A ciência é feita por pequenas descobertas que vão se somando até o esclarecimento definitivo de uma questão. Quem trabalha na área de metabolismo tem acompanhado nos últimos anos uma série de pesquisas básicas, que descobriram novos hormônios ou substâncias que estão permitindo compreender melhor a obesidade.

A microfotografia ao lado é de um adipócito e da circulação em sua volta com todos os fatores até hoje conhecidos que interferem com o seu funcionamento.

A dificuldade, hoje, é integrar todas estas substâncias para explicar o funcionamento do adipócito e, sobretudo, as alterações que podem levar à obesidade. A célula gordurosa deixou de ser um corpúsculo inativo de gordura, para se transformar num participante ativo no metabolismo do organismo.

A adiposopatia é definida como um funcionamento patológico do tecido adiposo que pode ser promovido pelo acúmulo de gordura, exarcebado por um estilo de vida em pessoas geneticamente predispostas. A adiposopatia é associada com doenças...

Neste título estamos parafraseando a frase do marqueteiro da campanha governamental americana que quando perguntado o que era importante na eleição para Presidente disse; “é a economia, seu estúpido”.

Pois bem é assim que estamos agora com relação aos mecanismos de desenvolvimento da aterosclerose. Durante anos todas as atenções e esforços do tratamento estiveram voltados para o controle do colesterol. Em 5 de setembro do corrente ano durante o Congresso Europeu de Cardiologia foi realizada uma mesa redonda com o título “Conduta de pacientes com disfunção endotelial e/ou o aterosclerose precoce na prática clínica”. 

Nesta ocasião foram discutidos os mecanismos de alteração do endotélio vascular que representam os primeiros passos no desenvolvimento da aterosclerose. Hoje, se sabe que todos os fatores de risco cardiovascular estão intimamente relacionados com os danos no endotélio e que a redução destes fatores diminuem o risco de doença coronariana. 

O Dr. Peter Libby declarou que os médicos necessitam...

Nesta coluna, já conversamos sobre a relação entre mecanismos inflamatórios e doenças cardiovasculares. Procurando no link “todas” do “Diabetes Hoje” você poderá (re)visitá-las, cujo título é: “é o sistema endotelial que conta, seu estúpido”, com data de 19/09/2005.

O assunto continua na ordem do dia e o prestigiado “Journal Clinical Investigation” publicou no seu número de 3 de Julho – 2006, uma excelente revisão sobre Inflamação e resistência à insulina.

Os seus autores, Steven Shoesolson, Jongsoon Lee, Allison Goldfine, do Joslin Center, começam fazendo uma revisão histórica desta relação, cujos principais marcos transcrevo abaixo:

1876 – Ebstein concluiu que salicilato de sódio em altas doses (5- 7,5 g/dia) fazem os sintomas de diabetes do tipo 2 desaparecerem totalmente.

1901 – Williamson dissse que “salicilato de sódio tem uma influência importante na excreção de glicose.”

1957 – Nesta data, o efeito foi redescoberto, quando um paciente dependente de insulina foi tratado com salicilato devido a artrite e a dependência...

A ciência e os médicos em geral procuram ao longo dos anos descobrirem através de histórias clínicas e exames bioquímicos quais as pessoas que têm uma maior probabilidade de desenvolverem doenças cardiovasculares.

São célebres os estudos realizados na cidade americana de Framingham cujos habitantes já são seguidos a mais de 40 anos. Destes trabalhos resultou o escore de risco de Framingham que utiliza uma fórmula que 
atribui um determinado peso às diversas variáveis, como idade, colesterol, LDL, fumo, diabetes, infarto prévio, etc.

Nos últimos anos, outras fórmulas de cálculo de risco apareceram, utilizando variáveis e recursos que podem ser instalados nos computadores dos consultórios (exemplo www.riskscore.org.uk).
Mais do que isto, foram identificados novos biomarcadores que poderão ter um maior significado do que aqueles que estão atualmente em uso.

Em estudo divulgado na semana passada pelo jornal on line da Associação Americana de Cardiologia, pesquisadores da Universidade de Upsalla,na Suécia, procuraram comparar os clássicos marcadores com...

Em termos populacionais é bem conhecido o fato que os níveis de HDL-colesterol são inversamente proporcionais ao risco de eventos ateroescleróticos, no entanto quando analisado individualmente o valor preditivo do HDL-colesterol está longe de ser perfeito. Até mesmo no estudo de Framingham, que estabeleceu a importância do HDL, foram encontrados casos de doenças coronarianas com HDL normais e isto tem levado à busca de novos biomarcadores. 

Assim, mais do que estudar unicamente os valores de HDL, é importante determinar a qualidade e a quantidade das partículas de HDL. Com relação à qualidade, as partículas de HDL são heterogêneas e contêm vários componentes anti-oxidantes e pró-oxidantes. 

Tem sido postulado que uma das funções do HDL é promover o transporte reverso do colesterol, mas novos estudos indicam que o HDL é também um modulador da inflamação sistêmica.

Na ausência de inflamação, o HDL tem enzimas anti-oxidantes que trabalham para manter uma situação antiinflamatória no organismo....

A chamada dor neuropática é uma complicação de muitas doenças, especialmente diabetes.

As pessoas a descrevem como uma sensação de queimor principalmente nas extremidades, tal como se os dedos tivessem entrado em contacto com uma placa quente. O tratamento é muito difícil, controverso e têm sido utilizados antidepressivos e os derivados da gabapentina. Os resultados estão muito longe de serem satisfatórios. 

A causa dessas dores tem sido atribuída a uma diminuição de um neurotransmissor denominado GABA na medula espinhal. Teoricamente os melhores tratamentos seriam aqueles capazes de aumentar a atividade dos receptores de GABA nas células nervosas periféricas e não centralmente como se tenta fazer nas atuais tratamentos. 

Agora em junho, cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, desenvolveram uma forma de bloquear os sinais nervosos responsáveis pela dor neuropática. O segredo do seu sucesso é baseado no vírus herpes simplex, ou HSV, o mesmo que causa resfriados e herpes genital. Os...

Uma das maiores dificuldades na introdução de insulina no tratamento dos diabéticos é a necessidade de sua aplicação por via injetável. Profissionais de saúde e pacientes vão retardando o seu uso, apesar de todas as evidências apontarem em melhores resultados no tratamento quando a sua introdução ocorre mais cedo.

A indústria tem feito ao longo dos anos, várias tentativas em busca de formulações orais da insulina. A dificuldade básica é que sendo uma molécula protéica pequena, a mesma é totalmente destruída no tracto digestivo. Outra via que tem sido tentada é a respiratória e um destes produtos foi retirado repentinamente do mercado após poucos meses do seu lançamento. Até hoje ainda temos indagações do por quê desta retirada tão rápida.

Nesta coluna, vamos descrever duas novas tentativas com estas vias.

Insulina Oral 

 

As pesquisas mais promissoras são da empresa Oramed, de Jerusalém , que tem como linha de atuação...

A medida do perímetro do pescoço está ajudando médicos a prever risco de obesidade, apneia do sono e hipertensão tanto em adultos quanto em crianças. Um trabalho publicado na revista "Pediatrics" comprovou a ligação entre um pescoço mais largo e ocorrência de complicações por excesso de peso.  

Para chegar ao resultado, os pesquisadores tomaram medidas de altura, peso, perímetro de cintura e de pescoço de mais de mil crianças e adolescentes nos EUA.  

Com base nesses dados, foram estabelecidas medidas-limite para separar crianças com mais ou menos risco de problemas ligados ao excesso de peso. Assim, um menino de dez anos com mais de 32 cm de pescoço tem 15 vezes mais chance de ter problemas.  

Os médicos argumentam que a medida do pescoço é mais precisa que o conhecido Índice de Massa Corporal (IMC), usado para classificar peso normal, sobrepeso e obesidade (veja no quadro).  

...

 Nota 1 - este artigo foi escrito em 2006 e está sendo republicado devido à infecção causada pela super-bactéria e presente em alguns hospitais brasileiros.

Em fevereiro de 2006, a Associação Médica Britânica (BMA) divulgou suas diretrizes sobre um assunto que sempre atormentou a classe médica: a Roupa de Trabalho.

Intitulado “HealthcareAssociated Infections”, o relatório condena com rigor o uso da gravata e do hábito de circular com aventais e jalecos fora dos ambientes hospitalares, por serem formas comuns de transferências de germes patógenos entre os clientes.

Estudo anterior do New York Hospital Queens, EUA, realizado em 2004, afirmava ter encontrado bactérias causadoras de doenças em cerca de metade das gravatas usadas pelos médicos. Vale lembrar que embora os aventais sejam lavados freqüentemente, as gravatas, por sua vez, raramente o são.

No Brasil, a moda das gravatas não é nova, mas recentemente temos visto aumentar o uso entre colegas médicos. Estar bem...

Desde o fim de semana não basta mais ter dinheiro para comprar antibióticos no balcão da farmácia. Agora, como já acontecia com psicotrópicos, opiáceos e outras drogas capazes de provocar dependência, é preciso ter uma receita médica.

Uma das explicações para a restrição está no surgimento de resistência bacteriana, super bactérias mais rapidamente adaptadas aos antibióticos, do que nossa capacidade de encontrar armas mais poderosas para combatê-las. Outra está na destruição de nossa flora normal e necessária para a vida, dando chance para oportunistas tomarem conta do território conflagrado, aproveitando-se do desequilíbrio provocado entre nossos comensais.

Os antibióticos - como está expresso em seu nome - são armas mortíferas, contra a vida, destinadas a matar micro-organismos vivos, na presunção de liquidá-los antes do hospedeiro.

Logo depois da descoberta destes remédios houve uma euforia (originada de arrogante ignorância), achando que doenças infecciosas haviam desaparecido... Nossas origens estão nestas formas microscópicas de vida, e...

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