atrás, o Dr. Pimazoni bem falava das verdades transitórias da medicina. De fato, a medicina tem verdades transitórias, mas a...

Após 3 anos de intenso debate, o júri designado para julgar a Rosiglitasona deu, finalmente, sua opinião: condenou o medicamento e mandou-o  às galeras subterrâneas do ostracismo. Mas, lamentavelmente, não me parece que o júri foi imparcial. Diria que, no mínimo, foi contraditório.   

A EMEA suspendeu-o, pura e simplesmente, e assim dá o seu veredicto sem direito à apelação. Não lhes parece haver dúvidas e definem que os riscos sobrepujam os benefícios. O FDA, porém, menos convicto dessa sentença mortal, manteve o medicamento no mercado, mas com restrições e recomendações estúpidas.  

Parece que estou ouvindo um juiz togado proferir a sentença: “que os médicos não o prescrevam, exceto se julgarem que nenhum outro remédio seja tão eficaz no controle da glicemia do que aquele que ora condenamos”.  Estarei eu lendo mensagens alucinatórias? Será que bebi muita vodka sueca durante o EASD?  

Se, por um lado o júri...

Debate entre Steven Nissen e George Grunberger.

Talvez uma das melhores atividades do ADA este ano tenha sido o debate sobre os agonistas PPAR. O tema foi defendido com Sim, pelo Nissen e com Não pelo Dr.Grunberger. Mas, desta vez, o Nissen encontrou um adversário à sua altura... A sua estratégia foi, inicialmente, sugerir que as glitazonas, embora atuassem como sensibilizadores da insulina e no mesmo receptor, não eram uma classe. Ou seja, tinham características e efeitos diferentes e não se poderia falar em efeito de classe. Classificou-as de acordo com o famoso Spaghetti-Western: o Bom, O Feio e o Mau. A Pioglitazona seria a boa, a Muriglitazar a má e a Rosiglitazona a feia (mas, já nascera ruim!). A Muraglitazar (um bi-PPAR), ele detonou apenas 6 dias após o lançamento, com a publicação no JAMA do risco cardiovascular associado a esta droga. Este foi o estopim para a saga...

O estudo Look AHEAD (Action for Health in Diabetes) é um dos mais importantes ensaios clínicos já levados a cabo no campo da diabetologia e quiçá em obesidade. Apesar de, como discutido pelo Dr. Pimazoni, ter sido interrompido por não mostrar benefícios no objetivo principal, qual seja, a redução de eventos cardiovasculares, o resultado traz boas notícias. A primeira é que foi interrompido não por mostrar riscos, como aconteceu com outros estudos como o ACCORD. Outras boas notícias referem-se a fatos como a melhora da pressão arterial, dos lipídeos, da apneia do sono, do uso de antidepressivos e até a remissão do diabetes e a redução nas doses e no uso de medicamentos em alguns pacientes. Então porque não foi possível obter a tão sonhada redução de eventos cardiovasculares?

Algumas razões podem ser sugeridas, mas as reais razões podem levar tempo para serem respondidas. Vejamos algumas: apesar de uma perda...

Congratulo o Dr Godoy pela opinião dada sobre as vertentes atuais para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 ( DMT2). Porém algumas considerações são importantes relativas ao seu tratamento cirúrgico. Não questiono de forma alguma o papel da restrição calórica no controle inicial do no mundo, mantém uma restrição calórica conforme a proposta pelo Dr Godoy "ad eternum"? Quero ser apresentado a algum desses heróis. Aliás, o CALERIE group, da Universidade de Washington mostrou em 2006 que até dá para segurar dieta muito hipocalórica em um grupo por um ano. Mas o número que conseguiu suportar sem "roubar calorias" foi 15% daqueles que começaram. Um clássico trabalho publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) (Sumithran P, et. al  2011) claramente demonstrou que depois de 1 ano de dieta hipocalórica e intensa orientação nutricional, as alterações hormonais gastrointestinais conspiram para o reganho de peso e no sub grupo de...

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