Preparava-me para escrever sobre hipoglicemias noturnas, quando me deparei com um curto artigo na PLoS Medicine1, em que hipoglicemias graves, ou severas, e assintomáticas também eram exploradas. Então, lembrei-me das estratégias publicadas pela JDRF2 para reverter hipoglicemias assintomáticas, o que me fez optar por uma discreta mudança do tema deste mês.

Para começar, é importante lembrar que a secreção de hormônios responsáveis pelo controle da glicemia, e da hipoglicemia, é comprometida em quem tem diabetes tipo 1. É, justamente, graças à ação desses hormônios, que quem não tem diabetes dificilmente apresenta hipoglicemia. Entre eles, fundamentais para a contrarregulação, estão o glucagon e a adrenalina. Um dos principais motivos para essa desregulação é o fato de a insulina, que já foi injetada, não ser inibida com a baixa da glicemia. Com isso, a ação desse hormônio (insulina), além de estimular a continuidade da retirada da glicose do sangue, inibe a liberação...

A forma mais grave de doença gengival é a periodontite. Quando o paciente atinge esse estágio o tecido gengival começa a se afastar dos dentes fazendo surgir espaços entre os dentes e a gengiva. Esses espaços são preenchidos por germes e pus e, assim, se aprofundam. Quando isso acontece, pode haver necessidade de cirurgia gengival para salvar o dente. Se nada for feito, a infecção progride e destrói o osso ao redor do dente, que se torna móvel e frouxo, podendo cair ou necessitar de remoção.

  • Há uma prevalência aumentada de doenças gengival em indivíduos com diabetes, caracterizando essa séria doença gengival como uma das complicações associadas ao diabetes, como a doença cardíaca, o derrame cerebral e a doença renal.
  • Existe uma relação bidirecional entre doença gengival grave e diabetes: isso significa que pessoas com diabetes são mais sensíveis a doenças gengivais mas, também, as pessoas que apresentam doença gengival...

O assunto é pertinente em se tratando de doenças crônicas silenciosas e comorbidades ou complicações em longo prazo. O diabetes mellitus encaixa-se nesta situação peculiar, aliando-se à hipertensão arterial, dislipidemias e fatores hereditários nos danos orgânicos já conhecidos na prática médica de forma usual. O dever terapêutico neste contexto é PREVENIR E EVITAR adversidades não poucas vezes irreversíveis.

A polipílula (já em fase de experimentação em pacientes cardiopatas ou com riscos de eventos C.V.) vem como proposta interessante, teoricamente racional, para aumentar a adesão ao tratamento antidiabético.

Diagnósticos não trabalhosos, um simples check up pode detectar estas tais doenças silenciosas, porém, esbarra-se, a seguir, na personalidade, no “modus vivendi”, no comportamento e nas crenças de vida do paciente. Aderir metodicamente ao tratamento, eis o desafio maior (“aí a coisa pega”).

O diabetes mellitus, com múltiplos mecanismos fisiopatológicos, requer atuações em várias frentes, exigindo da relação médico-paciente um rigor metódico para...


O diabetes é uma doença que afeta cerca de 14 milhões de Brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. E, além de ser muito comum, suas complicações são bastante temidas: amputações, hemodiálise ou perda da visão, além de infartos ou derrames. Diante da gravidade do problema, é natural que busquemos incessantemente a cura da diabetes. Mas será que realmente a diabetes tem cura?

Quando analisamos pela óptica da medicina, na realidade, o diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais. Mas, uma vez que a pessoa já foi diagnosticada com diabetes, ela será sempre diabética, bem controlada, mas terá que ter os cuidados e monitoramento regulares.

Muitas vezes, fala-se em cura do diabetes quando, no caso do diabetes tipo 2, se a pessoa desenvolve...

O estresse é uma reação do seu corpo quando ele sente como se estivesse sob um ataque. Os desencadeantes do estresse podem ser físicos (lesões ou doenças) ou mentais (problemas no casamento, no trabalho, financeiros).

Quando o estresse aparece, seu corpo se prepara para atacar-ou-correr. Esta reação desencadeia a liberação de níveis elevados de diversos hormônios que servem para mobilizar uma grande quantidade de energia que está estocada na forma de açúcar e gordura e devem ir até as células para que o corpo reaja ao perigo. Porém, em diabéticos esta resposta “atacar-ou-correr” não funciona bem, pois a insulina não consegue levar esta energia extra para dentro das células. E a glicose sobe no sangue.

Desta forma, os hormônios de estresse podem alterar diretamente sua glicemia, impedindo seu corpo de produzir insulina ou mesmo utilizá-la adequadamente.

Em pessoas com diabetes, o estresse pode afetar a glicemia de duas formas:

1....

Além de felicidade, paz, amor e saúde, é possível esperar para 2015 muitas novidades em termos de medicamentos e tecnologias médicas que facilitem o manejo do diabetes e o controle da glicemia. Durante de 2014, muitos anúncios, resultados de pesquisas, lançamentos e pré-lançamentos mundiais apontaram para essas novidades. Além disso, eventos científicos nacionais e internacionais não faltarão para que elas sejam conhecidas (muitos deles já divulgados site da SBD: www.diabetes.org.br/eventos.

Dentre as novidades lançadas no Brasil, e amplamente divulgadas, vale a pena lembrar da insulina Degludec, primeira insulina basal a apresentar período total de ação bastante maior que 24 horas. Outro medicamento há muito aguardado para uso em diabetes tipo 2, a Dapagliflozina, também foi lançado, permitindo a eliminação de glicose na urina mais precocemente (antes que ocorra hiperglicemia). Além da bomba de insulina Veo®, que suspende a liberação de insulina quando é atingido determinado valor de glicose pré-programado, a...

O que é pré-diabetes?

Pré-diabetes não é propriamente um diagnóstico, mas sim um estado de risco aumentado para o aparecimento de diabetes mellitus tipo 2. Pessoas com níveis de elevados de glicose (açúcar no sangue), obesidade e forte história étnica ou familiar de diabetes, podem ser consideradas de risco.

Quais fatores indicam que uma pessoa é pré-diabética?

Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão ao diabetes quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose de jejum ou hemoglobina glicada, além tolerância diminuída à glicose. Segundo a ADA (American Diabetes Association), valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, glicemia medida 2 horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL e hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4%, aumentam significativamente o risco de progressão para diabetes, principalmente pessoas obesas, sedentárias e com história familiar positiva.

Esse...

A incapacidade do organismo em utilizar a glicose pela falta de insulina (hormônio anabólico) pode levar o paciente diabético ao catabolismo, com proteólise e lipólise como mecanismos de fornecer energia1-3,. Além disso, as restrições alimentares impostas para os indivíduos diabéticos podem reduzir o consumo energético-proteico. Estes fatores contribuem para que o diabetes seja associado ao aumento do risco nutricional, desnutrição e sarcopenia, principalmente em pacientes diabéticos idosos. Quando o paciente diabético não consegue atingir a necessidade calórica ou proteica são necessárias adaptações no plano alimentar, incluindo a prescrição de suplementos orais4.

Pacientes diabéticos com indicação de suplementos orais podem receber suplementos padrão, mas as fórmulas especializadas para diabetes são as mais indicadas. Os suplementos orais especializados para diabetes fornecem menor teor de carboidratos, além de conterem carboidratos de baixo índice glicêmico, que melhoram os níveis de glicemia pós-prandial. São formulações com maiores concentrações de ácidos graxos monoinsaturados, que aumentam a...

Hoje em dia está cada vez mais comum vermos pessoas utilizando piercing e tatuagens. O preconceito diminuiu muito e virou até moda. Varias diabéticos estão tatuando “diabetes tipo1” e seu corpo como forma de alerta para caso de acidentes.

Se você quiser colocar um piercing ou fazer uma tatuagem , a regra de ouro é : “não faça nada enquanto estiver bêbado – você pode viver para se arrepender!” Lembre-se que para alguns procedimentos há necessidade de autorização dos pais se você for menor de 18 anos.

Vale sempre a pena discutir este tópicos com seu endocrinologista para evitar futuros descontentamentos.

- Tatuagens


Se você estiver bem controlado do seu diabetes, então o risco de fazer uma tatuagem são os mesmo s de qualquer outra pessoa.

Alguns riscos de fazer tatuagens são:

1. Infecção no local da tatuagem, principalmente se o local onde esta fazendo não é limpo ou se...

De tempos em tempos, os adoçantes artificiais e os refrigerantes dietéticos são acusados de promover efeitos indesejáveis sobre o organismo como, por exemplo, o aumento do risco de obesidade e mesmo de diabetes. Os resultados do San Antonio Longitudinal Study of Aging, apresentado no Congresso da ADA, em 2011, mostrou uma associação entre o consumo de refrigerante dietético com um aparentemente inexplicável aumento da circunferência abdominal. Como isso seria possível?

O estudo acompanhou 474 participantes, com idades entre 65 e 74 anos, por um prazo médio de 9 anos, avaliando as alterações na circunferência abdominal durante o tempo em relação ao consumo de refrigerantes dietéticos pelos participantes. Os resultados mostraram que houve um aumento de 70% na circunferência abdominal, em comparação a aqueles que não consumiam refrigerantes dietéticos. Aqueles que consumiam dois ou mais refrigerantes dietéticos por dia apresentaram um aumento cinco vezes maior na circunferência abdominal, mesmo excluindo a...

Hoje nós vamos trazer um mito muito interessante. Existe uma grande dúvida entre as pessoas se o fato de ingerir açúcar em excesso causa Diabetes. Bem, para começar, é preciso entender o que causa o Diabetes.

Sabe-se que o Diabetes tipo 2 do adulto, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes no mundo, tem causa multifatorial, ou seja, são muitos fatores que juntos desencadeiam a doença. A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas.

O ganho de peso é decorrente do excesso de calorias ingeridas. Dessa forma, se a pessoa come açúcar a mais e acaba por isso ganhando peso, neste caso sim o açúcar é a causa do ganho de peso, que finalmente, pode levar ao Diabetes. Mas se a pessoa come pão em excesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente...

Uma pergunta frequente no consultório sempre que alguém recebe o diagnóstico de diabetes mellitus é: “Posso beber um vinho ou uma cervejinha vez ou outra? Quanto posso beber?” Antes de responder esta dúvida frequente, é importante conhecermos algo chamado de “paradoxo clínico do álcool”.

O consumo de álcool pode causar doenças e aumentar o risco de morte. Por outro lado, o álcool também pode ajudar a prevenir problemas de saúde e aumentar a longevidade. Ora, como pode a mesma substância fazer mal e bem ao mesmo tempo? Chamamos isso de paradoxo clínico do álcool. O que define se o álcool fará bem ou mal é a quantidade e a maneira com que é consumido.

Para quem ainda não é diabético, o consumo de álcool em doses moderadas pode ajudar a prevenir a doença. Uma revisão de 15 estudos publicada na revista médica Diabetes Care em 2005 mostrou que o consumo...

ARTIGO COMENTADO: Artificial sweeteners induce glucose intolerance by altering the gut microbiota. Suez, J. et al.. Nature 2014. doi:10.1038/nature13793.

A escolha por aprofundar um pouco mais esse tema é devido a importância e a alta repercussão dos seus resultados nos meios de comunicação e entre os profissionais de saúde, sociedades científicas e consumidores de adoçantes. Nesse estudo os autores fizeram diversos experimentos por meio de uma metodologia bem delineada, a qual será abordada de maneira mais detalhada no texto abaixo.

Na literatura alguns estudos já mostraram benefícios do consumo dos adoçantes artificiais não calóricos (NAS) e a sua baixa indução da resposta glicêmica. No entanto, outros demonstraram associação entre o consumo destes com ganho de peso e risco para desenvolver diabetes tipo 2 (DM2). As interpretações são complicadas pelo fato de NAS serem tipicamente consumidos por indivíduos que já sofrem de manifestações da Síndrome Metabólica (SM), tais como intolerância à...

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” (Cora Coralina)

Na abordagem das temáticas em seu trabalho, no lidar e na convivência com as pessoas com diabetes, o educador também se trabalha. Assim, ao observar com clareza as características, as necessidades, os direitos e os deveres prioritários da pessoa com diabetes dentro do processo educacional, o educador pode contribuir para um desenvolvimento saudável, tanto físico quanto emocional dos envolvidos.

Embora os temas básicos existentes sobre a doença e o autocuidado sejam trabalhados sistematicamente na educação em diabetes, pode-se optar por um programa flexível após conhecer o público a ser educado: DM1, DM2, criança, adolescente, adulto, cuidador? O que é mais urgente?

Os procedimentos adotados delimitarão responsabilidades coerentes com o que se pretende alcançar. Poderão ser feitas adaptações necessárias baseando-se nas informações imediatas do contexto, nos recursos disponíveis rumo a uma atuação humanizada. Valorizar as experiências, emoções...

A utilização de canetas de aplicação de insulina vem se constituindo numa prática cada vez mais frequente, tendo em vista a comodidade e a facilidade de aplicação com a utilização desse recurso. O presente estudo teve por objetivo avaliar os efeitos de dois métodos de aplicação de insulina glargina (canetas ou seringas) sobre o nível de controle glicêmico após seis meses de tratamento. O estudo também avaliou as preferências do paciente.

Os participantes do estudo tinham sido tratados com esquema basal-bolus de insulinoterapia e, por ocasião da alta, 21 pacientes receberam insulina glargina administrada por caneta de aplicação durante 3 meses, quando então o sistema de aplicação mudava para seringas de insulina, durante mais 3 meses (Grupo 1).

O Grupo 2 foi constituído por 10 pacientes que seguiram um caminho inverso, ou seja, iniciaram o tratamento com o uso de seringa nos primeiros 3 meses, passando para o uso de...

Quando falamos de diabetes mellitus, o tipo 2 é disparado o mais comum. No início do quadro, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com mudanças no estilo de vida, como alimentação adequada, exercícios físicos e perda de peso, associadas ou não a medicamentos por via oral, principalmente. Contudo, grande parte dos pacientes diabéticos tipo 2 precisarão fazer uso de insulina em algum momento. Isso não é motivo para pânico, conforme veremos a seguir nos dez “medos” mais comuns.

Medo 1: A injeção de insulina dói.

Hoje temos disponíveis no mercado, seringas e canetas com agulhas extremamente finas e curtas. Com esses dispositivos e com uma técnica de aplicação adequada, o desconforto causado pela picada é mínimo.

Medo 2: Começar insulina é sinal de que o diabetes está piorando.

O diabetes é uma doença crônica e progressiva, isto é, não tem cura e piora lentamente com o tempo. Contudo, o...

Quando pensamos em diabetes, a primeira coisa que vem à mente é o aumento da quantidade de açúcar no sangue. Só que, é justamente por causa desde aumento de açúcar no sangue que a Diabetes é uma doença que nos preocupa tanto. Olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos são afetados por causa da grande quantidade de açúcar, o que leva ao mau funcionamento de vários órgãos... infartos, derrames, insuficiência renal.

Uma doença que pode ser consequência do diabetes mal controlado é a impotência nos homens. Para que o homem tenha ereção, é importante que os vasos sanguíneos e os nervos de sensibilidade da região genital estejam saudáveis. A grande questão aqui é que no Diabetes ocorre um prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e nervos. Desde o entupimento dos vasos, chamado de aterosclerose – pelo acúmulo de gordura dentro das suas paredes – até a insensibilidade dos nervos que estimulam...

No blog www.educacaoparamilhares.com.br temos abordado o papel dos dispositivos móveis na educação à distância inclusive no impacto que vem causando no professor. Na verdade, as mudanças estão sendo muito vagarosas e mesmo em instituições de ponta a adoção da nova pedagogia digital enfrenta resistências.  Permanece o ensino centrado em textos escritos pelos especialistas do assunto. O conectivismo ainda passa longe e parece que assim continuará por longo tempo.

Na área de saúde é possível que estes dispositivos tenham um futuro melhor e que a sua adoção deva ser mais veloz, sobretudo pelo tamanho do mercado. Para 2020 projeta-se que estejam em uso 20 bilhões de dispositivos móveis.  O mercado em 2015 será de 125 bilhões de dólares e a só as aplicações em mhealth deverá movimentar de 30 a 60 bilhões de dólares.

A mobilidade e o conectivismo estão originando novos conceitos no futuro dos cuidados médicos e certamente estarão revolucionando...

Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil (DCNT)/ 2011-2022

Em 2011, o Brasil lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT, com medidas para reduzir a carga evitável de mortalidade, morbidade e incapacidade associada a doenças crônicas deixando de ser uma barreira ao desenvolvimento socioeconômico do país.

O Plano aborda os quatro grupos de doença de maior magnitude - doenças circulatórias, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes - e propõe a abordagem integrada de seus quatro fatores de risco: tabagismo, uso prejudicial de álcool, inatividade física e alimentação não saudável.

O presente documento traz a avaliação da implantação deste plano nacional a partir da perspectiva da sociedade civil, com foco nas ações propostas que tratam da ampliação e fortalecimento de ações de alimentação saudável e redução do sedentarismo.

Alguns Avanços do Plano se deu por meio de:

Aprimoramento no sistema de vigilância...

O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus; tem como principais fatores de risco, a neuropatia periférica, as deformidades e a limitação da mobilidade articular; assim, pode reunir características clínicas variadas, tais como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha,  infecções e amputações, entre outras. A abordagem deve ser especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade.

Dados epidemiológicos demonstram que o pé diabético é responsável  pela principal causa de internação do portador de diabetes. A Organização Mundial de...

A nutrição adequada desempenha papel expressivo na saúde de todas as mulheres durante a gestação, pois a quantidade e qualidade nutricional  impactam também sobre o crescimento e desenvolvimento do feto. Está bem documentado a associação entre estado nutricional materno e ganho de peso durante este período, com prevalência de situações como diabetes, anemia e alteração da pressão arterial.

As mulheres que desenvolvem diabetes durante a gestação (DMG) apresentam risco elevado para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 posteriormente, sendo imperativo gerenciar este período através da mudança do estilo de vida.

A atenção global à gestante com diagnóstico de DMG é essencial para reduzir as possíveis complicações advindas desta condição clínica. Este cuidado deve ser composto por orientação nutricional, prática de atividade física, controle metabólico, assistência pré-natal e avaliação do bem estar fetal, bem como avaliação da necessidade de insulinização ao longo do período.

Embora haja relativamente pouca informação disponível sobre...

Sarcopenia é, no sentido literal, a perda de massa muscular, força e função relacionada com o envelhecimento. O termo vem do grego Sarcus (carne) e Penia (diminuição). Com o envelhecimento da população mundial a sua prevalência vem aumentando de maneira exponencial. A sarcopenia afeta o equilíbrio, a marcha e capacidade global para executar tarefas da vida diária, ou seja, aumenta a dependência de terceiros, diminui a qualidade de vida e aumenta a morbimortalidade.

O diagnóstico de Sarcopenia é baseado na presença de dois dos três critérios abaixo: diminuição da massa muscular (obrigatório), somado a diminuição da força muscular ou do desempenho físico. A massa muscular deve ser medida por RNM, TAC, DEXA ou Bioimpedância. As duas últimas são os mais utilizados na prática clínica. A força muscular pode ser avaliada com um dinamômetro digital. O desempenho físico pode ser avaliados através de métodos simples, como a avaliação da marcha habitual,...

A vacina contra hepatite B já era indicada para toda criança/adolescente com menos de 18 anos, além de pessoas com risco aumentado de infecção pelo vírus da hepatite B como trabalhadores da área da saúde. Em 2012, o CDC (órgão norte-americano responsável pelo controle de doenças) incluiu pacientes diabéticos nas indicações de vacinação.

Após estudo conduzido pelo CDC, percebeu-se que pacientes diabéticos com menos de 60 anos, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, têm risco 2 vezes maior de contrair hepatite B quando comparados a pessoas sem diabetes com a mesma idade. Nos pacientes diabéticos com mais de 60 anos, o risco também foi um pouco maior, mas sem significância estatística, ou seja, este pequeno aumento do risco nos idosos pode não ser real.

Segundo a nova recomendação, todo paciente diabético com menos de 60 anos, desde o momento do diagnóstico, deve ser imunizado contra a hepatite B...

Os últimos anos vêm nos mostrando um aumento dramático na incidência e prevalência do Diabetes, principalmente o diabetes tipo 2, muito associado à obesidade. Com o aumento na prevalência da doença e, conseqüentemente, de suas complicações, estamos assistindo a uma multiplicação de novos medicamentos que podem ser usados para controle dos níveis glicêmicos. Somente nos últimos dois anos vimos surgir uma classe de medicamentos com mecanismo de ação totalmente diferente dos demais, novas medicações que também ajudam no manejo do excesso de peso, novas insulinas e, mais recentemente, o anúncio da insulina inalada, que deve ter seu comércio iniciado em 2015 nos EUA.

Um dos maiores desafios no manejo de pacientes com diabetes tipo 2 é o controle do excesso de peso. A obesidade é uma doença de controle extremamente difícil e, em alguns casos, o paciente se torna tão resistente à insulina que mesmo com doses altas não é...

Mas será que nem mesmo na festa de final de ano? Nem na confraternização do trabalho? Estas perguntas acontecem comumente durante as consultas médicas de muitos pacientes diabéticos. Para esclarecer este dilema, e deixar você mais informado, é importante definirmos alguns conceitos...

O que acontece no corpo quando bebemos?

Quando você bebe, o álcool sai do seu estômago rapidamente e ganha a corrente sanguínea, chegando ao fígado. Sabemos que o fígado metaboliza, isto é, consegue desativar, a quantidade de um drink a cada 2 horas em média. Dessa forma, se o consumo for maior que um drink no período de 2 horas, o excesso de álcool permanece na corrente sanguínea e causa seus efeitos, principalmente no cérebro: tontura, desinibição, diminuição da capacidade de raciocínio, euforia. No corpo, o excesso de álcool provoca aumento do ritmo dos batimentos cardíacos e da frequência da respiração, problemas de equilíbrio e movimento. E, é claro,...

A relação entre o diabetes tipo 2 e distúrbios do sono  já está bem estabelecida, como é o caso da apneia obstrutiva (paradas respiratórias devido à interrupção física na passagem de ar para os pulmões). Além disso, a qualidade do sono deteriorada e a redução crônica na duração do sono noturno têm sido apontadas como fatores de risco para o desenvolvimento de obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2. Os motivos parecem muitos e entre eles estão: maior oportunidade para se alimentar excessivamente enquanto acordado, alteração no perfil e nos níveis de hormônios responsáveis pelo apetite e pela saciedade (destacam-se a grelina e a leptina), e ativação de mecanismos de estresse, como o sistema nervoso simpático e a liberação de hormônios hiperglicemiantes em quantidade e horário inesperados.

Apesar de poucos grupos de pesquisa terem se debruçado sobre a questão do sono em diabetes tipo 1 (DM1), os achados dos últimos anos...

Os profissionais de saúde que lidam com diabetes sabem que estas pessoas terão que realizar muitas tarefas de autocuidado no seu cotidiano. De alguma forma, ter uma doença crônica representa um desafio para o resto da vida.

Quando se trata do diabetes, o medo das restrições alimentares e as dúvidas sobre o que pode e o que não pode comer são sensações desconfortáveis que grande parte destas pessoas experimenta.

De acordo com vários consensos nacionais e internacionais sobre alimentação e diabetes, estas pessoas devem seguir um programa de alimentação saudável como a população em geral. O problema é que o conceito de alimentação saudável infelizmente ainda é pouco conhecido pela população em geral e até mesmo entre os profissionais de saúde. Estes conceitos são relativamente novos e vem ocupando espaço importante dentro das diretrizes internacionais relacionadas à prevenção e controle das doenças crônicas.

Dessa forma, no quadro abaixo, se resumem...

A perda do excesso de peso é uma das estratégias fundamentais para melhorar o controle do diabetes. Entretanto, a efetividade de médio e longo prazo dessas estratégias é limitada pela progressiva perda da adesão do paciente à medida que o tempo passa. Realmente, a adoção de medidas positivas no estilo de vida é um desafio tanto para pacientes, como para profissionais de saúde. Em função dessa realidade, novas e criativas abordagens têm sido tentadas no sentido de manter a motivação dos pacientes.

Uma seguradora americana desenvolveu uma proposta bastante atrativa para seus segurados com obesidade: eles poderiam optar entre pagar 20% a mais por suas apólices de seguro ou aderir a um programa de atividades físicas com o objetivo de obter descontos nos custos de suas apólices. Nada menos que 6.500 indivíduos obesos aceitaram utilizar um pedômetro para avaliar o nível de atividades físicas que vinham exercendo.

Os resultados foram...

O comportamento alimentar ocupa atualmente um papel central na prevenção e no tratamento de doenças. A alimentação, ao mesmo tempo em que é importante para o crescimento e desenvolvimento, pode também representar um dos principais fatores de prevenção de algumas doenças na fase adulta.

A utilização de modelos teóricos em saúde tem sido cada vez mais usada para   auxiliar profissionais e pacientes a entender as fases do comportamento e gerar  aconselhamentos prática para cada  uma das fases.

O modelo mais utilizado  em saúde é o Modelo Transteórico (MT)  proposto por James O. Prochaska e Carlo Diclemente  na década de 80. À  principio foi colocado como instrumento de auxílio à compreensão da mudança comportamental relacionada à saúde.

Os estágios de mudança representam o tempo, ou seja, representa quando ocorre a modificação de comportamento. Cada estágio de mudança está relacionado a uma fase com motivação e percepção diferentes frente à possibilidade de...

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