A ideia neste mês é apresentar resultados de dois estudos que, de certa forma, buscaram responder a essa questão, “O que motiva ou desmotiva quem tem diabetes?”. O interessante sobre essas pesquisas é o fato de serem, de certa forma, complementares. A primeira delas se dedicou a pesquisar a questão com 31 adolescentes (13 a 18 anos) com diabetes tipo 1, e teve como objetivo principal verificar a importância de pessoas próximas (familiares, pares/amigos e profissionais de saúde).1 A segunda foi feita com 52 adultos/idosos com diabetes, doença cardíaca ou pulmonar.2

Um dos interessantes resultados do estudo com adolescentes foi em relação à percepção menos negativa do que se esperava quanto a viver com diabetes, ilustrado por alguns relatos de o diabetes ter se tornado algo natural. Esses mesmos participantes revelam que o diabetes teve grande influência sobre suas vidas, incluindo o desenvolvimento de maturidade precoce, que moldou até mesmo quem são....

Em abril de 2012 realizou-se em Kopenhagen na Dinamarca, o European Diabetes Leadership Forum.

O evento reuniu o Príncipe da Dinamarca, HRH Prince Joachim of Denmark, a Primeira Ministra da Dinamarca, Helle Thorning Schimidt, o Ministro da Saúde do Reino-Unido, Paul Burtow, o ex-secretário das Nações Unidas, Kofi Annan, a Ministra da Saúde da Dinamarca, Astrid Krag, a Diretora da WHO para a Europa, Zsuzsanna Jakab e mais 46 personalidades de influência na área da saúde de diversos países europeus e outros países. Neste encontro discutiu-se Prevenção, Detecção Precoce e Otimização do Controle do Diabetes.

A Sociedade Brasileira de Diabetes esteve representada pelo Professor Marcello Bertoluci(RS) Coordenador do Departamento Cardiovascular da SBD que enviou ao nosso site uma matéria postada em tempo real ao evento.

Um dos desafios considerados foi a qualificação de Profissionais da Saúde necessários à escalada da prevalência do diabetes que se espera em todo o mundo....

ARTIGO DE REVISÃO: Gut microbiota, probiotics and diabetes. Aline Corado Gomes, Allain Amador Bueno, Rávila Graziany Machado de Souza,João Felipe Mota. Nutrition Journal 2014, 13:60

Os autores elaboraram um artigo de revisão que relaciona a microbiota intestinal com o desenvolvimento do diabetes tipo 1 e 2, discutindo também sobre os benefícios obtidos na prevenção e tratamento do DM1 e DM2 a partir da modulação dessa microbiota com a administração de probióticos.

O artigo é introduzido a partir de uma abordagem sobre a relação existente entre o aumento do processo inflamatório com os mecanismos moleculares que contribuem com a resistência à insulina e com a autoimunidade. Esse processo inflamatório pode ser exacerbado pela disbiose, que contribui com o aumento da permeabilidade intestinal, favorecendo a translocação do lipopolissacarídeo bacteriano (LPS), componente presente na parede celular de bactérias gram-negativas, resultando em endotoxemia metebólica.

A relação entre a microbiota intestinal e o DM2 foi...

O foco principal das pesquisas sobre o pâncreas artificial (PA) tem sido os desenvolvimentos técnicos tais como o tempo de manutenção de níveis glicêmicos adequados ou a prevenção de hipoglicemias. Poucos estudos tentaram descobrir as expectativas dos usuários em relação à tecnológica do PA.

O estudo incluiu pacientes adultos e pais de crianças com DM1 aos quais foi solicitado que preenchessem uma enquete online relacionada ao futuro uso e expectativas da tecnologia do PA. Enquete foi anunciada nas redes sociais e outras instituições dedicadas à assistência às pessoas com diabetes.

Os resultados mostraram que 266 pacientes responderam à enquete durante o período de um mês. Nada menos que 240 participantes indicaram que eles usariam um PA totalmente automático durante as 24 horas. Aproximadamente metade dos respondentes indicou que eles estariam propensos a utilizar esses recursos desde que funcionasse apenas durante a noite. Outros aspectos como tamanho, visibilidade e falta de...

Em 24/10/2015 foi realizado o 1o Simpósio de Psicologia e Diabetes da Santa Casa de BH, coordenado pelas Psicólogas Paula Lamego e Sônia Maulais, Mestres em Educação em Diabetes. Com a presença de 50 profissionais da Psicologia, membros de equipes dos três níveis de atenção à saúde (primária, secundária e terciária), em contato direto com pessoas com diabetes, o evento abordou a Interdisciplinaridade, a Psicologia Hospitalar e Diabetes, Problemas Emocionais Relacionados ao Diabetes e a Sobrecarga da Família/Cuidador no tratamento, além de extensa interação na apresentação do Projeto “Sempre Viva Bem com o Diabetes”, do Ambulatório de Diabetes Tipo 1 da Santa Casa de BH, o que mostra como os profissionais de Psicologia estão cada vez mais envolvidos no cuidado do portador de diabetes e de seus familiares.

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No “The Lancet” deste ano foi publicada uma revisão extensa e, ao mesmo tempo, sucinta sobre atualizações de consenso, controvérsias e mudanças quanto ao tratamento do diabetes mellitus em crianças e adolescentes. Seria impossível comentar sobre as 8 páginas e mais de 100 referências, por isso alguns pontos de destaque foram selecionados.

Para começar, os autores chamam a atenção para o aumento expressivo da incidência de diabetes na população de crianças e adolescentes, que, entre 2001 e 2009, foi de 21% nos EUA. Destes, 11% são de tipo 2, 0,25% diabetes neonatal (resultado de uma ou mais mutações, que levam ao desenvolvimento de diabetes antes dos 6 meses de idade) e 1,2% do tipo MODY. Aqui cabe destacar que o diabetes tipo 2 (DM2) em crianças e adolescentes (geralmente aparece a partir da puberdade, associado a fatores de risco como: obesidade, etnia e histórico familiar) é mais agressivo, de progressão...

Na sexta feira dia 07 de agosto, a Coordenação Central de Diabetes da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes Regional-DF, promoveu Simpósio de Atualização em Insulinoterapia com Análogos pela SES DF. Participaram médicos endocrinologistas, clínicos e farmacêuticos que atuam no Programa de Dispensação dessas insulinas na rede.

O Simpósio contou com a presença da professora Janice Reis da Santa Casa de Belo Horizonte, com o tema Atualização em insulinoterapia; da Dra. Hermelinda, Vice-Presidente da SBD e Coordenadora do Polo de Pesquisa da Unidade de Endocrinologia do Hospital Regional de Taguatinga-DF, que discorreu sobre o Panorama Nacional dos Análogos de Insulina no Brasil; Farmacêutica Anna Heliza, que abordou o Processo de Aquisição e o Impacto Orçamentário dos Análogos de Insulina; e da Dra. Eliziane Leite, Assistente da CCD, que apresentou os resultados atuais da monitorização do Programa de Análogos da SES-DF, após a...

O crescimento e o desenvolvimento são os principais indicadores da boa saúde de uma criança. Quando a ela passa a dar os primeiros passos, falar, bater palmas... e também o quanto ela mede e se seu crescimento está adequado para sua idade. Todos esses fatores, que são analisados em conjunto, ajudam a entender se a criança está dentro ou fora do esperado para sua faixa de idade.

O Diabetes tipo 1 se desenvolve quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina, e acontece comumente em crianças, adolescentes, adultos jovens, ou mesmo em bebês. É uma doença que pode interferir no crescimento e no desenvolvimento da criança, porque afeta os níveis de glicose no corpo.

As células do corpo necessitam da glicose como combustível para realizar suas tarefas. Células dos músculos (miócitos) precisam de glicose para se contraírem, células da retina (bastonetes e cones) precisam de glicose para enviar imagens da...

Introdução: A hiperglicemia hospitalar e um evento frequente desencadeado em pacientes com ou sem diabetes. A hemoglobina glicada (HbA1c), proporciona diferenciação entre hiperglicemia ocasionada devido variabilidade glicêmica secundaria a outros fatores da internação ou diabetes mellitus sem diagnostico prévio. Sendo assim, em virtude dos efeitos deletérios desencadeados pela hiperglicemia, justifica nosso interesse na avaliação da HbA1c e sua relação com a evolução clinica dos pacientes internados, apresentando ou não diagnostico de DM.

Objetivo: Utilizar a HbA1c como ferramenta diagnóstica e preditiva da evolução clínica de pacientes com e sem diagnostico de diabetes mellitus, avaliada durante período de internação hospitalar e sua relação com as complicações hospitalares.

Método: Análise da HbA1c de 100 pacientes com hiperglicemia hospitalar internados no Hospital Samaritano por outras patologias clínicas em um período de um ano. De acordo com o American Diabetes Association (ADA) definiu - se como hiperglicemia hospitalar valores glicêmicos acima de 140 mg/dl avaliadas...

Pode parecer óbvio que a prática de atividade física, especialmente se regular e planejada (exercício físico), auxilia na prevenção de complicações através da melhoria do controle glicêmico. Contudo, pesquisadores indicam que não é só isso. Ou melhor, a prática regular de atividade física, aliada a um estilo de vida saudável (com destaque à alimentação), pode melhorar outros fatores de risco para o desenvolvimento de complicações, incluindo: hipertensão, dislipidemia e obesidade. Mesmo para quem não tem diabetes, o investimento também vale a pena. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a inatividade física é a principal causa de aproximadamente 21%-25% dos cânceres de mama e de cólon, 27% dos casos de diabetes e aproximadamente 30% da carga de doença isquêmica do coração

No caso de estudos durante acampamentos de diabetes, nos quais as crianças praticam atividade física todos os dias e se alimentam de forma saudável, os resultados são...

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