O estudo ORIGIN é um grande ensaio clinico randomizado, multicêntrico com desenho fatorial 2x2 que procurou avaliar se o tratamento com reposição de insulina glargina, almejando uma glicemia normal de jejum (95mg/dl) poderia reduzir desfechos cardiovasculares  mais do que o tratamento padrão com drogas orais, em pacientes com pré-diabetes e/ou com diabetes tipo 2 de inicio recente em um período de 6 anos. O estudo também avaliou se a adição ou não de omega-3, 1g ao dia,  poderia também reduzir desfechos cardiovasculares.

Foram randomizados 12.537 pacientes em 573 sitios de 40 paises. Os pacientes incluídos tinham idade superior a 50 anos e apresentavam intolerancia à glicose, glicose de jejum alterada,  DM2 de inicio recente somente em dieta ou com tratamento oral em monoterapia com uma HbA1c<9,0%. Além disso, os pacientes deveriam ter alto-risco cardiovascular, seja por IAM prévio, AVC, revascularização prévia, angina com isquemia documentada ou ainda micro ou macroalbuminuria....

A questão dos adoçantes artificiais e seu potencial para induzir ganho de peso é uma polêmica que vem instigando o meio científico desde 1986. Naquele ano, logo após o lançamento do aspartame, um pequeno ensaio clínico randomizado com indivíduos saudáveis, publicado no Lancet, comparou o efeito da ingestão de água, água adoçada com sacarose e água adoçada com aspartame na sensação referida de fome minutos após a ingestão. Surpreendentemente a sensação de fome com aspartame foi maior comparativamente à sacarose. No mesmo ano, um estudo observacional com mais de 78.000 mulheres, realizado em Porto Rico, mostrou um aumento de risco para ganho de peso em mulheres que informavam fazer uso continuado de adoçantes artificiais por um periodo de 6 anos. Anos mais tarde, em 2008, 2 estudos observacionais: o ARIC e o San Antonio Heart Study, também mostraram uma moderada associação entre consumo de refrigerantes Diet e síndrome metabólica ou...

No início de maio, a FDA aprovou a nova combinação redutora de colesterol que inclui atorvastatina com a ezetimiba. A combinação,  chamada de Liptruzet nos Estados Unidos, foi aprovada para tratamento de elevações do LDL  em pacientes com dislipidemia primária ou combinada,  como adjuvante ao tratamento dietético, e será comercializada  em comprimidos diários contendo 10mg de ezetimiba com 10, 20, 40 e 80mg de atorvastatina.

A ezetimiba é uma droga capaz de bloquear seletivamente a absorção de colesterol biliar e do colesterol proveniente da alimentação através da inibição do transportador Niemann Pick C1-like1 (NPC1L1), uma proteína importante no transporte de colesterol pelo enterócito.  A ezetimiba reduz significativamente o LDLc, os triglicérides e a Apo B, além de aumentar o HDLc.  Como é minimamente absorvida, tem poucos efeitos adversos e é considerada segura.  Embora um possível aumento de risco de cancer tenha sido observado em pacientes com estenose aórtica no estudo SEAS, isto...

Nos últimos anos estivemos discutindo efusivamente os sucessos iniciais do LOOK AHEAD (Action for Health in Diabetes), o maior estudo de intervenção em estilo de vida em pacientes  com diabetes tipo 2 e sobrepeso já realizado até aqui. O estudo foi uma comparação entre alterações intensivas de estilo de vida - incluindo restrição calórica, atividade física e frequentes sessões de grupo - e um grupo controle onde era feito aconselhamento padrão para manejo do peso.  O objetivo foi demonstrar redução de eventos cardiovasculares, como IAM, AVC, angina e morte cardíaca, ao longo de um período de 11,5 anos. Os resultados mostraram perdas dramáticas de peso no primeiro ano que foram relativamente mantidas após 4 anos, além de reduções significativas nos triglicérides, aumento do HDLc, redução da necessidade de insulina e de hipoglicemiantes orais, redução da pressão arterial, da apnéia do sono, de marcadores inflamatórios, e uma melhora subjetiva do bem estar. Apesar...

No inicio de novembro, o American College of Cardiology e a American Heart Association publicaram uma nova diretriz para o controle do colesterol e redução de risco cardiovascular em adultos. Mudanças significativas nas recomendações para o uso de estatinas causaram grande polêmica na comunidade científica mundial. A ACC/AHA retiraram as metas de tratamento baseadas em valores absolutos de LDLc e passam a recomendar a estratificação de risco por meio de tabelas criadas a partir de um banco de dados agrupando vários estudos de coorte americanos. Mais ainda, pelos critérios estabelecidos, agora passam a ter indicação de estatinas os pacientes com baixo risco cardiovascular, definidos como tendo um risco entre 7,5% e 10% em 10 anos, abaixo portanto do que já era recomendado: entre 10-20%/10 anos. Presume-se que esta decisão deverá aumentar em 70% o número de pessoas saudáveis que passarão a receber estatinas nos Estados Unidos. Além disso, o tratamento...

Resultados de 15 anos do Estudo SOS

Embora grande parte dos estudos epidemiológicos mostre associação positiva entre obesidade e doença cardiovascular, até o momento a redução de peso tem sido paradoxalmente associada a um aumento do risco cardiovascular, especialmente quando são incluídos pacientes que apresentam perda de peso não intencional. Da mesma forma, estudos com intervenção em estilo de vida, mesmo em associação com drogas anti-obesidade, não tem sido capazes de demonstrar redução de incidência de desfechos cardiovasculares, mesmo após 10-20 anos de seguimento. Enquanto isto, estudos retrospectivos envolvendo cirurgia bariátrica tem mostrado associação entre perda de peso e redução de desfechos cardiovasculares em obesos, embora estes dados sejam ainda incompletos e sujeitos a vieses importantes.

O estudo sueco SOS (Swedish Obese Subjects) *, recentemente publicado no JAMA reforça esta discussão. Trata-se de um estudo prospectivo, não randomizado observacional, envolvendo 25 centros cirúrgicos suecos, coordenado pela universidade de Gothemburg, ainda...

No dia 20 de março de 2013 o British Medical Journal publicou um preocupante estudo1 mostrando que estatinas de alta potência podem estar associadas a um aumento das internações hospitalares por insuficiência renal aguda quando comparadas ao uso de estatinas de baixa potência. Trata-se de uma gigantesca análise observacional retrospectiva de 3 bancos de dados sendo um canadense, um do Reino-Unido e um dos Estados Unidos, incluindo  mais de 2 milhões de pacientes com idade acima de 40 anos os quais haviam iniciado tratamento com estatinas entre janeiro de 1997 e abril de 2008. O objetivo do estudo foi analisar as taxas de internação hospitalar por insuficiência renal aguda. Considerou-se como tratamento de alta potência, o uso de doses diárias equivalentes ou superiores a 10mg de rosuvastatina, 20mg de atorvastatina ou 40mg de sinvastatina. Estes pacientes eram posteriormente sub-divididos em 2 coortes, incluindo pacientes com e sem doença renal crônica prévia.

O resultado...

Fale Conosco SBD

Rua Afonso Braz, 579, Salas 72/74 - Vila Nova Conceição, CEP: 04511-0 11 - São Paulo - SP

(11) 3842 4931

secretaria@diabetes.org.br

SBD nas Redes