The relationship between the regional abdominal adipose tissue distribution and the serum uric acid levels in people with type 2 diabetes mellitus


Dra. Marília de Brito
Professora Associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

 

Tae Ho Kim, Seong Su Lee, Ji Han Yoo, Sung Rae Kim, Soon Jib Yoo, Ho Cheol Song,

Yong-Soo Kim, Euy Jin Choi, Yong Kyun Kim*

Diabetology & Metabolic Syndrome 2012, 4:3 (3 February 2012)

 

Comentários -

Prof Marília de Brito Gomes, PhD

Professora Associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Alessandra Saldanha de Mattos Matheus, MD, Msc

Professora Substituta do Serviço de Diabetes- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Recentemente, o ácido úrico vem sendo estudado devido a sua associação com o risco cardiovascular e doença renal. Achados in vivo e in vitrosugerem que elevados niveis de ácido úrico podem contribuir para a disfunçao endotelial por alterar a biodisponibilidade do oxido nitrico. Além do risco cardiovascular, a hiperuricemia  vem sendo apontada como responsável no desenvolvimento das alterações metabólicas presentes em diversas patologias, dentre elas a obesidade e o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2).

A adiposidade visceral e subcutânea podem estar associadas com diferentes riscos metabólicos, sendo o tecido adiposo  visceral mais metabolicamente ativo e, assim mais associado com a hiperuricemia. No DM2, a distribuição do tecido abdominal está significantemente alterada quando comparada com controles saudaveis e o componente visceral é maior do que o subcutâneo.

Este trabalho objetivou demonstrar a associação de um marcador de risco cardiovascular (ácido úrico) com a distribuição regional do tecido adiposo abdominal em pacientes com DM2, associação esta que pouco havia se estudado até o momento.

Foi demonstrada uma associação positiva entre os níveis elevados de acido úrico  com o tecido adiposo visceral após ajuste para idade, gênero, pressão sistólica, pressão diastólica , creatinina, hemoglobina, albumina sérica, HDL-colesterol e Triglicerídeos, mas não com o tecido adiposo subcutâneo.

Apesar da grande amostra deste estudo (699 DM2) e da metodologia de aferição da distribuição do tecido adiposo abdominal através de Tomografia computadorizada abdominal, este não foi um estudo multicêntrico e história de tabagismo e a avaliação dos níveis séricos de adipocitocinas, fatores conhecidos de interferência na distribuição abdominal de adiposidade e resistência insulínica, não foram avaliados.

Como possíveis explicações para os achados, sabe-se que a gordura visceral, mas não a subcutânea, está associada com uma redução na sensibilidade periférica a insulina no DM2, o que pode reduzir a excreção urinária de ácido úrico e isso acarretar a hiperuricemia. Outra possivel explicaçao seria  pela resistencia insulinica ou hiperinsulinemia presentes no DM2 que aumentam a reabsorção de sódio e ácido úrico nos túbulos renais. Este fato pode ser responsável pela redução da  excreção urinária de ácido úrico e consequente hiperuricemia. Para tal comprovação, seria interessante se, neste estudo, a uricosúria tivesse sido conjuntamente analisada com os níveis séricos.

Como conclusão, este estudo veio corroborar os achados de estudos em populações não diabéticas, pois foi confirmada a associação positiva da gordura visceral, mas não da subcutânea , com níveis elevados  de ácido úrico no DM2.

Key messages:

-No DM2, há o predomínio de tecido gorduroso visceral sobre o subcutâneo.

- Os níveis de ácido úrico estão associados positivamente com a gordura visceral e não com a subcutânea em pacientes com DM2.

-A resistência insulínica ou hiperinsulinemia associadas a maior quantidade de tecido gorduroso visceral no DM2 reduzem a uricosúria, favorecendo assim a hiperuricemia.

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