Existem cerca de 12 milhões de brasileiros diabéticos, segundo ao IDF - International Diabetes Federation (Atlas Diabetes – 6th Edition), e o Brasil se encontra na quarta colocação em número de diabéticos no mundo, perdendo somente para a China, Índia e EUA. O diabetes é um sério problema de saúde pública em todo o mundo e mesmo com o surgimento de novas tecnologias, como o pâncreas artificial, medidores de glicose que não precisam de picadas, insulina inalada, que dispensa o uso de agulha, sem Educação (conhecimento), o tratamento fica comprometido, podendo levar ao surgimento das comorbidades inerentes do descontrole glicêmico como: retinopatia, neuropatia, nefropatia, doenças cardiovasculares, amputação e disfunção erétil.

“Diabetes com Educação é Diabetes sem Complicação”

O tratamento do Diabetes requer uma equipe multidisciplinar constituída por médico, nutricionista, Educador físico, psicologo, enfermeiro e também o farmacêutico, pois este profissional esta apto para fazer muito mais do que simplesmente dispensar medicamentos.

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Os pacientes com Doença Arterial Periférica (DAP) têm, sabidamente, uma má qualidade de vida, mais doença cardiovascular e mortalidade prematura, além da inerente dificuldade para cicatrização diante da presença de uma úlcera do pé diabético (UPD) e chance maior de amputação. Diante de DAP, é importante considerar quais testes devem ser utilizados para avaliação, visando-se determinar a chance de cicatrização, na presença de uma UPD.

No estudo Eurodiale, com 1.229 pacientes em 14 centros europeus, verificou-se- que a presença de DAP versus ausência de DAP desfavoreceu a cicatrização  (69% vs. 84%), o mesmo sendo observado em relação à amputação (8% vs. 2%), respectivamente. O perfil com pior prognóstico de cicatrização foi: sexo masculino, insuficiência renal terminal, não-deambulação, UPD de grande área.

A publicação da mais recente revisão sobre Peripheral Arterial Disease (DAP), do International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF, Grupo de Trabalho Internacional sobre Pé Diabético), ocorreu em...

Relevância da programação materna na etiologia do Diabetes tipo 2.

A incidência de obesidade e diabetes mellitus tipo 2 (DMT2) têm aumentado em todo o mundo. Durante as últimas décadas, estas patologias atingiram um nível alarmante, principalmente entre as crianças. As mulheres estão, atualmente, mais propensas do que nunca a entrar na gestação com indicadores de obesidade. Como consequência, verifica-se uma elevação na taxa de incidência de diabetes mellitus gestacional.

 Essas prevalências representam uma séria situação de saúde pública, visto que o diabetes é uma doença sistêmica que afeta todos os órgãos, além de predispor os indivíduos a complicações graves. Além da epidemia de obesidade adulta, de 1990 a 2010, a incidência mundial de obesidade infantil aumentou de 4,2% para 6,7% sendo responsável por cerca de 43 milhões de crianças Este número deverá aumentar para cerca de 60 milhões de crianças até o ano de 2020, se a atual tendência...

Artigo comentado: Easy and flexible carbohydrate counting sliding scale reduces blood glucose of hospitalized diabetic patient in safety. Diabetes Research and Clinical Practice 2011; 93 (3) 404 – 409.

O artigo intitulado: “Escala simples e flexível de contagem de carboidratos reduz, com segurança, a glicemia de pacientes diabéticos hospitalizados” foi publicado no periódico Diabetes Research and Clinical Practice por Masakazu Hirose e colaboradores. O artigo propõe uma escala que combina contagem de carboidratos, de acordo com a razão insulina: carboidratos, e uma adaptação da escala convencional de correção de hiperglicemias, comumente utilizada no ambiente hospitalar, para simplificar os ajustes insulínicos. Os pesquisadores questionam a efetividade dessa escala convencional, representada na Figura 1, sobretudo para pacientes hospitalizados, em pós-operatórios e em Unidades de Terapia Intensiva, que necessitam de um estrito controle glicêmico. Nesta escala as doses de insulina não são ajustadas de acordo com o consumo alimentar.

Figura 1 – Escala...

Na sociedade moderna, não é surpreendente que ocorra o desenvolvimento e/ou progressão de uma grande variedade de doenças advindas do desalinhamento nos ritmos naturais (com base no dia de 24 horas) incluindo doenças inflamatórias e metabólicas.

O relógio circadiano é um mecanismo que tem como principal função sincronizar o sistema endógeno em um período de 24 horas. Os ritmos circadianos são uma característica crítica e proeminente das células, tecidos e órgãos, que auxiliam o organismo a executar suas funções com mais eficiência. Além disso, os ritmos circadianos controlam uma variedade de processos biológicos, incluindo: ciclo do sono, temperatura corporal, secreção hormonal, função intestinal, homeostase da glicose e função imunológica (1).

O ritmo biológico é regulado pelo núcleo supraquiasmático (NSQ), localizado no hipotálamo. O NSQ é regulado por estímulos de células ganglionares da retina e é por este mecanismo que direciona os aspectos fisiológicos das fases clara e escura do ciclo....

Este estudo teve como objetivo estabelecer a relação entre o consumo diário de leite e derivados com o risco de DM2 em uma população asiática. Trata-se de um estudo caso controle, sendo 178 casos de DM2 e 520 controles pareados participantes do estudo de lipídes e glicose Teerã. Como resultados observou-se risco 27% menor em indivíduos que consumiram 100g/dia equivalente à 97,7 mL (IC 95%:0,52 – 1,02).

O consumo de leite foi inversamente associado com o diabetes após ajuste para fatores de confusão. O consumo de leite foi associado à diminuição do risco de DM2 em homens, mas o mesmo não foi observado em mulheres. A cada 100g ou 97,7 mL no aumento na ingestão de leite correspondeu à 41% de redução do risco para DM2 já com todas as variáveis ajustadas (IC 95%: 0,39 – 0,89).

Em conclusão, não há associação significativa entre diabetes e ingestão diária de produtos...

Nas últimas décadas, evidências têm se acumulado de que o peptídeo-C, diferente do que se pensava, tem sim efeito fisiológico. No presente artigo serão discutidos os dados compilados em uma recém-publicada revisão sobre o tema.1 Como não poderia deixar de ser, os autores da revisão começam o texto com informações sobre a descoberta dessa molécula, em 1967, e dão prosseguimento revelando resultados de estudos que não identificaram inicialmente que ela tinha ação biológica. Sabendo-se, então, que o peptídeo-C faz parte da molécula de pró-insulina, que, ao ser clivada, dá origem a esse peptídeo e à insulina, ambos armazenados e secretados juntos nas células-beta pancreáticas, entendeu-se que seria apenas um resíduo resultante da formação da insulina.

Com isso, a dosagem de peptídeo-C consagrou-se como forma indireta para detectar e quantificar a produção de insulina. Conforme observado em pesquisa, no próprio site da SBD pelo termo “peptídeo-C“, a maioria dos autores citam...

A chegada da menopausa é uma fase que gera muitas dúvidas para as mulheres. Algumas vezes os sintomas se iniciam anos antes, período chamado de perimenopausa ou permanecem por cerca de 3 anos após a parada da menstruação. O fato é que de qualquer forma a menopausa incomoda a grande maioria das mulheres, seja por conta de sintomas físicos como os fogachos (o “calorão”) ou sintomas psíquicos como perda de motivação no trabalho ou na vida sexual.

Além disso, é sabido que a menopausa é uma fase de transição. A parada da produção dos hormônios femininos e o consequente término dos ciclos menstruais vão alterar a condição física da mulher, que deverá se adaptar a esta nova fase da vida. E, para a mulher com diagnóstico de diabetes, alguns cuidados são importantes nesta mudança.

Seja diabética tipo 1 ou 2, a preocupação na fase da menopausa deve começar com o...

O efeito do controle glicêmico intensivo sobre os desfechos renais mais importantes em pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) ainda não está bem esclarecido. Para a avaliação dessa pendência, o estudo ADVANCE incluiu randomicamente 11.140 participantes divididos em dois grupos: o primeiro tratado com uma estratégia intensiva de redução da glicemia (meta de A1C ≤6,5%) e o segundo seguiu apenas o controle padrão da glicemia.

Os efeitos dos tratamentos mencionados sobre a doença renal em estágio final (incluindo necessidade de diálise ou de transplante renal) incluíram os seguintes parâmetros: total de eventos renais, morte renal, duplicação dos níveis de creatinina, macro ou microalbuminúria de início recente e progressão ou regressão da albuminúria.

Após um seguimento mediano de cinco anos, a A1C média foi de 6,5% no grupo intensivo e de 7,3% no grupo de tratamento padrão. O controle glicêmico intensivo reduziu significativamente o risco de doença renal em estágio final...

A sarcopenia é caracterizada pela perda progressiva da massa, força e/ou função muscular e está comumente associada ao processo de envelhecimento. Sua etiologia é multifatorial, sendo a alteração da síntese de proteínas, a proteólise, a redução da integridade neuromuscular e o aumento do processo inflamatório, alguns dos determinantes do aparecimento e da progressão desta condição clínica 2,4,5.

A má nutrição e o sedentarismo podem agravar o quadro3, em especial em idosos com diabetes tipo 26-8. Os mecanismos envolvidos ainda não estão totalmente esclarecidos, mas diversos estudos têm identificado um maior declínio da massa muscular em idosos com diabetes, quando comparados com idosos sem a patologia4.

Diversas estratégias nutricionais têm sido pesquisadas visando a promoção do anabolismo protéico e a prevenção da redução da massa muscular3,9. Dentre elas, a adequação calórico-protéica da alimentação, somada em especial ao exercício resistido, tem sido a mais promissora9,10.

Destaca-se que, além do aumento do tecido adiposo...

Preparava-me para escrever sobre hipoglicemias noturnas, quando me deparei com um curto artigo na PLoS Medicine1, em que hipoglicemias graves, ou severas, e assintomáticas também eram exploradas. Então, lembrei-me das estratégias publicadas pela JDRF2 para reverter hipoglicemias assintomáticas, o que me fez optar por uma discreta mudança do tema deste mês.

Para começar, é importante lembrar que a secreção de hormônios responsáveis pelo controle da glicemia, e da hipoglicemia, é comprometida em quem tem diabetes tipo 1. É, justamente, graças à ação desses hormônios, que quem não tem diabetes dificilmente apresenta hipoglicemia. Entre eles, fundamentais para a contrarregulação, estão o glucagon e a adrenalina. Um dos principais motivos para essa desregulação é o fato de a insulina, que já foi injetada, não ser inibida com a baixa da glicemia. Com isso, a ação desse hormônio (insulina), além de estimular a continuidade da retirada da glicose do sangue, inibe a liberação...

A forma mais grave de doença gengival é a periodontite. Quando o paciente atinge esse estágio o tecido gengival começa a se afastar dos dentes fazendo surgir espaços entre os dentes e a gengiva. Esses espaços são preenchidos por germes e pus e, assim, se aprofundam. Quando isso acontece, pode haver necessidade de cirurgia gengival para salvar o dente. Se nada for feito, a infecção progride e destrói o osso ao redor do dente, que se torna móvel e frouxo, podendo cair ou necessitar de remoção.

  • Há uma prevalência aumentada de doenças gengival em indivíduos com diabetes, caracterizando essa séria doença gengival como uma das complicações associadas ao diabetes, como a doença cardíaca, o derrame cerebral e a doença renal.
  • Existe uma relação bidirecional entre doença gengival grave e diabetes: isso significa que pessoas com diabetes são mais sensíveis a doenças gengivais mas, também, as pessoas que apresentam doença gengival...

O assunto é pertinente em se tratando de doenças crônicas silenciosas e comorbidades ou complicações em longo prazo. O diabetes mellitus encaixa-se nesta situação peculiar, aliando-se à hipertensão arterial, dislipidemias e fatores hereditários nos danos orgânicos já conhecidos na prática médica de forma usual. O dever terapêutico neste contexto é PREVENIR E EVITAR adversidades não poucas vezes irreversíveis.

A polipílula (já em fase de experimentação em pacientes cardiopatas ou com riscos de eventos C.V.) vem como proposta interessante, teoricamente racional, para aumentar a adesão ao tratamento antidiabético.

Diagnósticos não trabalhosos, um simples check up pode detectar estas tais doenças silenciosas, porém, esbarra-se, a seguir, na personalidade, no “modus vivendi”, no comportamento e nas crenças de vida do paciente. Aderir metodicamente ao tratamento, eis o desafio maior (“aí a coisa pega”).

O diabetes mellitus, com múltiplos mecanismos fisiopatológicos, requer atuações em várias frentes, exigindo da relação médico-paciente um rigor metódico para...


O diabetes é uma doença que afeta cerca de 14 milhões de Brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. E, além de ser muito comum, suas complicações são bastante temidas: amputações, hemodiálise ou perda da visão, além de infartos ou derrames. Diante da gravidade do problema, é natural que busquemos incessantemente a cura da diabetes. Mas será que realmente a diabetes tem cura?

Quando analisamos pela óptica da medicina, na realidade, o diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais. Mas, uma vez que a pessoa já foi diagnosticada com diabetes, ela será sempre diabética, bem controlada, mas terá que ter os cuidados e monitoramento regulares.

Muitas vezes, fala-se em cura do diabetes quando, no caso do diabetes tipo 2, se a pessoa desenvolve...

O estresse é uma reação do seu corpo quando ele sente como se estivesse sob um ataque. Os desencadeantes do estresse podem ser físicos (lesões ou doenças) ou mentais (problemas no casamento, no trabalho, financeiros).

Quando o estresse aparece, seu corpo se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios que servem para mobilizar uma grande quantidade de energia que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em diabéticos esta resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue levar esta energia extra para dentro das células. E a glicose sobe no sangue.

Desta forma, os hormônios de estresse podem alterar diretamente sua glicemia, impedindo seu corpo de produzir insulina ou mesmo utilizá-la adequadamente.

Em pessoas com diabetes, o estresse pode afetar a glicemia de duas formas:

1....

Além de felicidade, paz, amor e saúde, é possível esperar para 2015 muitas novidades em termos de medicamentos e tecnologias médicas que facilitem o manejo do diabetes e o controle da glicemia. Durante de 2014, muitos anúncios, resultados de pesquisas, lançamentos e pré-lançamentos mundiais apontaram para essas novidades. Além disso, eventos científicos nacionais e internacionais não faltarão para que elas sejam conhecidas (muitos deles já divulgados site da SBD: www.diabetes.org.br/eventos.

Dentre as novidades lançadas no Brasil, e amplamente divulgadas, vale a pena lembrar da insulina Degludec, primeira insulina basal a apresentar período total de ação bastante maior que 24 horas. Outro medicamento há muito aguardado para uso em diabetes tipo 2, a Dapagliflozina, também foi lançado, permitindo a eliminação de glicose na urina mais precocemente (antes que ocorra hiperglicemia). Além da bomba de insulina Veo®, que suspende a liberação de insulina quando é atingido determinado valor de glicose pré-programado, a...

O que é pré-diabetes?

Pré-diabetes não é propriamente um diagnóstico, mas sim um estado de risco aumentado para o aparecimento de diabetes mellitus tipo 2. Pessoas com níveis de elevados de glicose (açúcar no sangue), obesidade e forte história étnica ou familiar de diabetes, podem ser consideradas de risco.

Quais fatores indicam que uma pessoa é pré-diabética?

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão ao diabetes quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicada, além tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

Esse...

A incapacidade do organismo em utilizar a glicose pela falta de insulina (hormônio anabólico) pode levar o paciente diabético ao catabolismo, com proteólise e lipólise como mecanismos de fornecer energia1-3,. Além disso, as restrições alimentares impostas para os indivíduos diabéticos podem reduzir o consumo energético-proteico. Estes fatores contribuem para que o diabetes seja associado ao aumento do risco nutricional, desnutrição e sarcopenia, principalmente em pacientes diabéticos idosos. Quando o paciente diabético não consegue atingir a necessidade calórica ou proteica são necessárias adaptações no plano alimentar, incluindo a prescrição de suplementos orais4.

Pacientes diabéticos com indicação de suplementos orais podem receber suplementos padrão, mas as fórmulas especializadas para diabetes são as mais indicadas. Os suplementos orais especializados para diabetes fornecem menor teor de carboidratos, além de conterem carboidratos de baixo índice glicêmico, que melhoram os níveis de glicemia pós-prandial. São formulações com maiores concentrações de ácidos graxos monoinsaturados, que aumentam a...

Hoje em dia está cada vez mais comum vermos pessoas utilizando piercing e tatuagens. O preconceito diminuiu muito e virou até moda. Varias diabéticos estão tatuando “diabetes tipo1” e seu corpo como forma de alerta para caso de acidentes.

Se você quiser colocar um piercing ou fazer uma tatuagem , a regra de ouro é : “não faça nada enquanto estiver bêbado – você pode viver para se arrepender!” Lembre-se que para alguns procedimentos há necessidade de autorização dos pais se você for menor de 18 anos.

Vale sempre a pena discutir este tópicos com seu endocrinologista para evitar futuros descontentamentos.

- Tatuagens


Se você estiver bem controlado do seu diabetes, então o risco de fazer uma tatuagem são os mesmo s de qualquer outra pessoa.

Alguns riscos de fazer tatuagens são:

1. Infecção no local da tatuagem, principalmente se o local onde esta fazendo não é limpo ou se...

De tempos em tempos, os adoçantes artificiais e os refrigerantes dietéticos são acusados de promover efeitos indesejáveis sobre o organismo como, por exemplo, o aumento do risco de obesidade e mesmo de diabetes. Os resultados do San Antonio Longitudinal Study of Aging, apresentado no Congresso da ADA, em 2011, mostrou uma associação entre o consumo de refrigerante dietético com um aparentemente inexplicável aumento da circunferência abdominal. Como isso seria possível?

O estudo acompanhou 474 participantes, com idades entre 65 e 74 anos, por um prazo médio de 9 anos, avaliando as alterações na circunferência abdominal durante o tempo em relação ao consumo de refrigerantes dietéticos pelos participantes. Os resultados mostraram que houve um aumento de 70% na circunferência abdominal, em comparação a aqueles que não consumiam refrigerantes dietéticos. Aqueles que consumiam dois ou mais refrigerantes dietéticos por dia apresentaram um aumento cinco vezes maior na circunferência abdominal, mesmo excluindo a...

Hoje nós vamos trazer um mito muito interessante. Existe uma grande dúvida entre as pessoas se o fato de ingerir açúcar em excesso causa Diabetes. Bem, para começar, é preciso entender o que causa o Diabetes.

Sabe-se que o Diabetes tipo 2 do adulto, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes no mundo, tem causa multifatorial, ou seja, são muitos fatores que juntos desencadeiam a doença. A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas.

O ganho de peso é decorrente do excesso de calorias ingeridas. Dessa forma, se a pessoa come açúcar a mais e acaba por isso ganhando peso, neste caso sim o açúcar é a causa do ganho de peso, que finalmente, pode levar ao Diabetes. Mas se a pessoa come pão em excesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente...

Uma pergunta frequente no consultório sempre que alguém recebe o diagnóstico de diabetes mellitus é: “Posso beber um vinho ou uma cervejinha vez ou outra? Quanto posso beber?” Antes de responder esta dúvida frequente, é importante conhecermos algo chamado de “paradoxo clínico do álcool”.

O consumo de álcool pode causar doenças e aumentar o risco de morte. Por outro lado, o álcool também pode ajudar a prevenir problemas de saúde e aumentar a longevidade. Ora, como pode a mesma substância fazer mal e bem ao mesmo tempo? Chamamos isso de paradoxo clínico do álcool. O que define se o álcool fará bem ou mal é a quantidade e a maneira com que é consumido.

Para quem ainda não é diabético, o consumo de álcool em doses moderadas pode ajudar a prevenir a doença. Uma revisão de 15 estudos publicada na revista médica Diabetes Care em 2005 mostrou que o consumo...

ARTIGO COMENTADO: Artificial sweeteners induce glucose intolerance by altering the gut microbiota. Suez, J. et al.. Nature 2014. doi:10.1038/nature13793.

A escolha por aprofundar um pouco mais esse tema é devido a importância e a alta repercussão dos seus resultados nos meios de comunicação e entre os profissionais de saúde, sociedades científicas e consumidores de adoçantes. Nesse estudo os autores fizeram diversos experimentos por meio de uma metodologia bem delineada, a qual será abordada de maneira mais detalhada no texto abaixo.

Na literatura alguns estudos já mostraram benefícios do consumo dos adoçantes artificiais não calóricos (NAS) e a sua baixa indução da resposta glicêmica. No entanto, outros demonstraram associação entre o consumo destes com ganho de peso e risco para desenvolver diabetes tipo 2 (DM2). As interpretações são complicadas pelo fato de NAS serem tipicamente consumidos por indivíduos que já sofrem de manifestações da Síndrome Metabólica (SM), tais como intolerância à...

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” (Cora Coralina)

Na abordagem das temáticas em seu trabalho, no lidar e na convivência com as pessoas com diabetes, o educador também se trabalha. Assim, ao observar com clareza as características, as necessidades, os direitos e os deveres prioritários da pessoa com diabetes dentro do processo educacional, o educador pode contribuir para um desenvolvimento saudável, tanto físico quanto emocional dos envolvidos.

Embora os temas básicos existentes sobre a doença e o autocuidado sejam trabalhados sistematicamente na educação em diabetes, pode-se optar por um programa flexível após conhecer o público a ser educado: DM1, DM2, criança, adolescente, adulto, cuidador? O que é mais urgente?

Os procedimentos adotados delimitarão responsabilidades coerentes com o que se pretende alcançar. Poderão ser feitas adaptações necessárias baseando-se nas informações imediatas do contexto, nos recursos disponíveis rumo a uma atuação humanizada. Valorizar as experiências, emoções...

A utilização de canetas de aplicação de insulina vem se constituindo numa prática cada vez mais frequente, tendo em vista a comodidade e a facilidade de aplicação com a utilização desse recurso. O presente estudo teve por objetivo avaliar os efeitos de dois métodos de aplicação de insulina glargina (canetas ou seringas) sobre o nível de controle glicêmico após seis meses de tratamento. O estudo também avaliou as preferências do paciente.

Os participantes do estudo tinham sido tratados com esquema basal-bolus de insulinoterapia e, por ocasião da alta, 21 pacientes receberam insulina glargina administrada por caneta de aplicação durante 3 meses, quando então o sistema de aplicação mudava para seringas de insulina, durante mais 3 meses (Grupo 1).

O Grupo 2 foi constituído por 10 pacientes que seguiram um caminho inverso, ou seja, iniciaram o tratamento com o uso de seringa nos primeiros 3 meses, passando para o uso de...

Quando falamos de diabetes mellitus, o tipo 2 é disparado o mais comum. No início do quadro, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com mudanças no estilo de vida, como alimentação adequada, exercícios físicos e perda de peso, associadas ou não a medicamentos por via oral, principalmente. Contudo, grande parte dos pacientes diabéticos tipo 2 precisarão fazer uso de insulina em algum momento. Isso não é motivo para pânico, conforme veremos a seguir nos dez “medos” mais comuns.

Medo 1: A injeção de insulina dói.

Hoje temos disponíveis no mercado, seringas e canetas com agulhas extremamente finas e curtas. Com esses dispositivos e com uma técnica de aplicação adequada, o desconforto causado pela picada é mínimo.

Medo 2: Começar insulina é sinal de que o diabetes está piorando.

O diabetes é uma doença crônica e progressiva, isto é, não tem cura e piora lentamente com o tempo. Contudo, o...

Quando pensamos em diabetes, a primeira coisa que vem à mente é o aumento da quantidade de açúcar no sangue. Só que, é justamente por causa desde aumento de açúcar no sangue que a Diabetes é uma doença que nos preocupa tanto. Olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos são afetados por causa da grande quantidade de açúcar, o que leva ao mau funcionamento de vários órgãos... infartos, derrames, insuficiência renal.

Uma doença que pode ser consequência do diabetes mal controlado é a impotência nos homens. Para que o homem tenha ereção, é importante que os vasos sanguíneos e os nervos de sensibilidade da região genital estejam saudáveis. A grande questão aqui é que no Diabetes ocorre um prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e nervos. Desde o entupimento dos vasos, chamado de aterosclerose – pelo acúmulo de gordura dentro das suas paredes – até a insensibilidade dos nervos que estimulam...

No blog www.educacaoparamilhares.com.br temos abordado o papel dos dispositivos móveis na educação à distância inclusive no impacto que vem causando no professor. Na verdade, as mudanças estão sendo muito vagarosas e mesmo em instituições de ponta a adoção da nova pedagogia digital enfrenta resistências.  Permanece o ensino centrado em textos escritos pelos especialistas do assunto. O conectivismo ainda passa longe e parece que assim continuará por longo tempo.

Na área de saúde é possível que estes dispositivos tenham um futuro melhor e que a sua adoção deva ser mais veloz, sobretudo pelo tamanho do mercado. Para 2020 projeta-se que estejam em uso 20 bilhões de dispositivos móveis.  O mercado em 2015 será de 125 bilhões de dólares e a só as aplicações em mhealth deverá movimentar de 30 a 60 bilhões de dólares.

A mobilidade e o conectivismo estão originando novos conceitos no futuro dos cuidados médicos e certamente estarão revolucionando...

Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil (DCNT)/ 2011-2022

Em 2011, o Brasil lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT, com medidas para reduzir a carga evitável de mortalidade, morbidade e incapacidade associada a doenças crônicas deixando de ser uma barreira ao desenvolvimento socioeconômico do país.

O Plano aborda os quatro grupos de doença de maior magnitude - doenças circulatórias, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes - e propõe a abordagem integrada de seus quatro fatores de risco: tabagismo, uso prejudicial de álcool, inatividade física e alimentação não saudável.

O presente documento traz a avaliação da implantação deste plano nacional a partir da perspectiva da sociedade civil, com foco nas ações propostas que tratam da ampliação e fortalecimento de ações de alimentação saudável e redução do sedentarismo.

Alguns Avanços do Plano se deu por meio de:

Aprimoramento no sistema de vigilância...

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