Muitos usuários de insulinas utilizam NPH com uma insulina rápida (regular ou ultrarrápida). Essas podem ser aplicadas no mesmo momento, numa mesma seringa, desde que seguida a técnica correta.

ATENÇÃO: As insulinas glargina e detemir não podem ser misturadas com nenhuma outra insulina na mesma seringa.

Lembre-se dos passos iniciais:

a. Lavar as mãos com água e sabão.
b. Separar a seringa e as insulinas.
c. Rolar o frasco de insulina de aspecto leitoso (NPH), levemente entre as mãos, por no mínimo 20 VEZES, para garantir ação correta da insulina.
d. Limpar a borracha dos frascos com álcool 70%.

Técnica de Mistura de Insulinas:

1- Introduza uma quantidade de ar na seringa igual à dose de insulina NPH prescrita pelo seu médico.

Seringa

2- Injete o ar dentro do frasco que contém a insulina NPH. Sem extrair a insulina, retire a agulha.

Seringa

3- Introduza uma quantidade de ar na seringa igual à dose de insulina REGULAR ou ULTRARRÁPIDA...

A família é o grupo primário de relacionamento no qual as ações, comportamentos e hábitos sofrem influências cíclicas e de múltiplos fatores. Assim sendo, cada membro tem seu estado de saúde influenciado por este contexto, bem como influência o funcionamento da unidade familiar.

O diabetes é uma doença crônica, com possibilidade de complicações futuras se um bom controle não é alcançado, e que se apresenta como um grande temor para as famílias, devido às experiências negativas compartilhadas com outros. Ao ser diagnosticado, exige modos de enfrentamento, mudanças no cotidiano do paciente e da família e um período de adaptação, que se refere à sua relação e da família com os alimentos, com os exercícios físicos, com as medicações, crenças, valores e com o processo educacional contínuo.

Em relação às crianças e adolescentes, os sentimentos dos pais frente à doença desempenham importante papel nas reações da criança, ou seja, as atitudes...

A adolescência é o estágio do desenvolvimento quando o gerenciamento dos cuidados do diabetes começa a ser transferido dos pais para o adolescente e habitualmente ocorrem de forma gradual, como um processo dinâmico e individual.

Infelizmente, pressões sociais  e influências próprias à idade, juntamente com o desejo de adaptação a esta fase da vida, pode ser tornar a prioridade para  alguns adolescentes, ocupando o lugar do aprendizado para o autocuidado na doença. Crescimento, desenvolvimento e mudanças durante a adolescência têm uma influência sobre a visão de vida dos adolescentes e  consequentemente, na autogestão da sua condição crônica.

Vários fatores influenciam no tratamento:

  1. Individuais: idade, sexo, grau de escolaridade, crenças individuais e características psicossociais;
  2. Relacionados à doença: terapia nutricional e medicamentosa, duração da doença;
  3. Familiar: estado civil dos pais, renda familiar, emprego e apoio da família;
  4. Sistema de saúde onde o diabético está inserido.

Um estudo publicado recentemente1 demonstrou que a...

Motivação de pacientes diabéticos tipo 1 para aprender contagem de carboidratos através de uma experiência cultural / estética - pôster 
A. C. Bianchi e cols. Italy.

Esta elegante apresentação animou a todos os que trabalham na área de contagem de carboidratos, uma terapia muitas vezes de difícil implementação e que exige grande motivação por parte da equipe de saúde, pacientes e familiares.

Durante 3 encontros guiados na “Pinacoteca de Brera”, em Milão, Itália, 54 pacientes receberam orientações dietéticas sobre como contar carboidratos dos alimentos expostos nas pinturas e foram divididos em dois grupos: os que já tinham uma noção de contagem de carboidratos (20) e os que não tinham. O educador explicou o valor artístico das pinturas associados com uma discussão do conteúdo dietético de cada alimento representado. Ao final da visita responderam um questionário a respeito da metodologia e estimativa de carboidratos de 21 alimentos.

Resultados:

• 92% dos pacientes acharam...

 Doenças psiquiátricas de várias naturezas têm sido relacionadas ao descontrole glicêmico e em muitos casos são pouco diagnosticadas no universo do tratamento do diabetes. Quando esta doença é a depressão, a situação ainda é mais grave, pois muitos dos sintomas se confundem com a situação da doença crônica, o não controle glicêmico, a preocupação com as complicações agudas e crônicas da doença, dentre outros. Assim, no meio a todo o universo da complexidade do tratamento do diabetes, a depressão fica sem diagnóstico, não raramente.

Alguns estudos demonstraram que a presença de sintomas depressivos aumenta a prevalência de complicações crônicas da doença e piora o controle glicêmico (hemoglobina glicada maior). Outros estudos encontraram uma chance 2 vezes maior de depressão em quem é diabético, sendo esta associação mais forte em presença da doença não controlada. Em alguns estudos, até cerca de 20% dos diabéticos tipo 2 foram diagnosticados com depressão, quando...

Os sistemas de saúde atuais, sejam os de medicina privada ou os públicos, enfrentam a realidade de consultórios médicos e ambulatórios cheios, transferindo para os pacientes o ônus de consultas rápidas e com longos períodos para retorno. Tal realidade traz para os endocrinologistas e para os pacientes diabéticos maiores dificuldades no tratamento e no alcance das metas terapêuticas.  

O tempo restrito para educar os diabéticos sobre sua doença e sobre as intervenções necessárias para o sucesso do tratamento, e muitas vezes a limitação de conhecimentos abrangentes na área educacional, acrescidos da escassa formação na área psicossocial, reforçam as barreiras originadas com o diagnóstico e a vivência do diabetes. As diretrizes internacionais e brasileiras no manejo do diabetes contemplam em suas recomendações a necessidade do investimento em educação em diabetes.

A Associação Americana de Educadores em Diabetes (AADE) defende documentos que suportam e esclarecem as regras para a prática da educação...

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