Qual portador de diabetes, que faz testes de glicemias algumas vezes ao dia nunca levou ao seu médico as suas  anotações? Cadernetas, livretos, livrinhos fornecidos pelo médico (alguns sujos de sangue), papéis soltos, enfim qualquer maneira de levar as anotações ao seu médico.  Acredito que fazer o teste é realmente o mais importante, porém é preciso que estes testes sejam de fato analisados para que uma modificação tanto dos hábitos alimentares, quanto exercícios e principalmente das medicações seja atingida. Modificações estas que culminarão, se forem necessárias, com um melhor controle do diabetes e prevenção das complicações crônicas.

Mas pode ser um desafio enorme analisar dados de por exemplo, uma pessoa que faz 4 a 6 testes ao dia por 30 dias. Neste caso teremos 120 a 180 testes em diversos horários, e estabelecer padrões de alterações glicêmicas pode ser dificílimo quando olhamos as glicemias em papéis, soltos ou até mesmo...

Imagine uma insulina aplicada no subcutâneo como as atuais, porém que só funcione quando a glicemia estiver elevada, e pare de funcionar em caso de glicemias mais baixas. Será possível? Pois é, o desenvolvimento de novas tecnologias parece ser capaz de quase tudo. Estas são as chamas “SmartInsulins”, ou insulina inteligente.

Ainda em fase muito precoce de estudos, a SmartInsulin, é a junção das insulinas de ação lenta ou Ultra-rápidas com polímeros desenvolvidos especialmente para essa finalidade. Engenheiros da empresa SmartCells de Massachusetts (MIT) desenvolveram um polímero biodegradável com moléculas de ligação que se ligam à insulina e a prendem até o nível da glicose elevar-se até um certo patamar. Quando atinge este patamar o polímero libera insulina para corrente sanguínea. Este processo ocorre por causa de algo chamado de "ligação competitiva". Quando a glicose está baixa a insulina se liga ao polímero. Quando a glicose fica mais alta, a...

Sabemos que o controle do diabetes, tanto do Tipo 1 quanto do Tipo 2, de forma intensiva reduz drasticamente as complicações crônicas da doença. (Retinopatia, Nefropatia, Neuropatia e doenças cardiovasculares). Todos os diabéticos tipo 1 e muitos do Tipo 2 necessitam o uso de Insulinas para o controle mais adequado da doença. Uma insulinização mais fisiológica requer a reposição de insulina o mais parecido com a normalidade possível. Para tanto atualmente, lançamos mão da Insulinização do tipo Basal-Bolus. O Objetivo do artigo é discutir as Insulinas Basais existentes, suas características e pontos que podem ser melhorados, e apresentar as possibilidades futuras neste campo.

As Insulinas Basais que utilizamos atualmente são: NPH (utilizada em 3 aplicações), Glargina e Detemir.

A NPH, mais antiga, possui diversas características que dificultam sua utilização como insulina basal: Pico de ação de 6-8h, grande variabilidade intra-individual, tempo de ação mais curto, necessidade de múltiplas aplicações ao...

Já imaginou realizando o teste de glicemia capilar e o monitor “falando” o valor da glicemia? Pois é, isso já é uma realidade. Pessoas com deficiência visual parcial ou total, podem se beneficiar destes sistemas, que não apenas falam o valor da glicemia, mas também falam o passo a passo na hora de realizar o teste de glicemia capilar. Algumas empresas se especializaram neste assunto, e destacarei 2 delas na nossa coluna.

1 – Prodigy Auto-Code: A empresa Americana Prodigy, deidcada a produtos para Diabetes, possui 2 monitores com estas características. O “PRODIGY AUTO CODE” é um monitor semelhante aos existentes no Brasil, porém possui algumas características peculiares: Não necessita de codificação, o que facilita seu uso, pode ser utilizado em locais alternativos, faz o teste em 6 segundos e “fala” o valor da glicemia em 4 Idiomas – Inglês, Espanhol, Francês e Árabe. Ainda não é disponível no Brasil, apenas pode...

Barbara McClatchey foi uma das 3 ganhadoras do prêmio “Diabetes Mine 2010 Design Challenge”, desafio americano onde pessoas comuns ou mesmo profissionais concorrem com idéias para melhorar a vida dos portadores de diabetes. Dos vencedores, particularmente esta idéia eu achei a mais interessante e trago para a coluna, pois se um dia tornar-se real, será uma aquisição muito útil.  Sua idéia chama-se TEST DRIVE. Consiste em um aparelho que já vem com o carro ou caminhões (imaginem o impacto positivo em trabalhadores!), e que faz com que o carro somente ligue se a glicemia estiver dentro de parâmetros adequados. Por via wireless este aparelho comunica-se com um monitor de glicemia, que de acordo com o resultado irá permitir que o carro ligue. Se a pessoa estiver em hipoglicemia o aparelho solicita que o portador de diabetes tome alguma atitude e repita o teste em 10 minutos. Ou seja, torna-se obrigatório...

Você que é portador de Diabetes já imaginou ter em seu celular a possibilidade de ajudá-lo no controle da sua doença?  Já pensou que as alterações de glicemias podem chegar rapidamente a seu medico e ele te ajudar a modificar algo que resolva aquela questão momentânea? Pois é, agora isso já pode ser possível graças ao  aplicativo desenvolvido pelo médico  Reginaldo Albuquerque e o programador Thiago Neves. Eles tiveram a brilhante idéia de criar um aplicativo para plataforma Android (google) que vai ajudar os portadores de diabetes na difícil tarefa de controlar sua doença.

Sabemos que quase todos os diabéticos tipo 1 e muitos tipo 2 têm muitas oscilações glicêmicas durante o dia. Há uma ampla variabilidade na glicemia, principalmente devido a deficiência total de insulina nestes pacientes. Ocorre que para manter o bom controle é necesssário constantes testes de glicemia ao longo do dia, e nem sempre a pessoa...

Já há algum tempo vêm-se tentando desenvolver sensores de glicose não invasivos, já escrevemos colunas sobre o assunto no site da SBD. Várias formas de sensores estão em desenvolvimento, por exemplo, sensores via ph da respiração, sensores auriculares via wifi, relógios sensores, as tatuagens com nanopartículas e com leitores externos, sensores externos no abdômen como uma cinta, enfim, a luta para tentar eliminar as picadas nas pontas dos dedos é contínua e de longa data. 
 
Recentemente, saiu na imprensa leiga que a gigante Google está desenvolvendo lentes de contato sensores de glicose. A notícia diz que estes estudos já estão sendo realizados a algum tempo, mas não dão muitos detalhes sobre o produto. Precisão, acurácia, principalmente em situações de hipoglicemia, fator este que já fez alguns produtos pararem seu desenvolvimento (Glucowatch, por exemplo). Diz que o sensor dará uma medida a cada segundo, e nenhuma informação a mais. As...

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