Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil (DCNT)/ 2011-2022

Em 2011, o Brasil lançou o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT, com medidas para reduzir a carga evitável de mortalidade, morbidade e incapacidade associada a doenças crônicas deixando de ser uma barreira ao desenvolvimento socioeconômico do país.

O Plano aborda os quatro grupos de doença de maior magnitude - doenças circulatórias, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes - e propõe a abordagem integrada de seus quatro fatores de risco: tabagismo, uso prejudicial de álcool, inatividade física e alimentação não saudável.

O presente documento traz a avaliação da implantação deste plano nacional a partir da perspectiva da sociedade civil, com foco nas ações propostas que tratam da ampliação e fortalecimento de ações de alimentação saudável e redução do sedentarismo.

Alguns Avanços do Plano se deu por meio de:

Aprimoramento no sistema de vigilância...

O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus; tem como principais fatores de risco, a neuropatia periférica, as deformidades e a limitação da mobilidade articular; assim, pode reunir características clínicas variadas, tais como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha,  infecções e amputações, entre outras. A abordagem deve ser especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade.

Dados epidemiológicos demonstram que o pé diabético é responsável  pela principal causa de internação do portador de diabetes. A Organização Mundial de...

A nutrição adequada desempenha papel expressivo na saúde de todas as mulheres durante a gestação, pois a quantidade e qualidade nutricional  impactam também sobre o crescimento e desenvolvimento do feto. Está bem documentado a associação entre estado nutricional materno e ganho de peso durante este período, com prevalência de situações como diabetes, anemia e alteração da pressão arterial.

As mulheres que desenvolvem diabetes durante a gestação (DMG) apresentam risco elevado para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 posteriormente, sendo imperativo gerenciar este período através da mudança do estilo de vida.

A atenção global à gestante com diagnóstico de DMG é essencial para reduzir as possíveis complicações advindas desta condição clínica. Este cuidado deve ser composto por orientação nutricional, prática de atividade física, controle metabólico, assistência pré-natal e avaliação do bem estar fetal, bem como avaliação da necessidade de insulinização ao longo do período.

Embora haja relativamente pouca informação disponível sobre...

Sarcopenia é, no sentido literal, a perda de massa muscular, força e função relacionada com o envelhecimento. O termo vem do grego Sarcus (carne) e Penia (diminuição). Com o envelhecimento da população mundial a sua prevalência vem aumentando de maneira exponencial. A sarcopenia afeta o equilíbrio, a marcha e capacidade global para executar tarefas da vida diária, ou seja, aumenta a dependência de terceiros, diminui a qualidade de vida e aumenta a morbimortalidade.

O diagnóstico de Sarcopenia é baseado na presença de dois dos três critérios abaixo: diminuição da massa muscular (obrigatório), somado a diminuição da força muscular ou do desempenho físico. A massa muscular deve ser medida por RNM, TAC, DEXA ou Bioimpedância. As duas últimas são os mais utilizados na prática clínica. A força muscular pode ser avaliada com um dinamômetro digital. O desempenho físico pode ser avaliados através de métodos simples, como a avaliação da marcha habitual,...

A vacina contra hepatite B já era indicada para toda criança/adolescente com menos de 18 anos, além de pessoas com risco aumentado de infecção pelo vírus da hepatite B como trabalhadores da área da saúde. Em 2012, o CDC (órgão norte-americano responsável pelo controle de doenças) incluiu pacientes diabéticos nas indicações de vacinação.

Após estudo conduzido pelo CDC, percebeu-se que pacientes diabéticos com menos de 60 anos, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, têm risco 2 vezes maior de contrair hepatite B quando comparados a pessoas sem diabetes com a mesma idade. Nos pacientes diabéticos com mais de 60 anos, o risco também foi um pouco maior, mas sem significância estatística, ou seja, este pequeno aumento do risco nos idosos pode não ser real.

Segundo a nova recomendação, todo paciente diabético com menos de 60 anos, desde o momento do diagnóstico, deve ser imunizado contra a hepatite B...

Os últimos anos vêm nos mostrando um aumento dramático na incidência e prevalência do Diabetes, principalmente o diabetes tipo 2, muito associado à obesidade. Com o aumento na prevalência da doença e, conseqüentemente, de suas complicações, estamos assistindo a uma multiplicação de novos medicamentos que podem ser usados para controle dos níveis glicêmicos. Somente nos últimos dois anos vimos surgir uma classe de medicamentos com mecanismo de ação totalmente diferente dos demais, novas medicações que também ajudam no manejo do excesso de peso, novas insulinas e, mais recentemente, o anúncio da insulina inalada, que deve ter seu comércio iniciado em 2015 nos EUA.

Um dos maiores desafios no manejo de pacientes com diabetes tipo 2 é o controle do excesso de peso. A obesidade é uma doença de controle extremamente difícil e, em alguns casos, o paciente se torna tão resistente à insulina que mesmo com doses altas não é...

Mas será que nem mesmo na festa de final de ano? Nem na confraternização do trabalho? Estas perguntas acontecem comumente durante as consultas médicas de muitos pacientes diabéticos. Para esclarecer este dilema, e deixar você mais informado, é importante definirmos alguns conceitos...

O que acontece no corpo quando bebemos?

Quando você bebe, o álcool sai do seu estômago rapidamente e ganha a corrente sanguínea, chegando ao fígado. Sabemos que o fígado metaboliza, isto é, consegue desativar, a quantidade de um drink a cada 2 horas em média. Dessa forma, se o consumo for maior que um drink no período de 2 horas, o excesso de álcool permanece na corrente sanguínea e causa seus efeitos, principalmente no cérebro: tontura, desinibição, diminuição da capacidade de raciocínio, euforia. No corpo, o excesso de álcool provoca aumento do ritmo dos batimentos cardíacos e da frequência da respiração, problemas de equilíbrio e movimento. E, é claro,...

A relação entre o diabetes tipo 2 e distúrbios do sono  já está bem estabelecida, como é o caso da apneia obstrutiva (paradas respiratórias devido à interrupção física na passagem de ar para os pulmões). Além disso, a qualidade do sono deteriorada e a redução crônica na duração do sono noturno têm sido apontadas como fatores de risco para o desenvolvimento de obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2. Os motivos parecem muitos e entre eles estão: maior oportunidade para se alimentar excessivamente enquanto acordado, alteração no perfil e nos níveis de hormônios responsáveis pelo apetite e pela saciedade (destacam-se a grelina e a leptina), e ativação de mecanismos de estresse, como o sistema nervoso simpático e a liberação de hormônios hiperglicemiantes em quantidade e horário inesperados.

Apesar de poucos grupos de pesquisa terem se debruçado sobre a questão do sono em diabetes tipo 1 (DM1), os achados dos últimos anos...

Os profissionais de saúde que lidam com diabetes sabem que estas pessoas terão que realizar muitas tarefas de autocuidado no seu cotidiano. De alguma forma, ter uma doença crônica representa um desafio para o resto da vida.

Quando se trata do diabetes, o medo das restrições alimentares e as dúvidas sobre o que pode e o que não pode comer são sensações desconfortáveis que grande parte destas pessoas experimenta.

De acordo com vários consensos nacionais e internacionais sobre alimentação e diabetes, estas pessoas devem seguir um programa de alimentação saudável como a população em geral. O problema é que o conceito de alimentação saudável infelizmente ainda é pouco conhecido pela população em geral e até mesmo entre os profissionais de saúde. Estes conceitos são relativamente novos e vem ocupando espaço importante dentro das diretrizes internacionais relacionadas à prevenção e controle das doenças crônicas.

Dessa forma, no quadro abaixo, se resumem...

A perda do excesso de peso é uma das estratégias fundamentais para melhorar o controle do diabetes. Entretanto, a efetividade de médio e longo prazo dessas estratégias é limitada pela progressiva perda da adesão do paciente à medida que o tempo passa. Realmente, a adoção de medidas positivas no estilo de vida é um desafio tanto para pacientes, como para profissionais de saúde. Em função dessa realidade, novas e criativas abordagens têm sido tentadas no sentido de manter a motivação dos pacientes.

Uma seguradora americana desenvolveu uma proposta bastante atrativa para seus segurados com obesidade: eles poderiam optar entre pagar 20% a mais por suas apólices de seguro ou aderir a um programa de atividades físicas com o objetivo de obter descontos nos custos de suas apólices. Nada menos que 6.500 indivíduos obesos aceitaram utilizar um pedômetro para avaliar o nível de atividades físicas que vinham exercendo.

Os resultados foram...

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