“Glucose tolerance status is a better predictor of diabetes and cardiovascular outcomes than metabolic syndrome: a prospective cohort study”


Dra. Roberta Cobas
Prof. Adjunta, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Camila Furtado de Souza1,2Mériane B Dalzochio2Francisco Jorge A de Oliveira1, Jorge L Gross2 and Cristiane B. Leitão2

1 Primary Care, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil
2 Endocrine Division of Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
Diabetology & Metabolic Syndrome june, 2012, 4:25  doi:10.1186/1758-5996-4-25

Análise Crítica

Dra. Roberta Cobas
Prof. Adjunta, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Dra. Marilia de Brito Gomes
Prof. Associada,Universidade do Estado do Rio de Janeiro

O presente artigo aborda um importante tema na Diabetologia, a investigação dos melhores preditores do desenvolvimento do diabetes tipo 2 e doença cardiovascular. Trata-se de um estudo de coorte, com seguimento de cerca de 3 anos, realizado em um hospital público da região Sul do Brasil. Pacientes que apresentaram glicemia de jejum alterada em um exame de rastreamento para diabetes, foram classificados conforme o status glicêmico pelo teste oral de tolerância à glicose e avaliados quanto à presença de síndrome metabólica. De um total de 148 pacientes inicialmente avaliados, 127 foram analisados (21 não concluíram o protocolo inicial). Os resultados encontrados novamente valorizam a realização do TOTG para estratificar o risco de desenvolver diabetes. Nenhum paciente com status glicêmico normal (glicemias de jejum e 2h pós-glicose normais) desenvolveu diabetes, independente da presença de síndrome metabólica. Em contrapartida, ressaltou-se a aglomeração de fatores de risco metabólicos em pacientes com diabetes ou pré-diabetes, mas questiona-se o valor em formalizar o diagnóstico de síndrome metabólica na avaliação de risco, uma vez que não adiciona vantagem em relação à avaliação dos seus componentes isoladamente.

Alguns pontos são citados como limitação. Entre eles, o tamanho da amostra estudada e o pequeno número de pacientes com intolerância à glicose isolada, uma vez que a maior parte dos pacientes neste grupo também apresentavam glicemia de jejum alterada. A combinação das duas condições sabidamente aumenta o risco de desenvolver diabetes e o presente estudo não pode comparar o poder de predição entre a glicemia de jejum alterada e a intolerância à glicose isolada. Isso resultou da amostragem realizada, já que os pacientes selecionados foram aqueles que apresentaram glicemia de jejum alterada em um rastreamento prévio. A inclusão de pacientes com perfis glicêmicos normais em jejum e o aumento da amostra possivelmente acrescentariam novas informações. Entretanto, apesar das limitações, o estudo foi bem conduzido, metodologicamente correto e com resultados consistentes aos de estudos prévios maiores envolvendo outras populações.

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