diabetes mellitus (DM) é uma situação muito propícia para o surgimento da raiva. Já ao diagnóstico muitas vezes a pergunta é inevitável: por que eu? Uma condenação? A vida com diabetes pode parecer cheia de ameaças e riscos e a revolta muitas vezes surge como uma autodefesa. A questão diante do problema é não ter raiva de sua própria vida. Quando alguém se sente ameaçado, amedrontado ou frustrado, ódio e angústia são reações normais. Fazer da crise a oportunidade é, de alguma maneira, transformar o ódio no sinal de que algo precisa ser feito. Uma nova atitude. Entender e aceitar o sentimento em relação ao diagnóstico é um passo importante para que se possa usar essa energia no autocuidado. 

Naturalmente que o processo de convívio com a doença ocorre ao longo do tempo e esse processo tem que ser respeitado. A criança, por exemplo, na vivência com o diabetes, passa por diversas...

Estive na última semana no acampamento da ADJ/UNIFESP para crianças e adolescentes com diabetes, entre 9 e 16 anos, que aconteceu no NR 1(Nosso Recanto) em Sapucaí Mirim, linda cidade bem colocada entre Minas e São Paulo, próxima a Campos do Jordão, encostada na serra da Mantiqueira.

O evento é uma colônia de férias com 1 semana de duração, que envolve 75 meninos e meninas de diferentes classes sociais e todos tendo em comum o uso de várias doses de insulina, a monitoração da glicemia, as hipoglicemias. Uma ilha no mundo de preconceito e insegurança de sentir-se diferente em um mundo cada vez mais "igual e pasteurizado". Todos passam, a partir desta experiência, a terem em comum também a vivência coletiva daquela semana no NR1, tradicional acampamento de férias de São Paulo.

Uma colônia normal, de férias de verão, contando com equipe de recreação de alto nível (incluindo vários monitores também com...

O Center for Disease Control (CDC) dos Estados Unidos publicou, no final de junho, a atualização dos dados epidemiológicos sobre diabetes naquele país. Vinte e quatro milhões de americanos tem diagnóstico de diabetes, ou 8% da população. Outros 54 milhões têm pré-diabetes, somando pouco mais de ¼ das pessoas que vivem nos Estados Unidos, apresentando problemas no metabolismo glicêmico. Em relação aos dados anteriores, de 2005, houve um aumento de 4 milhões de casos, com a prevalência da doença passando de 7% para 8% da população. Por outro lado, a percentagem de pessoas que desconhecem o diagnóstico caiu de 30 para 25% do total de pacientes diabéticos, sinalizando que as campanhas preventivas e o interesse crescente da mídia em torno do diabetes está aumentando a conscientização dos pacientes.

De acordo com os dados do relatório do CDC, o diabetes é a principal causa de cegueira adquirida, assim como de insuficiência renal terminal, sendo...

O envelhecimento, a obesidade e o sedentarismo são, sem dúvida, grandes desafios da medicina atual. Muitos adultos têm nível de capacidade funcional baixa o suficiente para que aumente seu risco de mortalidade geral.

Diversos estudos têm mostrado que tanto obesidade quanto sedentarismo podem produzir excesso de risco de mortalidade. Entretanto não se tem claramente dados sobre a relação entre obesidade e atividade física naqueles indivíduos cujo risco de complicações de saúde por esses problemas são maiores, ou seja, aqueles acima de 60 anos de idade. Alguns estudos já haviam sugerido que a mortalidade relacionada à obesidade é reduzida em indivíduos mais velhos, ou, em outras palavras, o impacto da obesidade na longevidade não é tão claro acima dos 60 anos de idade.

Um estudo recente, publicado no Jornal da Associação Americana de Medicina – JAMA, avaliou a combinação e interação entre medidas de adiposidade (IMC, circunferência abdominal e percentagem de gordura corporal) e capacidade física...

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