Exenatida semanal é melhor que a de aplicação duas vezes ao dia para diabéticos tipo 2


Dr. André Vianna
Endocrinologista
Trabalha no Hospital Nossa Senhora das Graças e Centro de Diabetes, em Curitiba

Este estudo randomizado e aberto foi publicado na edição online do Jornal of Clinical Endocrinology and Metabolism e virá na versão impressa de maio. Nele, ficou comprovado que os diabéticos tipo 2 tiveram um melhor controle glicêmico e menos náuseas quando a exenatida foi administrada 1x/semana, em comparação com a versão atual que é administrada 2x/dia.

Essa versão de liberação prolongada da exenatida está atualmente sob revisão das autoridades regulatórias americanas, devendo em breve estar no mercado daquele país. As expectativas para o mercado brasileiro são de aprovação entre 2012 e 2013.

O estudo seguiu 252 pacientes com diabetes tipo 2 (DM2), os quais foram divididos em 2 grupos. O grupo 1 recebeu 2mg de exenatida de liberação prolongada em uma administração semanal (exenatida LAR) por 24 semanas e o grupo 2 utilizou enenatida 5mcg 2x/dia por 4 semanas e em seguida 10mcg 2x/dia por mais 20 semanas. Todas as administrações foram por via subcutânea.

No início do estudo, a média de A1c era de 8,4% e a glicemia de jejum 171 mg/dL. Após 24 semanas, a redução média da A1c foi significativamente maior com a exenatida LAR (-1,6%) do que com a exenatida 2x/dia (-0,9%). Da mesma forma, a redução da glicemia de jejum foi de 35mg/dL versus 12mg/dL.

A redução de peso foi de 2,3kg no grupo semanal contra 1,4kg no grupo 2x/dia, uma diferença sem significância estatística.

O efeito adverso mais comum foram às náuseas, que ocorreram em 14% dos pacientes com exenatida semanal e 35% dos pacientes do regime 2x/dia.

Não houve relatos de hipoglicemia severa e as hipoglicemias leves ocorreram em 9 dos 75 pacientes usando sulfoniluréia concomitante (5 no grupo semanal e 4 no grupo de 2x/dia).

Pelos resultados obtidos, a exenatida semanal torna-se uma promissora arma no tratamento do diabetes tipo 2, de fácil posologia, baixa incidência de efeitos adversos e superior aos atuais análogos de GLP-1 existentes no mercado.

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