Você ronca? Então pode ter apnéia do sono

Apnéia do sono é um diagnóstico que tem sido cada vez mais firmado.

O número de pessoas que apresenta o problema impressiona. Calcula-se que 20 milhões de americanos, e pelo menos  8 milhões de brasileiros, são portadores deste distúrbio.

E a sua incidência não para de crescer, por conta de que cada vez mais pessoas apresentam excesso de peso. O sono acarreta uma diminuição da tensão da musculatura. Essa diminuição da ação nos músculos da garganta e da língua resulta na obstrução da faringe, causando a interrupção do fluxo de ar para os pulmões. As pessoas que têm as dimensões da garganta diminuídas, os obesos, os que têm língua e ou amídalas grandes e os que têm  queixo pequeno, são mais predispostos para que a obstrução ocorra. A mandíbula curta acarreta que a língua fique mais para trás. 

O estreitamento da abertura provoca o ronco, sintoma este que pode acarretar um grande problema, complicar a convivência de um casal. 

Enquanto o roncador dorme, o seu cônjugue fica impossibilitado de fazê-lo, por conta do barulho. Quando a obstrução das vias aéreas é completa, surge a apnéia, que é a interrupção da respiração e que pode durar muitos segundos por vez. O ar não chegando aos pulmões acarreta a diminuição da oxigenação do sangue.

Menos oxigênio chegará, então, aos tecidos, trazendo repercussões negativas principalmente nos órgãos mais sensíveis à sua falta: cérebro e coração. É importante ressaltar que as pessoas que apresentam estes problemas, por estarem dormindo, não escutam o ruído do ronco e nem percebem que houve interrupção da respiração.

É fácil entender porque os seus portadores apresentam cansaço e sonolência durante o dia. O sono, prejudicado pelos episódios da apnéia, não cumpre a sua tarefa de restauração das energias adequadamente. Alguns desses indivíduos devem ser proibidos de dirigir autos, pelo perigo de dormirem durante a tarefa. Muitos outros sintomas podem ser decorrentes da apnéia do sono. Diminuição da memória, da capacidade de entendimento, depressão, impotência sexual, hipertensão, etc.

Pesquisas já demonstram a diminuição de estruturas cerebrais responsáveis pela memória, decorrentes do déficit da oxigenação causada pela apnéia. No entanto, os sintomas  mais temidos são os cardíacos. A falta do oxigênio pode fazer com que o coração altere a sua ritmicidade. Estas alterações do ritmo, as arritmias, podem, inclusive, acarretar a parada cardíaca.

A apnéia pode ocorrer nos dois sexos e em idade variadas. Porém, é muito mais freqüente nos homens de meia idade com excesso de peso e hipertensão. O diagnóstico é feito pela história e pela as informações de quem o assiste dormir. A confirmação é realizada através de polisonografia.

O paciente dorme em uma clínica especializada, aonde são monitoradas a sua respiração, a função cardíaca e a oxigenação sanguínea.  Uma  medida terapêutica muito importante é a perda de peso, o que infelizmente só é obtida, com sucesso, em uma minoria de pacientes. Um outro recurso é o uso de próteses dentárias, que têm a finalidade de colocar a mandíbula mais para adiante. Com isto, procura-se evitar que a língua se desloque muito para trás.

É eficaz para os casos mais leves. O tratamento melhor é o CIPAP, sigla em inglês de um aparelho que administra ar, sob pressão, continuamente através do nariz. A sua eficiência é grande, mas o inconveniente é que só metade dos pacientes consegue usá-lo a longo prazo. A cirurgia de remover tecidos da cavidade oral, amídalas e palato mole, não têm demonstrado eficiência.

Nos casos com arritmias graves, o recurso heróico é a abertura de uma outra entrada de ar abaixo da obstrução, a traqueostomia.

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