Em abril de 2012 realizou-se em Kopenhagen na Dinamarca, o European Diabetes Leadership Forum.

O evento reuniu o Príncipe da Dinamarca, HRH Prince Joachim of Denmark, a Primeira Ministra da Dinamarca, Helle Thorning Schimidt, o Ministro da Saúde do Reino-Unido, Paul Burtow, o ex-secretário das Nações Unidas, Kofi Annan, a Ministra da Saúde da Dinamarca, Astrid Krag, a Diretora da WHO para a Europa, Zsuzsanna Jakab e mais 46 personalidades de influência na área da saúde de diversos países europeus e outros países. Neste encontro discutiu-se Prevenção, Detecção Precoce e Otimização do Controle do Diabetes.

A Sociedade Brasileira de Diabetes esteve representada pelo Professor Marcello Bertoluci(RS) Coordenador do Departamento Cardiovascular da SBD que enviou ao nosso site uma matéria postada em tempo real ao evento.

Um dos desafios considerados foi a qualificação de Profissionais da Saúde necessários à escalada da prevalência do diabetes que se espera em todo o mundo....

ARTIGO DE REVISÃO: Gut microbiota, probiotics and diabetes. Aline Corado Gomes, Allain Amador Bueno, Rávila Graziany Machado de Souza,João Felipe Mota. Nutrition Journal 2014, 13:60

Os autores elaboraram um artigo de revisão que relaciona a microbiota intestinal com o desenvolvimento do diabetes tipo 1 e 2, discutindo também sobre os benefícios obtidos na prevenção e tratamento do DM1 e DM2 a partir da modulação dessa microbiota com a administração de probióticos.

O artigo é introduzido a partir de uma abordagem sobre a relação existente entre o aumento do processo inflamatório com os mecanismos moleculares que contribuem com a resistência à insulina e com a autoimunidade. Esse processo inflamatório pode ser exacerbado pela disbiose, que contribui com o aumento da permeabilidade intestinal, favorecendo a translocação do lipopolissacarídeo bacteriano (LPS), componente presente na parede celular de bactérias gram-negativas, resultando em endotoxemia metebólica.

A relação entre a microbiota intestinal e o DM2 foi...

O foco principal das pesquisas sobre o pâncreas artificial (PA) tem sido os desenvolvimentos técnicos tais como o tempo de manutenção de níveis glicêmicos adequados ou a prevenção de hipoglicemias. Poucos estudos tentaram descobrir as expectativas dos usuários em relação à tecnológica do PA.

O estudo incluiu pacientes adultos e pais de crianças com DM1 aos quais foi solicitado que preenchessem uma enquete online relacionada ao futuro uso e expectativas da tecnologia do PA. Enquete foi anunciada nas redes sociais e outras instituições dedicadas à assistência às pessoas com diabetes.

Os resultados mostraram que 266 pacientes responderam à enquete durante o período de um mês. Nada menos que 240 participantes indicaram que eles usariam um PA totalmente automático durante as 24 horas. Aproximadamente metade dos respondentes indicou que eles estariam propensos a utilizar esses recursos desde que funcionasse apenas durante a noite. Outros aspectos como tamanho, visibilidade e falta de...

Em 24/10/2015 foi realizado o 1o Simpósio de Psicologia e Diabetes da Santa Casa de BH, coordenado pelas Psicólogas Paula Lamego e Sônia Maulais, Mestres em Educação em Diabetes. Com a presença de 50 profissionais da Psicologia, membros de equipes dos três níveis de atenção à saúde (primária, secundária e terciária), em contato direto com pessoas com diabetes, o evento abordou a Interdisciplinaridade, a Psicologia Hospitalar e Diabetes, Problemas Emocionais Relacionados ao Diabetes e a Sobrecarga da Família/Cuidador no tratamento, além de extensa interação na apresentação do Projeto “Sempre Viva Bem com o Diabetes”, do Ambulatório de Diabetes Tipo 1 da Santa Casa de BH, o que mostra como os profissionais de Psicologia estão cada vez mais envolvidos no cuidado do portador de diabetes e de seus familiares.

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No “The Lancet” deste ano foi publicada uma revisão extensa e, ao mesmo tempo, sucinta sobre atualizações de consenso, controvérsias e mudanças quanto ao tratamento do diabetes mellitus em crianças e adolescentes. Seria impossível comentar sobre as 8 páginas e mais de 100 referências, por isso alguns pontos de destaque foram selecionados.

Para começar, os autores chamam a atenção para o aumento expressivo da incidência de diabetes na população de crianças e adolescentes, que, entre 2001 e 2009, foi de 21% nos EUA. Destes, 11% são de tipo 2, 0,25% diabetes neonatal (resultado de uma ou mais mutações, que levam ao desenvolvimento de diabetes antes dos 6 meses de idade) e 1,2% do tipo MODY. Aqui cabe destacar que o diabetes tipo 2 (DM2) em crianças e adolescentes (geralmente aparece a partir da puberdade, associado a fatores de risco como: obesidade, etnia e histórico familiar) é mais agressivo, de progressão...

Na sexta feira dia 07 de agosto, a Coordenação Central de Diabetes da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes Regional-DF, promoveu Simpósio de Atualização em Insulinoterapia com Análogos pela SES DF. Participaram médicos endocrinologistas, clínicos e farmacêuticos que atuam no Programa de Dispensação dessas insulinas na rede.

O Simpósio contou com a presença da professora Janice Reis da Santa Casa de Belo Horizonte, com o tema Atualização em insulinoterapia; da Dra. Hermelinda, Vice-Presidente da SBD e Coordenadora do Polo de Pesquisa da Unidade de Endocrinologia do Hospital Regional de Taguatinga-DF, que discorreu sobre o Panorama Nacional dos Análogos de Insulina no Brasil; Farmacêutica Anna Heliza, que abordou o Processo de Aquisição e o Impacto Orçamentário dos Análogos de Insulina; e da Dra. Eliziane Leite, Assistente da CCD, que apresentou os resultados atuais da monitorização do Programa de Análogos da SES-DF, após a...

O crescimento e o desenvolvimento são os principais indicadores da boa saúde de uma criança. Quando a ela passa a dar os primeiros passos, falar, bater palmas... e também o quanto ela mede e se seu crescimento está adequado para sua idade. Todos esses fatores, que são analisados em conjunto, ajudam a entender se a criança está dentro ou fora do esperado para sua faixa de idade.

O Diabetes tipo 1 se desenvolve quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina, e acontece comumente em crianças, adolescentes, adultos jovens, ou mesmo em bebês. É uma doença que pode interferir no crescimento e no desenvolvimento da criança, porque afeta os níveis de glicose no corpo.

As células do corpo necessitam da glicose como combustível para realizar suas tarefas. Células dos músculos (miócitos) precisam de glicose para se contraírem, células da retina (bastonetes e cones) precisam de glicose para enviar imagens da...

Introdução: A hiperglicemia hospitalar e um evento frequente desencadeado em pacientes com ou sem diabetes. A hemoglobina glicada (HbA1c), proporciona diferenciação entre hiperglicemia ocasionada devido variabilidade glicêmica secundaria a outros fatores da internação ou diabetes mellitus sem diagnostico prévio. Sendo assim, em virtude dos efeitos deletérios desencadeados pela hiperglicemia, justifica nosso interesse na avaliação da HbA1c e sua relação com a evolução clinica dos pacientes internados, apresentando ou não diagnostico de DM.

Objetivo: Utilizar a HbA1c como ferramenta diagnóstica e preditiva da evolução clínica de pacientes com e sem diagnostico de diabetes mellitus, avaliada durante período de internação hospitalar e sua relação com as complicações hospitalares.

Método: Análise da HbA1c de 100 pacientes com hiperglicemia hospitalar internados no Hospital Samaritano por outras patologias clínicas em um período de um ano. De acordo com o American Diabetes Association (ADA) definiu - se como hiperglicemia hospitalar valores glicêmicos acima de 140 mg/dl avaliadas...

Pode parecer óbvio que a prática de atividade física, especialmente se regular e planejada (exercício físico), auxilia na prevenção de complicações através da melhoria do controle glicêmico. Contudo, pesquisadores indicam que não é só isso. Ou melhor, a prática regular de atividade física, aliada a um estilo de vida saudável (com destaque à alimentação), pode melhorar outros fatores de risco para o desenvolvimento de complicações, incluindo: hipertensão, dislipidemia e obesidade. Mesmo para quem não tem diabetes, o investimento também vale a pena. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a inatividade física é a principal causa de aproximadamente 21%-25% dos cânceres de mama e de cólon, 27% dos casos de diabetes e aproximadamente 30% da carga de doença isquêmica do coração

No caso de estudos durante acampamentos de diabetes, nos quais as crianças praticam atividade física todos os dias e se alimentam de forma saudável, os resultados são...

A Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético (ABAD) promove concurso fotográfico para pessoas com diabetes, tendo em vista que o paciente diabético muitas vezes apresenta uma prejudicial negação de sua condição, com sensação de revolta frente ao diabetes. Outros se adaptam bem. Muitos não sabem verbalizar suas sensações. A ideia do Concurso é que o paciente diabético consiga manifestar de forma artística sua relação com esta doença.

Sendo assim, lançamos o Concurso "DIABETES E VOCÊ: UM OLHAR ARTÍSTICO SOBRE O DIABETES". As pessoas poderão enviar fotos através do Instagram @abadbotucatu mencionando a hashtag #abadevocê – ou do e-mail para a ABAD: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Existem cerca de 12 milhões de brasileiros diabéticos, segundo ao IDF - International Diabetes Federation (Atlas Diabetes – 6th Edition), e o Brasil se encontra na quarta colocação em número de diabéticos no mundo, perdendo somente para a China, Índia e EUA. O diabetes é um sério problema de saúde pública em todo o mundo e mesmo com o surgimento de novas tecnologias, como o pâncreas artificial, medidores de glicose que não precisam de picadas, insulina inalada, que dispensa o uso de agulha, sem Educação (conhecimento), o tratamento fica comprometido, podendo levar ao surgimento das comorbidades inerentes do descontrole glicêmico como: retinopatia, neuropatia, nefropatia, doenças cardiovasculares, amputação e disfunção erétil.

“Diabetes com Educação é Diabetes sem Complicação”

O tratamento do Diabetes requer uma equipe multidisciplinar constituída por médico, nutricionista, Educador físico, psicologo, enfermeiro e também o farmacêutico, pois este profissional esta apto para fazer muito mais do que simplesmente dispensar medicamentos.

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Os pacientes com Doença Arterial Periférica (DAP) têm, sabidamente, uma má qualidade de vida, mais doença cardiovascular e mortalidade prematura, além da inerente dificuldade para cicatrização diante da presença de uma úlcera do pé diabético (UPD) e chance maior de amputação. Diante de DAP, é importante considerar quais testes devem ser utilizados para avaliação, visando-se determinar a chance de cicatrização, na presença de uma UPD.

No estudo Eurodiale, com 1.229 pacientes em 14 centros europeus, verificou-se- que a presença de DAP versus ausência de DAP desfavoreceu a cicatrização  (69% vs. 84%), o mesmo sendo observado em relação à amputação (8% vs. 2%), respectivamente. O perfil com pior prognóstico de cicatrização foi: sexo masculino, insuficiência renal terminal, não-deambulação, UPD de grande área.

A publicação da mais recente revisão sobre Peripheral Arterial Disease (DAP), do International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF, Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético), ocorreu em...

Relevância da programação materna na etiologia do Diabetes tipo 2.

A incidência de obesidade e diabetes mellitus tipo 2 (DMT2) têm aumentado em todo o mundo. Durante as últimas décadas, estas patologias atingiram um nível alarmante, principalmente entre as crianças. As mulheres estão, atualmente, mais propensas do que nunca a entrar na gestação com indicadores de obesidade. Como consequência, verifica-se uma elevação na taxa de incidência de diabetes mellitus gestacional.

 Essas prevalências representam uma séria situação de saúde pública, visto que o diabetes é uma doença sistêmica que afeta todos os órgãos, além de predispor os indivíduos a complicações graves. Além da epidemia de obesidade adulta, de 1990 a 2010, a incidência mundial de obesidade infantil aumentou de 4,2% para 6,7% sendo responsável por cerca de 43 milhões de crianças Este número deverá aumentar para cerca de 60 milhões de crianças até o ano de 2020, se a atual tendência...

Artigo comentado: Easy and flexible carbohydrate counting sliding scale reduces blood glucose of hospitalized diabetic patient in safety. Diabetes Research and Clinical Practice 2011; 93 (3) 404 – 409.

O artigo intitulado: “Escala simples e flexível de contagem de carboidratos reduz, com segurança, a glicemia de pacientes diabéticos hospitalizados” foi publicado no periódico Diabetes Research and Clinical Practice por Masakazu Hirose e colaboradores. O artigo propõe uma escala que combina contagem de carboidratos, de acordo com a razão insulina: carboidratos, e uma adaptação da escala convencional de correção de hiperglicemias, comumente utilizada no ambiente hospitalar, para simplificar os ajustes insulínicos. Os pesquisadores questionam a efetividade dessa escala convencional, representada na Figura 1, sobretudo para pacientes hospitalizados, em pós-operatórios e em Unidades de Terapia Intensiva, que necessitam de um estrito controle glicêmico. Nesta escala as doses de insulina não são ajustadas de acordo com o consumo alimentar.

Figura 1 – Escala...

Na sociedade moderna, não é surpreendente que ocorra o desenvolvimento e/ou progressão de uma grande variedade de doenças advindas do desalinhamento nos ritmos naturais (com base no dia de 24 horas) incluindo doenças inflamatórias e metabólicas.

O relógio circadiano é um mecanismo que tem como principal função sincronizar o sistema endógeno em um período de 24 horas. Os ritmos circadianos são uma característica crítica e proeminente das células, tecidos e órgãos, que auxiliam o organismo a executar suas funções com mais eficiência. Além disso, os ritmos circadianos controlam uma variedade de processos biológicos, incluindo: ciclo do sono, temperatura corporal, secreção hormonal, função intestinal, homeostase da glicose e função imunológica (1).

O ritmo biológico é regulado pelo núcleo supraquiasmático (NSQ), localizado no hipotálamo. O NSQ é regulado por estímulos de células ganglionares da retina e é por este mecanismo que direciona os aspectos fisiológicos das fases clara e escura do ciclo....

Este estudo teve como objetivo estabelecer a relação entre o consumo diário de leite e derivados com o risco de DM2 em uma população asiática. Trata-se de um estudo caso controle, sendo 178 casos de DM2 e 520 controles pareados participantes do estudo de lipídes e glicose Teerã. Como resultados observou-se risco 27% menor em indivíduos que consumiram 100g/dia equivalente à 97,7 mL (IC 95%:0,52 – 1,02).

O consumo de leite foi inversamente associado com o diabetes após ajuste para fatores de confusão. O consumo de leite foi associado à diminuição do risco de DM2 em homens, mas o mesmo não foi observado em mulheres. A cada 100g ou 97,7 mL no aumento na ingestão de leite correspondeu à 41% de redução do risco para DM2 já com todas as variáveis ajustadas (IC 95%: 0,39 – 0,89).

Em conclusão, não há associação significativa entre diabetes e ingestão diária de produtos...

Nas últimas décadas, evidências têm se acumulado de que o peptídeo-C, diferente do que se pensava, tem sim efeito fisiológico. No presente artigo serão discutidos os dados compilados em uma recém-publicada revisão sobre o tema.1 Como não poderia deixar de ser, os autores da revisão começam o texto com informações sobre a descoberta dessa molécula, em 1967, e dão prosseguimento revelando resultados de estudos que não identificaram inicialmente que ela tinha ação biológica. Sabendo-se, então, que o peptídeo-C faz parte da molécula de pró-insulina, que, ao ser clivada, dá origem a esse peptídeo e à insulina, ambos armazenados e secretados juntos nas células-beta pancreáticas, entendeu-se que seria apenas um resíduo resultante da formação da insulina.

Com isso, a dosagem de peptídeo-C consagrou-se como forma indireta para detectar e quantificar a produção de insulina. Conforme observado em pesquisa, no próprio site da SBD pelo termo “peptídeo-C“, a maioria dos autores citam...

A chegada da menopausa é uma fase que gera muitas dúvidas para as mulheres. Algumas vezes os sintomas se iniciam anos antes, período chamado de perimenopausa ou permanecem por cerca de 3 anos após a parada da menstruação. O fato é que de qualquer forma a menopausa incomoda a grande maioria das mulheres, seja por conta de sintomas físicos como os fogachos (o “calorão”) ou sintomas psíquicos como perda de motivação no trabalho ou na vida sexual.

Além disso, é sabido que a menopausa é uma fase de transição. A parada da produção dos hormônios femininos e o consequente término dos ciclos menstruais vão alterar a condição física da mulher, que deverá se adaptar a esta nova fase da vida. E, para a mulher com diagnóstico de diabetes, alguns cuidados são importantes nesta mudança.

Seja diabética tipo 1 ou 2, a preocupação na fase da menopausa deve começar com o...

O efeito do controle glicêmico intensivo sobre os desfechos renais mais importantes em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) ainda não está bem esclarecido. Para a avaliação dessa pendência, o estudo ADVANCE incluiu randomicamente 11.140 participantes divididos em dois grupos: o primeiro tratado com uma estratégia intensiva de redução da glicemia (meta de A1C ≤6,5%) e o segundo seguiu apenas o controle padrão da glicemia.

Os efeitos dos tratamentos mencionados sobre a doença renal em estágio final (incluindo necessidade de diálise ou de transplante renal) incluíram os seguintes parâmetros: total de eventos renais, morte renal, duplicação dos níveis de creatinina, macro ou microalbuminúria de início recente e progressão ou regressão da albuminúria.

Após um seguimento mediano de cinco anos, a A1C média foi de 6,5% no grupo intensivo e de 7,3% no grupo de tratamento padrão. O controle glicêmico intensivo reduziu significativamente o risco de doença renal em estágio final...

A sarcopenia é caracterizada pela perda progressiva da massa, força e/ou função muscular e está comumente associada ao processo de envelhecimento. Sua etiologia é multifatorial, sendo a alteração da síntese de proteínas, a proteólise, a redução da integridade neuromuscular e o aumento do processo inflamatório, alguns dos determinantes do aparecimento e da progressão desta condição clínica 2,4,5.

A má nutrição e o sedentarismo podem agravar o quadro3, em especial em idosos com diabetes tipo 26-8. Os mecanismos envolvidos ainda não estão totalmente esclarecidos, mas diversos estudos têm identificado um maior declínio da massa muscular em idosos com diabetes, quando comparados com idosos sem a patologia4.

Diversas estratégias nutricionais têm sido pesquisadas visando a promoção do anabolismo protéico e a prevenção da redução da massa muscular3,9. Dentre elas, a adequação calórico-protéica da alimentação, somada em especial ao exercício resistido, tem sido a mais promissora9,10.

Destaca-se que, além do aumento do tecido adiposo...

Preparava-me para escrever sobre hipoglicemias noturnas, quando me deparei com um curto artigo na PLoS Medicine1, em que hipoglicemias graves, ou severas, e assintomáticas também eram exploradas. Então, lembrei-me das estratégias publicadas pela JDRF2 para reverter hipoglicemias assintomáticas, o que me fez optar por uma discreta mudança do tema deste mês.

Para começar, é importante lembrar que a secreção de hormônios responsáveis pelo controle da glicemia, e da hipoglicemia, é comprometida em quem tem diabetes tipo 1. É, justamente, graças à ação desses hormônios, que quem não tem diabetes dificilmente apresenta hipoglicemia. Entre eles, fundamentais para a contrarregulação, estão o glucagon e a adrenalina. Um dos principais motivos para essa desregulação é o fato de a insulina, que já foi injetada, não ser inibida com a baixa da glicemia. Com isso, a ação desse hormônio (insulina), além de estimular a continuidade da retirada da glicose do sangue, inibe a liberação...

A forma mais grave de doença gengival é a periodontite. Quando o paciente atinge esse estágio o tecido gengival começa a se afastar dos dentes fazendo surgir espaços entre os dentes e a gengiva. Esses espaços são preenchidos por germes e pus e, assim, se aprofundam. Quando isso acontece, pode haver necessidade de cirurgia gengival para salvar o dente. Se nada for feito, a infecção progride e destrói o osso ao redor do dente, que se torna móvel e frouxo, podendo cair ou necessitar de remoção.

  • Há uma prevalência aumentada de doenças gengival em indivíduos com diabetes, caracterizando essa séria doença gengival como uma das complicações associadas ao diabetes, como a doença cardíaca, o derrame cerebral e a doença renal.
  • Existe uma relação bidirecional entre doença gengival grave e diabetes: isso significa que pessoas com diabetes são mais sensíveis a doenças gengivais mas, também, as pessoas que apresentam doença gengival...

O assunto é pertinente em se tratando de doenças crônicas silenciosas e comorbidades ou complicações em longo prazo. O diabetes mellitus encaixa-se nesta situação peculiar, aliando-se à hipertensão arterial, dislipidemias e fatores hereditários nos danos orgânicos já conhecidos na prática médica de forma usual. O dever terapêutico neste contexto é PREVENIR E EVITAR adversidades não poucas vezes irreversíveis.

A polipílula (já em fase de experimentação em pacientes cardiopatas ou com riscos de eventos C.V.) vem como proposta interessante, teoricamente racional, para aumentar a adesão ao tratamento antidiabético.

Diagnósticos não trabalhosos, um simples check up pode detectar estas tais doenças silenciosas, porém, esbarra-se, a seguir, na personalidade, no “modus vivendi”, no comportamento e nas crenças de vida do paciente. Aderir metodicamente ao tratamento, eis o desafio maior (“aí a coisa pega”).

O diabetes mellitus, com múltiplos mecanismos fisiopatológicos, requer atuações em várias frentes, exigindo da relação médico-paciente um rigor metódico para...


O diabetes é uma doença que afeta cerca de 14 milhões de Brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. E, além de ser muito comum, suas complicações são bastante temidas: amputações, hemodiálise ou perda da visão, além de infartos ou derrames. Diante da gravidade do problema, é natural que busquemos incessantemente a cura da diabetes. Mas será que realmente a diabetes tem cura?

Quando analisamos pela óptica da medicina, na realidade, o diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais. Mas, uma vez que a pessoa já foi diagnosticada com diabetes, ela será sempre diabética, bem controlada, mas terá que ter os cuidados e monitoramento regulares.

Muitas vezes, fala-se em cura do diabetes quando, no caso do diabetes tipo 2, se a pessoa desenvolve...

O estresse é uma reação do seu corpo quando ele sente como se estivesse sob um ataque. Os desencadeantes do estresse podem ser físicos (lesões ou doenças) ou mentais (problemas no casamento, no trabalho, financeiros).

Quando o estresse aparece, seu corpo se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios que servem para mobilizar uma grande quantidade de energia que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em diabéticos esta resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue levar esta energia extra para dentro das células. E a glicose sobe no sangue.

Desta forma, os hormônios de estresse podem alterar diretamente sua glicemia, impedindo seu corpo de produzir insulina ou mesmo utilizá-la adequadamente.

Em pessoas com diabetes, o estresse pode afetar a glicemia de duas formas:

1....

Além de felicidade, paz, amor e saúde, é possível esperar para 2015 muitas novidades em termos de medicamentos e tecnologias médicas que facilitem o manejo do diabetes e o controle da glicemia. Durante de 2014, muitos anúncios, resultados de pesquisas, lançamentos e pré-lançamentos mundiais apontaram para essas novidades. Além disso, eventos científicos nacionais e internacionais não faltarão para que elas sejam conhecidas (muitos deles já divulgados site da SBD: www.diabetes.org.br/eventos.

Dentre as novidades lançadas no Brasil, e amplamente divulgadas, vale a pena lembrar da insulina Degludec, primeira insulina basal a apresentar período total de ação bastante maior que 24 horas. Outro medicamento há muito aguardado para uso em diabetes tipo 2, a Dapagliflozina, também foi lançado, permitindo a eliminação de glicose na urina mais precocemente (antes que ocorra hiperglicemia). Além da bomba de insulina Veo®, que suspende a liberação de insulina quando é atingido determinado valor de glicose pré-programado, a...

O que é pré-diabetes?

Pré-diabetes não é propriamente um diagnóstico, mas sim um estado de risco aumentado para o aparecimento de diabetes mellitus tipo 2. Pessoas com níveis de elevados de glicose (açúcar no sangue), obesidade e forte história étnica ou familiar de diabetes, podem ser consideradas de risco.

Quais fatores indicam que uma pessoa é pré-diabética?

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão ao diabetes quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicada, além tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

Esse...

A incapacidade do organismo em utilizar a glicose pela falta de insulina (hormônio anabólico) pode levar o paciente diabético ao catabolismo, com proteólise e lipólise como mecanismos de fornecer energia1-3,. Além disso, as restrições alimentares impostas para os indivíduos diabéticos podem reduzir o consumo energético-proteico. Estes fatores contribuem para que o diabetes seja associado ao aumento do risco nutricional, desnutrição e sarcopenia, principalmente em pacientes diabéticos idosos. Quando o paciente diabético não consegue atingir a necessidade calórica ou proteica são necessárias adaptações no plano alimentar, incluindo a prescrição de suplementos orais4.

Pacientes diabéticos com indicação de suplementos orais podem receber suplementos padrão, mas as fórmulas especializadas para diabetes são as mais indicadas. Os suplementos orais especializados para diabetes fornecem menor teor de carboidratos, além de conterem carboidratos de baixo índice glicêmico, que melhoram os níveis de glicemia pós-prandial. São formulações com maiores concentrações de ácidos graxos monoinsaturados, que aumentam a...

Hoje em dia está cada vez mais comum vermos pessoas utilizando piercing e tatuagens. O preconceito diminuiu muito e virou até moda. Varias diabéticos estão tatuando “diabetes tipo1” e seu corpo como forma de alerta para caso de acidentes.

Se você quiser colocar um piercing ou fazer uma tatuagem , a regra de ouro é : “não faça nada enquanto estiver bêbado – você pode viver para se arrepender!” Lembre-se que para alguns procedimentos há necessidade de autorização dos pais se você for menor de 18 anos.

Vale sempre a pena discutir este tópicos com seu endocrinologista para evitar futuros descontentamentos.

- Tatuagens


Se você estiver bem controlado do seu diabetes, então o risco de fazer uma tatuagem são os mesmo s de qualquer outra pessoa.

Alguns riscos de fazer tatuagens são:

1. Infecção no local da tatuagem, principalmente se o local onde esta fazendo não é limpo ou se...

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