Heme oxygenase 1 improves glucoses metabolism and kidney histological alterations in diabetic rats


Dra. Marília de Brito
Professora Associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

A nefropatia diabética é a maior causa de insuficiência renal crônica no Ocidente. É uma das complicações mais graves do diabetes melito. Seu curso é lento e silencioso e diversos fatores estão envolvidos na progressão da doença (polimorfismo genético, dislipidemia, etc), mas o controle glicêmico ruim e a presença de hipertensão arterial são os principais. 

As espécies reativas de oxigênio (ROS) tem papel importante na fisiopatologia da nefropatia diabética. O presente estudo quer avaliar o efeito do uso da hemina, substancia usada no tratamento das porfirias, levando ao aumentando da heme oxigenase-1 (HO-1), enzima intracelular que catalisa a etapa inicial e de limitação da taxa da degradação oxidativa do heme, levando ao efeito antioxidante e anti-inflamatório.

O estudo randomizado e controlado, expôs ratos ao quimioterapico estreptozotocina que estimula a produção de radicais livres, o que leva à disjunção das células β pancreáticas ocasionando hiperglicemia. Em outro grupo houve a associação da hemina e o terceiro foi o grupo controle.

Os resultados do estudo mostram uma melhora da função renal no grupo que usou hemina em comparação com o que usou estreptozotocina. Também foi observada piora da glomerunefrite no grupo que usou estreptozotocina em comparação ao grupo que usou com associação a hemina. A hiperglicemia como esperado foi notadamente pior no grupo que usou a estreptozotocina.

Os efeitos benéficos da HO-1 também têm sido descritos em uma variedade de respostas imunes e na inflamação. Em desordens inflamatórias auto-imunes experimentais como a encefalomielite e a colite, as funções protetoras da HO-1 têm-se mostrado associadas com a ativação do sistema imune.

Ao longo das ultimas décadas, investigações sobre o papel da atividade da HO-1 aumentaram nossa compreensão sobre os mecanismos de defesa celular contra condições relacionadas ao estresse e outras condições patogênicas. Na nefropatia diabética onde a lesão por ROS participa da fisiopatologia, o uso da hemina parece ter levado beneficio na prevenção em modelo animal. Estudos em humanos deverão avaliar se tais resultados também serão encontrados.

KEY MESSAGES:
• A resistência a insulina, levando a hiperglicemia, leva a maior exposição a ROS.
• Espécies reativas de oxigênio (ROS) estão diretamente ligadas ao diabetes e suas complicações, entre elas a nefropatia.
• A indução de HO-1 (molécula com potente ação antioxidante) mostrou melhora da função renal e bloqueou as alterações histológicas observadas nos ratos hiperglicemicos.

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