De tempos em tempos, os adoçantes artificiais e os refrigerantes dietéticos são acusados de promover efeitos indesejáveis sobre o organismo como, por exemplo, o aumento do risco de obesidade e mesmo de diabetes. Os resultados do San Antonio Longitudinal Study of Aging, apresentado no Congresso da ADA, em 2011, mostrou uma associação entre o consumo de refrigerante dietético com um aparentemente inexplicável aumento da circunferência abdominal. Como isso seria possível?

O estudo acompanhou 474 participantes, com idades entre 65 e 74 anos, por um prazo médio de 9 anos, avaliando as alterações na circunferência abdominal durante o tempo em relação ao consumo de refrigerantes dietéticos pelos participantes. Os resultados mostraram que houve um aumento de 70% na circunferência abdominal, em comparação a aqueles que não consumiam refrigerantes dietéticos. Aqueles que consumiam dois ou mais refrigerantes dietéticos por dia apresentaram um aumento cinco vezes maior na circunferência abdominal, mesmo excluindo a...

Hoje nós vamos trazer um mito muito interessante. Existe uma grande dúvida entre as pessoas se o fato de ingerir açúcar em excesso causa Diabetes. Bem, para começar, é preciso entender o que causa o Diabetes.

Sabe-se que o Diabetes tipo 2 do adulto, que corresponde a 90% dos casos de Diabetes no mundo, tem causa multifatorial, ou seja, são muitos fatores que juntos desencadeiam a doença. A vida sedentária, a tendência genética e principalmente o ganho de peso são as principais causas.

O ganho de peso é decorrente do excesso de calorias ingeridas. Dessa forma, se a pessoa come açúcar a mais e acaba por isso ganhando peso, neste caso sim o açúcar é a causa do ganho de peso, que finalmente, pode levar ao Diabetes. Mas se a pessoa come pão em excesso, ou batata, ou arroz, e devido a estas calorias fica acima do peso, também igualmente...

Uma pergunta frequente no consultório sempre que alguém recebe o diagnóstico de diabetes mellitus é: “Posso beber um vinho ou uma cervejinha vez ou outra? Quanto posso beber?” Antes de responder esta dúvida frequente, é importante conhecermos algo chamado de “paradoxo clínico do álcool”.

O consumo de álcool pode causar doenças e aumentar o risco de morte. Por outro lado, o álcool também pode ajudar a prevenir problemas de saúde e aumentar a longevidade. Ora, como pode a mesma substância fazer mal e bem ao mesmo tempo? Chamamos isso de paradoxo clínico do álcool. O que define se o álcool fará bem ou mal é a quantidade e a maneira com que é consumido.

Para quem ainda não é diabético, o consumo de álcool em doses moderadas pode ajudar a prevenir a doença. Uma revisão de 15 estudos publicada na revista médica Diabetes Care em 2005 mostrou que o consumo...

ARTIGO COMENTADO: Artificial sweeteners induce glucose intolerance by altering the gut microbiota. Suez, J. et al.. Nature 2014. doi:10.1038/nature13793.

A escolha por aprofundar um pouco mais esse tema é devido a importância e a alta repercussão dos seus resultados nos meios de comunicação e entre os profissionais de saúde, sociedades científicas e consumidores de adoçantes. Nesse estudo os autores fizeram diversos experimentos por meio de uma metodologia bem delineada, a qual será abordada de maneira mais detalhada no texto abaixo.

Na literatura alguns estudos já mostraram benefícios do consumo dos adoçantes artificiais não calóricos (NAS) e a sua baixa indução da resposta glicêmica. No entanto, outros demonstraram associação entre o consumo destes com ganho de peso e risco para desenvolver diabetes tipo 2 (DM2). As interpretações são complicadas pelo fato de NAS serem tipicamente consumidos por indivíduos que já sofrem de manifestações da Síndrome Metabólica (SM), tais como intolerância à...

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” (Cora Coralina)

Na abordagem das temáticas em seu trabalho, no lidar e na convivência com as pessoas com diabetes, o educador também se trabalha. Assim, ao observar com clareza as características, as necessidades, os direitos e os deveres prioritários da pessoa com diabetes dentro do processo educacional, o educador pode contribuir para um desenvolvimento saudável, tanto físico quanto emocional dos envolvidos.

Embora os temas básicos existentes sobre a doença e o autocuidado sejam trabalhados sistematicamente na educação em diabetes, pode-se optar por um programa flexível após conhecer o público a ser educado: DM1, DM2, criança, adolescente, adulto, cuidador? O que é mais urgente?

Os procedimentos adotados delimitarão responsabilidades coerentes com o que se pretende alcançar. Poderão ser feitas adaptações necessárias baseando-se nas informações imediatas do contexto, nos recursos disponíveis rumo a uma atuação humanizada. Valorizar as experiências, emoções...

A utilização de canetas de aplicação de insulina vem se constituindo numa prática cada vez mais frequente, tendo em vista a comodidade e a facilidade de aplicação com a utilização desse recurso. O presente estudo teve por objetivo avaliar os efeitos de dois métodos de aplicação de insulina glargina (canetas ou seringas) sobre o nível de controle glicêmico após seis meses de tratamento. O estudo também avaliou as preferências do paciente.

Os participantes do estudo tinham sido tratados com esquema basal-bolus de insulinoterapia e, por ocasião da alta, 21 pacientes receberam insulina glargina administrada por caneta de aplicação durante 3 meses, quando então o sistema de aplicação mudava para seringas de insulina, durante mais 3 meses (Grupo 1).

O Grupo 2 foi constituído por 10 pacientes que seguiram um caminho inverso, ou seja, iniciaram o tratamento com o uso de seringa nos primeiros 3 meses, passando para o uso de...

Quando falamos de diabetes mellitus, o tipo 2 é disparado o mais comum. No início do quadro, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com mudanças no estilo de vida, como alimentação adequada, exercícios físicos e perda de peso, associadas ou não a medicamentos por via oral, principalmente. Contudo, grande parte dos pacientes diabéticos tipo 2 precisarão fazer uso de insulina em algum momento. Isso não é motivo para pânico, conforme veremos a seguir nos dez “medos” mais comuns.

Medo 1: A injeção de insulina dói.

Hoje temos disponíveis no mercado, seringas e canetas com agulhas extremamente finas e curtas. Com esses dispositivos e com uma técnica de aplicação adequada, o desconforto causado pela picada é mínimo.

Medo 2: Começar insulina é sinal de que o diabetes está piorando.

O diabetes é uma doença crônica e progressiva, isto é, não tem cura e piora lentamente com o tempo. Contudo, o...

Quando pensamos em diabetes, a primeira coisa que vem à mente é o aumento da quantidade de açúcar no sangue. Só que, é justamente por causa desde aumento de açúcar no sangue que a Diabetes é uma doença que nos preocupa tanto. Olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos são afetados por causa da grande quantidade de açúcar, o que leva ao mau funcionamento de vários órgãos... infartos, derrames, insuficiência renal.

Uma doença que pode ser consequência do diabetes mal controlado é a impotência nos homens. Para que o homem tenha ereção, é importante que os vasos sanguíneos e os nervos de sensibilidade da região genital estejam saudáveis. A grande questão aqui é que no Diabetes ocorre um prejuízo no funcionamento dos vasos sanguíneos e nervos. Desde o entupimento dos vasos, chamado de aterosclerose – pelo acúmulo de gordura dentro das suas paredes – até a insensibilidade dos nervos que estimulam...

No blog www.educacaoparamilhares.com.br temos abordado o papel dos dispositivos móveis na educação à distância inclusive no impacto que vem causando no professor. Na verdade, as mudanças estão sendo muito vagarosas e mesmo em instituições de ponta a adoção da nova pedagogia digital enfrenta resistências.  Permanece o ensino centrado em textos escritos pelos especialistas do assunto. O conectivismo ainda passa longe e parece que assim continuará por longo tempo.

Na área de saúde é possível que estes dispositivos tenham um futuro melhor e que a sua adoção deva ser mais veloz, sobretudo pelo tamanho do mercado. Para 2020 projeta-se que estejam em uso 20 bilhões de dispositivos móveis.  O mercado em 2015 será de 125 bilhões de dólares e a só as aplicações em mhealth deverá movimentar de 30 a 60 bilhões de dólares.

A mobilidade e o conectivismo estão originando novos conceitos no futuro dos cuidados médicos e certamente estarão revolucionando...

Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil (DCNT)/ 2011-2022

Em 2011, o Brasil lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT, com medidas para reduzir a carga evitável de mortalidade, morbidade e incapacidade associada a doenças crônicas deixando de ser uma barreira ao desenvolvimento socioeconômico do país.

O Plano aborda os quatro grupos de doença de maior magnitude - doenças circulatórias, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes - e propõe a abordagem integrada de seus quatro fatores de risco: tabagismo, uso prejudicial de álcool, inatividade física e alimentação não saudável.

O presente documento traz a avaliação da implantação deste plano nacional a partir da perspectiva da sociedade civil, com foco nas ações propostas que tratam da ampliação e fortalecimento de ações de alimentação saudável e redução do sedentarismo.

Alguns Avanços do Plano se deu por meio de:

Aprimoramento no sistema de vigilância...

O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus; tem como principais fatores de risco, a neuropatia periférica, as deformidades e a limitação da mobilidade articular; assim, pode reunir características clínicas variadas, tais como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha,  infecções e amputações, entre outras. A abordagem deve ser especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade.

Dados epidemiológicos demonstram que o pé diabético é responsável  pela principal causa de internação do portador de diabetes. A Organização Mundial de...

A nutrição adequada desempenha papel expressivo na saúde de todas as mulheres durante a gestação, pois a quantidade e qualidade nutricional  impactam também sobre o crescimento e desenvolvimento do feto. Está bem documentado a associação entre estado nutricional materno e ganho de peso durante este período, com prevalência de situações como diabetes, anemia e alteração da pressão arterial.

As mulheres que desenvolvem diabetes durante a gestação (DMG) apresentam risco elevado para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 posteriormente, sendo imperativo gerenciar este período através da mudança do estilo de vida.

A atenção global à gestante com diagnóstico de DMG é essencial para reduzir as possíveis complicações advindas desta condição clínica. Este cuidado deve ser composto por orientação nutricional, prática de atividade física, controle metabólico, assistência pré-natal e avaliação do bem estar fetal, bem como avaliação da necessidade de insulinização ao longo do período.

Embora haja relativamente pouca informação disponível sobre...

Sarcopenia é, no sentido literal, a perda de massa muscular, força e função relacionada com o envelhecimento. O termo vem do grego Sarcus (carne) e Penia (diminuição). Com o envelhecimento da população mundial a sua prevalência vem aumentando de maneira exponencial. A sarcopenia afeta o equilíbrio, a marcha e capacidade global para executar tarefas da vida diária, ou seja, aumenta a dependência de terceiros, diminui a qualidade de vida e aumenta a morbimortalidade.

O diagnóstico de Sarcopenia é baseado na presença de dois dos três critérios abaixo: diminuição da massa muscular (obrigatório), somado a diminuição da força muscular ou do desempenho físico. A massa muscular deve ser medida por RNM, TAC, DEXA ou Bioimpedância. As duas últimas são os mais utilizados na prática clínica. A força muscular pode ser avaliada com um dinamômetro digital. O desempenho físico pode ser avaliados através de métodos simples, como a avaliação da marcha habitual,...

A vacina contra hepatite B já era indicada para toda criança/adolescente com menos de 18 anos, além de pessoas com risco aumentado de infecção pelo vírus da hepatite B como trabalhadores da área da saúde. Em 2012, o CDC (órgão norte-americano responsável pelo controle de doenças) incluiu pacientes diabéticos nas indicações de vacinação.

Após estudo conduzido pelo CDC, percebeu-se que pacientes diabéticos com menos de 60 anos, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, têm risco 2 vezes maior de contrair hepatite B quando comparados a pessoas sem diabetes com a mesma idade. Nos pacientes diabéticos com mais de 60 anos, o risco também foi um pouco maior, mas sem significância estatística, ou seja, este pequeno aumento do risco nos idosos pode não ser real.

Segundo a nova recomendação, todo paciente diabético com menos de 60 anos, desde o momento do diagnóstico, deve ser imunizado contra a hepatite B...

Os últimos anos vêm nos mostrando um aumento dramático na incidência e prevalência do Diabetes, principalmente o diabetes tipo 2, muito associado à obesidade. Com o aumento na prevalência da doença e, conseqüentemente, de suas complicações, estamos assistindo a uma multiplicação de novos medicamentos que podem ser usados para controle dos níveis glicêmicos. Somente nos últimos dois anos vimos surgir uma classe de medicamentos com mecanismo de ação totalmente diferente dos demais, novas medicações que também ajudam no manejo do excesso de peso, novas insulinas e, mais recentemente, o anúncio da insulina inalada, que deve ter seu comércio iniciado em 2015 nos EUA.

Um dos maiores desafios no manejo de pacientes com diabetes tipo 2 é o controle do excesso de peso. A obesidade é uma doença de controle extremamente difícil e, em alguns casos, o paciente se torna tão resistente à insulina que mesmo com doses altas não é...

Mas será que nem mesmo na festa de final de ano? Nem na confraternização do trabalho? Estas perguntas acontecem comumente durante as consultas médicas de muitos pacientes diabéticos. Para esclarecer este dilema, e deixar você mais informado, é importante definirmos alguns conceitos...

O que acontece no corpo quando bebemos?

Quando você bebe, o álcool sai do seu estômago rapidamente e ganha a corrente sanguínea, chegando ao fígado. Sabemos que o fígado metaboliza, isto é, consegue desativar, a quantidade de um drink a cada 2 horas em média. Dessa forma, se o consumo for maior que um drink no período de 2 horas, o excesso de álcool permanece na corrente sanguínea e causa seus efeitos, principalmente no cérebro: tontura, desinibição, diminuição da capacidade de raciocínio, euforia. No corpo, o excesso de álcool provoca aumento do ritmo dos batimentos cardíacos e da frequência da respiração, problemas de equilíbrio e movimento. E, é claro,...

A relação entre o diabetes tipo 2 e distúrbios do sono  já está bem estabelecida, como é o caso da apneia obstrutiva (paradas respiratórias devido à interrupção física na passagem de ar para os pulmões). Além disso, a qualidade do sono deteriorada e a redução crônica na duração do sono noturno têm sido apontadas como fatores de risco para o desenvolvimento de obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2. Os motivos parecem muitos e entre eles estão: maior oportunidade para se alimentar excessivamente enquanto acordado, alteração no perfil e nos níveis de hormônios responsáveis pelo apetite e pela saciedade (destacam-se a grelina e a leptina), e ativação de mecanismos de estresse, como o sistema nervoso simpático e a liberação de hormônios hiperglicemiantes em quantidade e horário inesperados.

Apesar de poucos grupos de pesquisa terem se debruçado sobre a questão do sono em diabetes tipo 1 (DM1), os achados dos últimos anos...

Os profissionais de saúde que lidam com diabetes sabem que estas pessoas terão que realizar muitas tarefas de autocuidado no seu cotidiano. De alguma forma, ter uma doença crônica representa um desafio para o resto da vida.

Quando se trata do diabetes, o medo das restrições alimentares e as dúvidas sobre o que pode e o que não pode comer são sensações desconfortáveis que grande parte destas pessoas experimenta.

De acordo com vários consensos nacionais e internacionais sobre alimentação e diabetes, estas pessoas devem seguir um programa de alimentação saudável como a população em geral. O problema é que o conceito de alimentação saudável infelizmente ainda é pouco conhecido pela população em geral e até mesmo entre os profissionais de saúde. Estes conceitos são relativamente novos e vem ocupando espaço importante dentro das diretrizes internacionais relacionadas à prevenção e controle das doenças crônicas.

Dessa forma, no quadro abaixo, se resumem...

A perda do excesso de peso é uma das estratégias fundamentais para melhorar o controle do diabetes. Entretanto, a efetividade de médio e longo prazo dessas estratégias é limitada pela progressiva perda da adesão do paciente à medida que o tempo passa. Realmente, a adoção de medidas positivas no estilo de vida é um desafio tanto para pacientes, como para profissionais de saúde. Em função dessa realidade, novas e criativas abordagens têm sido tentadas no sentido de manter a motivação dos pacientes.

Uma seguradora americana desenvolveu uma proposta bastante atrativa para seus segurados com obesidade: eles poderiam optar entre pagar 20% a mais por suas apólices de seguro ou aderir a um programa de atividades físicas com o objetivo de obter descontos nos custos de suas apólices. Nada menos que 6.500 indivíduos obesos aceitaram utilizar um pedômetro para avaliar o nível de atividades físicas que vinham exercendo.

Os resultados foram...

O comportamento alimentar ocupa atualmente um papel central na prevenção e no tratamento de doenças. A alimentação, ao mesmo tempo em que é importante para o crescimento e desenvolvimento, pode também representar um dos principais fatores de prevenção de algumas doenças na fase adulta.

A utilização de modelos teóricos em saúde tem sido cada vez mais usada para   auxiliar profissionais e pacientes a entender as fases do comportamento e gerar  aconselhamentos prática para cada  uma das fases.

O modelo mais utilizado  em saúde é o Modelo Transteórico (MT)  proposto por James O. Prochaska e Carlo Diclemente  na década de 80. À  principio foi colocado como instrumento de auxílio à compreensão da mudança comportamental relacionada à saúde.

Os estágios de mudança representam o tempo, ou seja, representa quando ocorre a modificação de comportamento. Cada estágio de mudança está relacionado a uma fase com motivação e percepção diferentes frente à possibilidade de...

O verão é a principal estação do ano onde o corpo está em evidência. Isto é propiciado pelo aumento da temperatura que faz com que as pessoas usem menos roupas, fiquem menos tempo dentro de casa e pratiquem mais atividade física. Nesta época, as academias de ginásticas, parques e clubes ficam repletas de indivíduos que se preocupam com o corpo.

“Todo mundo quer estar em forma no verão”. Porém, isto não ocorre da noite para o dia. Para manter o peso, de forma saudável, o processo deve ser contínuo. As pessoas devem se conscientizar que a saúde deve estar em primeiro plano.

São comuns, as dietas que prometem emagrecimento rápido e milagroso (dietas “detox”; dietas com restrições severas de carboidratos;  dietas líquidas, entre outras).

Para emagrecer com saúde e manter a nova silhueta, não há mistério. A dica é adquirir novos hábitos e sem perceber, perde-se peso.

O aumento de...

Recomenda-se que todo adulto realize atividades físicas moderadas: 30 minutos ou mais na maioria dos dias da semana, ou diariamente (de preferência) ou 150 minutos por semana. Além disso, para adultos diabéticos recomenda-se que o exercício seja aeróbico, de moderada intensidade (por exemplo, atingindo 50 a 70% da freqüência cardíaca máxima  e que na ausência de contra-indicações, pacientes adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2 sejam encorajados a realizar treinos de resistência, pelo menos 3 vezes por semana.

No Brasil, o futebol é o esporte com maior número de pessoas interessadas, sendo provavelmente o esporte mais praticado por adultos e crianças do sexo masculino. Que tipo de exercício é realizado num treino ou jogo de futebol? Geralmente, nestes treinos os envolvidos atingem freqüências cardíacas sub-máximas ou máximas, caindo na faixa do treino anaeróbico (maior que 92% da freqüência cardíaca máxima). Só por este motivo, o jogo de futebol não é o...

Para o brasileiro, essa época de copa do mundo é especial. Não porque o futebol seja uma paixão. No Brasil, futebol é religião. Nesse momento de alegria contagiante, são comuns os excessos e os cabelos dos endocrinologistas ficam um pouco mais brancos com o prospecto de glicemias elevadas e exames descompensados. Revisam-se prescrições de orientação alimentar e de como escolher melhor os petiscos. Reforça-se não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas para impedir glicemias fora do padrão e hipoglicemias. Os jovens são um grupo de risco em particular.

Mas a copa é antes de tudo um evento esportivo. Então por que não aproveitar esse período para tentar engajar mais os pacientes com diabetes em atividades físicas, inclusive o futebol? É preciso sempre lembrar o que conseguiríamos atingir se passássemos mais à ativa ao invés de apenas assistir aos jogos e dar uma de técnico. Futebol é um santo remédio.

Talvez...

A paixão pelo futebol pode ser ferramenta importante para controle da obesidade em homens.

Todos sabemos que a obesidade é um problema muito importante de saúde pública em todo o mundo. A prevalência de obesidade nos últimos 30 anos dobrou em todo o mundo, causando grande impacto na incidência de doenças degenerativas, como o diabetes e as doenças cardiovasculares.

Apesar da prevalência de obesidade estar crescendo muito, os homens, de maneira geral, tem mais dificuldade em se considerar obesos e em ser voluntários em estudos clínicos para tratamento da obesidade. Dados da literatura médica mostram que em estudos clínicos de obesidade os homens consistem em aproximadamente ¼ dos participantes, à semelhança do que é observado em programas clínicos públicos de emagrecimento no Reino Unido. Dados de programas comerciais de emagrecimento dão conta que os homens constituem apenas 15% da população que participa desses programas.

Assim, é muito importante uma estratégia...

Vamos começar este debate com um relato pessoal: eu e meus dois filhos fomos viciados em refrigerantes açucarados desde criancinhas. Eu consegui facilmente substituir os refrigerantes tradicionais pela versão diet ou zero, principalmente depois que essas bebidas passaram a ser adoçadas com aspartame. Meu filho mais velho, com um moderado excesso de peso, mesmo após uma cirurgia metabólica, também conseguiu vencer o vício das bebidas açucaradas, substituindo-as pelas versões dietéticas. Mas, meu filho mais novo, antes esbelto, agora, aos 40 e poucos anos, apresenta uma respeitável “barriguinha saliente”, apesar de não ser um glutão. O seu “pecado” é outro: ele é viciado e não consegue abandonar o vício de somente ingerir refrigerantes açucarados. E não há argumentos médicos que o convençam sobre a necessidade de redefinir suas escolhas no sentido de aderir aos refrigerantes dietéticos.

É verdade que existem alguns artigos mostrando que os refrigerantes dietéticos também apresentam eventuais efeitos...

Introdução

A importância de um controle rígido da glicemia entre pacientes com diabetes mellitus está bem estabelecido , no entanto , o tratamento da diabetes no ambiente hospitalar é geralmente considerada secundária em importância . Este estudo procurou avaliar o controle glicêmico e controle do diabetes em pacientes adultos internados em alguns hospitais no Brasil.

Métodos

Estudo transversal realizado em todo o país a partir de julho de 2010 a janeiro de 2012. Casos elegíveis: Pacientes com 18 anos de idade ou mais, com diagnóstico de diabetes e hospitalização de pelo menos 72 horas . Dados sócio-demográficos, informações, detalhes da hospitalização, assim como dados sobre o diagnóstico de diabetes, gestão e tratamento foram coletados para todos os pacientes por revisão de prontuários. Com ênfase ás informações sobre glicemia sérica (GS) nos dias consecutivos da internação.

Resultados

No total, 2.399 pacientes foram avaliados em 24 hospitais localizados em 13 cidades de todas...

Artigo comentado: Nutritional education and carbohydrate counting in children with type 1 diabetes treated with continuous subcutaneous insulin infusion: the effects on dietary habits, body composition and glycometabolic control Marigliano, M. et al.. Acta diabetologica. 2013;50(6):959-64

A escolha desse artigo para a coluna artigo comentado foi pela grande preocupação dos nutricionistas, atualmente, no ensinamento cuidadoso da terapia de Contagem de carboidratos (CHC), para que os pacientes não abandonem a alimentação saudável.

A recomendação de alimentação para diabetes não difere da alimentação do não diabético, sendo baseada na ingestão adequada de carboidratos, proteínas e gorduras ajustados às metas metabólicas, necessidades energéticas e preferências do indivíduo. Monitorar carboidratos, seja por contagem de gramas ou por escolhas, permanece como estratégia chave para o alcance do bom controle glicêmico. A contagem de carboidratos permite maior flexibilidade nas escolhas alimentares, podendo o paciente utilizar qualquer alimento, dentro de um plano alimentar saudável, o que muitas...

Apesar de já serem notórios os benefícios que os exercícios físicos proporcionam a quem tem o chamado Diabetes Mellitus, infelizmente a prática esportiva ainda não é tão popular entre as pessoas que têm a doença. Estudos mostram que esse tipo de prática é capaz de reduzir o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 e até 60%. Além disso, o bom condicionamento físico reduz o risco de morte por doença cardiovascular, melhora a ação da insulina no organismo, ajuda no controle do peso e do colesterol, diminui os sintomas depressivos e aumenta a qualidade de vida. Todos esses benefícios são proporcionais à intensidade do exercício ou à capacidade aeróbica do indivíduo. Já o sedentarismo, por sua vez, é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular, assim como para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes. Juntamente com os exames periódicos, a prática de exercícios regulares, como uma caminhada...

Estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine, em abril de 2014, nos trouxe a grata notícia da diminuição da incidência de complicações relacionadas ao diabetes nos Estados Unidos. Embora este estudo tenha sido desenvolvido com dados de instituições americanas, não deixa de ser uma novidade autêntica a redução das complicações relacionadas ao diabetes no período de 1990 a 2010. Até que ponto os achados deste estudo poderiam ser aplicáveis à situação brasileira é uma questão bastante controversa.

Os autores avaliaram a incidência das seguintes complicações: amputação de extremidades inferiores, doença renal em estágio final, infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e morte por crises hiperglicêmicas. As taxas relativas a todas as cinco complicações mostraram uma redução entre 1990 e 2010, com um declínio relativo mais expressivo na ocorrência de IAM (-67,8%) e nas mortes por crises hiperglicêmicas (-64,4%), seguidas pela redução da ocorrência de AVC...

Artigo comentado:Comparison of 4 diets of varying glycemic load on weight loss and cardiovascular risk reduction in overweight and obese young adults. A Randomized Contolled Trial. Arch Intern Med 2006;166:1466-75. McMillan-Price J, Petocz P, Atkinson F, O’Neill K, Samman S, Steinbeck K, Caterson I, Brand-Miller J.

O padrão alimentar da população mundial vem se modificando nas últimas décadas, com o aumento do consumo de alimentos de alta densidade energética, ricos em gorduras saturadas e pobres em fibras. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esse padrão alimentar combinado ao declíneo do gasto energético é responsável pelo aumento significativo das mortes prematuras causadas por doenças crônicas como diabetes e  doenças cardiovasculares.

Dentre os fatores nutricionais associados a risco cardiovascular, a carga glicêmica (CG= índice glicêmico (IG) X quantidade de carboidrato disponível na porção do alimento/100) se destaca como uma promissora ferramenta nutricional para avaliação da glicemia pós-prandial. Vários estudos associam a alta...

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