O diabetes tipo 2 é uma doença progressiva. De forma prática, isso se traduz no fato do paciente conseguir controlar sua glicemia com dieta e atividade física no início, começar com um comprimido após um tempo, aumentar para duas ou três pílulas diferentes, e após 9 anos de diagnóstico, em média, 50% dos diabéticos tipos 2 necessitarão insulina.

Existe algum tipo de terapia que poderia prevenir esse caminho, colocado até agora de forma inexorável?

Dr. Ralph DeFronzo, em palestra realizada em São Paulo essa semana deu uma opinião enfática sobre esse assunto.

Dr. DeFronzo foi agraciado com o prêmio de destaque internacional pela American diabetes association (EUA) e pela European association for the study of diabetes (Europa). Desenvolvedor da metodologia do clamp, Dr. DeFronzo é um dos maiores estudiosos da resistência insulínica e função da célula beta. Em 2008, na palestra do prêmio ganho nos EUA (Banting Lecture) ele lançou...

O uso de metanálises tem sido cada vez mais freqüente para se obter um melhor entendimento sobre a relação glicose-diabetes-risco cardiovascular. Apesar de receber algumas críticas, o conceito de que o diabetes é um fator independente de risco cardiovascular ainda é vigente. Entretanto é a associação entre o nível glicêmico e doença cardiovascular em não diabéticos que vem recebendo atenção especial da ciência nos últimos anos.

O estudo prospectivo de Reykjavik, conduzido pelo Dr. Sarwar, analisou dados de pacientes por 24 anos seguidos e encontrou um dado interessante. Para cada 18mg/dl de aumento na glicose pós prandial, existe 3% de chance a mais de desenvolver um evento coronariano. Nesse e em outros estudos a relação entre glicose de jejum normal e evento cardiovascular foi fraca.

Sarwar concluiu no seu estudo que a cada aumento de 1 ponto na A1c, a chance de apresentar um evento coronariano aumenta em 20%.  Em...

O último número do jornal Diabetes Care traz um interessante artigo que estuda a relação entre o nível de hormônio tiroideano, a hemoglobina glicada (A1c) e a albumina glicada (AG). A A1c tem sido amplamente utilizada para se avaliar a média do controle glicêmico nos últimos três meses. Já a albumina glicada tem sido testada para se avaliar a média glicêmica de curto prazo. Todos esses marcadores de média glicêmica estão sujeitos a interferências.

No caso específico, toda doença que interfere no metabolismo da hemoglobina alterará a glicação da hemoglobina e consequentemente os valores de A1c. O mesmo ocorre para as doenças que alteram o metabolismo protéico e a albumina. A hipótese levantada no estudo era a de que os valores de A1c ou de AG não refletem a média glicêmica com acurácia na vigência do hipotireoidismo.

Para esse estudo os autores selecionaram 45 pacientes com diabetes e câncer de...

Novas pesquisas em animais realizadas na Universidade do Texas, sob a supervisão do Dr. Unger mostraram que a eliminação da ação de um hormônio específico, pode normalizar a glicemia no diabetes tipo 1.

Os resultados obtidos em ratos mostram que mesmo na ausência de insulina, quando se suprime o efeito do Glucagon, ocorre normalidade glicêmica.

O Glucagon é um hormônio produzido pelas células alfa do pâncreas, e literalmente é o que nos mantém vivos durante o longo período de jejum da noite, impedindo que os níveis de glicose fiquem muito baixos no sangue. Ele estimula o fígado a produzir glicose.

Dr. Roger Unger, vem há décadas estudando o Glucagon, é dele a afirmação de que o diabetes é uma doença bi-hormonal, envolvendo insulina e Glucagon. A grande quebra de paradigma desse estudo atual é resumida aqui na frase do próprio Dr. Unger: - "O pensamento vigente é de que a insulina...

Um simples exame de sangue pode ser capaz de detectar diabetes até 10 anos antes dos primeiros sintomas da doença ocorrer.

Pesquisadores de Harvard liderados pelo Dr. Robert Gerszten, descobriram que a relação entre a dosagem de cinco aminoácidos sanguíneos poderia identificar corretamente as pessoas que iriam desenvolver diabetes tipo 2.

Entre 2.422 indivíduos normoglicêmicos seguido por 12 anos, 201 desenvolveram diabetes.  Nesses a quantidade desses aminoácidos estava mais alta que na população que não desenvolveu DM2, conferindo uma chance cinco vezes maior de devolver a doença dentro de 12 anos.

A detecção precoce é fundamental porque pode ajudar a prevenir complicações como a cegueira, doenças cardíacas, derrame, insuficiência renal e amputação.

No entanto, os pesquisadores dizem que mais estudos são necessários antes que o teste pode ser recomendado para uso geral.

Esse estudo foi publicado na revista Nature e usou uma técnica conhecida como metaboloma, que é definido como...

A mortalidade cardiovascular é a principal causa de mortalidade no paciente com diabetes. Uma característica interessante e já bem estabelecida da doença cardiovascular é que são necessários vários fatores de risco atuando em conjunto para que ela aconteça. Da mesma forma, o tratamento mais adequado é aquele que engloba mais amplamente o máximo desses fatores.

Uma excelente notícia é que a quantidade de pessoas que fuma vem diminuindo, assim como o nível de colesterol sanguíneo, que tem sido tratado mais adequadamente pelos médicos. A hipertensão é o único membro dessa lista tríplice que vem diminuindo a passos mais lentos. Cigarro, Colesterol e Hipertensão são sem dúvida os três principais fatores de risco para a doença cardiovascular.

O NHANES - National Health and Nutrition Examination Survey – é uma ampla amostragem feita nos Estados Unidos Bi-anualmente e que traz dados interessantíssimos. A revista Diabetes Care trouxe uma análise feita pelo Dr. Earl...

Um tipo de seringa que utiliza a pressão em vez de uma agulha para penetrar na epiderme. Esse é o já famoso Jet Injector, que achei melhor não tentar traduzir. O protótipo original, conhecida como a arma da paz, foi inventado em 1940 pelo Dr. Robert Andrew Hingson. Eles são usados principalmente por diabéticos para injetar a insulina como uma alternativa para seringas de agulha, embora eles ainda não sejam muito comuns.

Injetores de insulina liberam um fino spray de insulina através da pele por um mecanismo de alta pressão, dispensando o uso da agulha. Enquanto isto pode parecer indolor, não é. O conselho é não comprar antes de experimentar. Desvantagens de injetores incluem:

• Hematomas nos locais de aplicação 
• A maioria das pessoas relatam mais dor do que com aplicadores tradicionais
• É demorado para preparar e limpar o injetor (alguns modelos mais recentes têm câmaras de injeção descartáveis, mas...

Pacientes com diabetes tem um risco de desenvolver doença cardiovascular que aumenta ao longo do tempo, igualando o risco de quem já teve doença coronariana após 5 a 10 anos de doença.

As complicações da aterosclerose usualmente aparecem na vida adulta, porém crianças com fatores de risco para a doença coronariana podem apresentar precocemente lesões no endotélio que as colocam em risco aumentado e progressivo para essas complicações.

Os grandes estudos de tratamento intensivo, como o STENO-2, tem mostrado que mais do que o controle glicêmico, os níveis de pressão arterial, colesterol e o tabagismo são os principais itens  que colaboram com, e aceleram a doença cardíaca coronariana.

A prevalência de hipertensão arterial entre adolescentes (12-19anos) é muito maior do que se imagina. Na população adolescente geral gira em torno de 8%, nos adolescentes com diabetes tipo 2 é maior que 70% e nos adolescentes com diabetes tipo 1 é...

Antes de começar, deixo para você leitor, decidir se esse texto é uma brincadeira recheada de verdades ou uma verdade recheada de brincadeiras.

Nos últimos anos a endocrinologia mundial tem sido defrontada com um problema. Muitas drogas surgem cheias de promessas e são retiradas do mercado quase na mesma velocidade.

Remédios promissores foram retirados após a constatação de efeitos colaterais graves como aumento de infarto do miocárdio, suicídio, câncer, etc...

O problema pode ser olhado sempre de dois lados. Uns podem dizer que houve falta de critério na inserção das drogas no mercado, e outros que na verdade, hoje temos uma massa crítica maior de cientistas que investigam os efeitos de forma mais séria e descobrimos mais problemas, e nessa segunda linha se questiona o fato de que, se submetéssemos as drogas antigas ao mesmo crivo rigoroso atual, qual delas sobreviveria além da metformina?

O fato é que a cada...

A endocrinologia é realmente uma especialidade maravilhosa. O óbvio não impera e os conceitos se acumulam e se transformam em uma velocidade espantosa. O que parecia óbvio e fácil de ser provado cai por terra ao se abrirem os resultados dos estudos. Controle estrito do diabetes = menos mortalidade cardiovascular(CV). Mais ou menos! Depende do referencial adotado.

Estivesse vivo e talvez Einstein se empolgaria com a Endocrinologia. Tudo é relativo, pois como explica sua teoria mais famosa, dois referenciais diferentes oferecem visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, de um mesmo efeito.

O Look AHEAD foi positivo e negativo ao mesmo tempo. Qualquer investigação científica séria é positiva em sua origem, mesmo que os resultados não sejam tão animadores. Mas é frustrante observar que uma perda de peso importante e sustentada é difícil de se obter sem medicação. Mesmo se atingindo uma perda de 5% do peso corporal, considerada por muitos...

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