O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus; tem como principais fatores de risco, a neuropatia periférica, as deformidades e a limitação da mobilidade articular; assim, pode reunir características clínicas variadas, tais como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha,  infecções e amputações, entre outras. A abordagem deve ser especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade.

Dados epidemiológicos demonstram que o pé diabético é responsável  pela principal causa de internação do portador de diabetes. A Organização Mundial de...

A nutrição adequada desempenha papel expressivo na saúde de todas as mulheres durante a gestação, pois a quantidade e qualidade nutricional  impactam também sobre o crescimento e desenvolvimento do feto. Está bem documentado a associação entre estado nutricional materno e ganho de peso durante este período, com prevalência de situações como diabetes, anemia e alteração da pressão arterial.

As mulheres que desenvolvem diabetes durante a gestação (DMG) apresentam risco elevado para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 posteriormente, sendo imperativo gerenciar este período através da mudança do estilo de vida.

A atenção global à gestante com diagnóstico de DMG é essencial para reduzir as possíveis complicações advindas desta condição clínica. Este cuidado deve ser composto por orientação nutricional, prática de atividade física, controle metabólico, assistência pré-natal e avaliação do bem estar fetal, bem como avaliação da necessidade de insulinização ao longo do período.

Embora haja relativamente pouca informação disponível sobre...

Sarcopenia é, no sentido literal, a perda de massa muscular, força e função relacionada com o envelhecimento. O termo vem do grego Sarcus (carne) e Penia (diminuição). Com o envelhecimento da população mundial a sua prevalência vem aumentando de maneira exponencial. A sarcopenia afeta o equilíbrio, a marcha e capacidade global para executar tarefas da vida diária, ou seja, aumenta a dependência de terceiros, diminui a qualidade de vida e aumenta a morbimortalidade.

O diagnóstico de Sarcopenia é baseado na presença de dois dos três critérios abaixo: diminuição da massa muscular (obrigatório), somado a diminuição da força muscular ou do desempenho físico. A massa muscular deve ser medida por RNM, TAC, DEXA ou Bioimpedância. As duas últimas são os mais utilizados na prática clínica. A força muscular pode ser avaliada com um dinamômetro digital. O desempenho físico pode ser avaliados através de métodos simples, como a avaliação da marcha habitual,...

A vacina contra hepatite B já era indicada para toda criança/adolescente com menos de 18 anos, além de pessoas com risco aumentado de infecção pelo vírus da hepatite B como trabalhadores da área da saúde. Em 2012, o CDC (órgão norte-americano responsável pelo controle de doenças) incluiu pacientes diabéticos nas indicações de vacinação.

Após estudo conduzido pelo CDC, percebeu-se que pacientes diabéticos com menos de 60 anos, tanto do tipo 1 quanto do tipo 2, têm risco 2 vezes maior de contrair hepatite B quando comparados a pessoas sem diabetes com a mesma idade. Nos pacientes diabéticos com mais de 60 anos, o risco também foi um pouco maior, mas sem significância estatística, ou seja, este pequeno aumento do risco nos idosos pode não ser real.

Segundo a nova recomendação, todo paciente diabético com menos de 60 anos, desde o momento do diagnóstico, deve ser imunizado contra a hepatite B...

Os últimos anos vêm nos mostrando um aumento dramático na incidência e prevalência do Diabetes, principalmente o diabetes tipo 2, muito associado à obesidade. Com o aumento na prevalência da doença e, conseqüentemente, de suas complicações, estamos assistindo a uma multiplicação de novos medicamentos que podem ser usados para controle dos níveis glicêmicos. Somente nos últimos dois anos vimos surgir uma classe de medicamentos com mecanismo de ação totalmente diferente dos demais, novas medicações que também ajudam no manejo do excesso de peso, novas insulinas e, mais recentemente, o anúncio da insulina inalada, que deve ter seu comércio iniciado em 2015 nos EUA.

Um dos maiores desafios no manejo de pacientes com diabetes tipo 2 é o controle do excesso de peso. A obesidade é uma doença de controle extremamente difícil e, em alguns casos, o paciente se torna tão resistente à insulina que mesmo com doses altas não é...

Mas será que nem mesmo na festa de final de ano? Nem na confraternização do trabalho? Estas perguntas acontecem comumente durante as consultas médicas de muitos pacientes diabéticos. Para esclarecer este dilema, e deixar você mais informado, é importante definirmos alguns conceitos...

O que acontece no corpo quando bebemos?

Quando você bebe, o álcool sai do seu estômago rapidamente e ganha a corrente sanguínea, chegando ao fígado. Sabemos que o fígado metaboliza, isto é, consegue desativar, a quantidade de um drink a cada 2 horas em média. Dessa forma, se o consumo for maior que um drink no período de 2 horas, o excesso de álcool permanece na corrente sanguínea e causa seus efeitos, principalmente no cérebro: tontura, desinibição, diminuição da capacidade de raciocínio, euforia. No corpo, o excesso de álcool provoca aumento do ritmo dos batimentos cardíacos e da frequência da respiração, problemas de equilíbrio e movimento. E, é claro,...

A relação entre o diabetes tipo 2 e distúrbios do sono  já está bem estabelecida, como é o caso da apneia obstrutiva (paradas respiratórias devido à interrupção física na passagem de ar para os pulmões). Além disso, a qualidade do sono deteriorada e a redução crônica na duração do sono noturno têm sido apontadas como fatores de risco para o desenvolvimento de obesidade, hipertensão e diabetes tipo 2. Os motivos parecem muitos e entre eles estão: maior oportunidade para se alimentar excessivamente enquanto acordado, alteração no perfil e nos níveis de hormônios responsáveis pelo apetite e pela saciedade (destacam-se a grelina e a leptina), e ativação de mecanismos de estresse, como o sistema nervoso simpático e a liberação de hormônios hiperglicemiantes em quantidade e horário inesperados.

Apesar de poucos grupos de pesquisa terem se debruçado sobre a questão do sono em diabetes tipo 1 (DM1), os achados dos últimos anos...

Os profissionais de saúde que lidam com diabetes sabem que estas pessoas terão que realizar muitas tarefas de autocuidado no seu cotidiano. De alguma forma, ter uma doença crônica representa um desafio para o resto da vida.

Quando se trata do diabetes, o medo das restrições alimentares e as dúvidas sobre o que pode e o que não pode comer são sensações desconfortáveis que grande parte destas pessoas experimenta.

De acordo com vários consensos nacionais e internacionais sobre alimentação e diabetes, estas pessoas devem seguir um programa de alimentação saudável como a população em geral. O problema é que o conceito de alimentação saudável infelizmente ainda é pouco conhecido pela população em geral e até mesmo entre os profissionais de saúde. Estes conceitos são relativamente novos e vem ocupando espaço importante dentro das diretrizes internacionais relacionadas à prevenção e controle das doenças crônicas.

Dessa forma, no quadro abaixo, se resumem...

A perda do excesso de peso é uma das estratégias fundamentais para melhorar o controle do diabetes. Entretanto, a efetividade de médio e longo prazo dessas estratégias é limitada pela progressiva perda da adesão do paciente à medida que o tempo passa. Realmente, a adoção de medidas positivas no estilo de vida é um desafio tanto para pacientes, como para profissionais de saúde. Em função dessa realidade, novas e criativas abordagens têm sido tentadas no sentido de manter a motivação dos pacientes.

Uma seguradora americana desenvolveu uma proposta bastante atrativa para seus segurados com obesidade: eles poderiam optar entre pagar 20% a mais por suas apólices de seguro ou aderir a um programa de atividades físicas com o objetivo de obter descontos nos custos de suas apólices. Nada menos que 6.500 indivíduos obesos aceitaram utilizar um pedômetro para avaliar o nível de atividades físicas que vinham exercendo.

Os resultados foram...

O comportamento alimentar ocupa atualmente um papel central na prevenção e no tratamento de doenças. A alimentação, ao mesmo tempo em que é importante para o crescimento e desenvolvimento, pode também representar um dos principais fatores de prevenção de algumas doenças na fase adulta.

A utilização de modelos teóricos em saúde tem sido cada vez mais usada para   auxiliar profissionais e pacientes a entender as fases do comportamento e gerar  aconselhamentos prática para cada  uma das fases.

O modelo mais utilizado  em saúde é o Modelo Transteórico (MT)  proposto por James O. Prochaska e Carlo Diclemente  na década de 80. À  principio foi colocado como instrumento de auxílio à compreensão da mudança comportamental relacionada à saúde.

Os estágios de mudança representam o tempo, ou seja, representa quando ocorre a modificação de comportamento. Cada estágio de mudança está relacionado a uma fase com motivação e percepção diferentes frente à possibilidade de...

O verão é a principal estação do ano onde o corpo está em evidência. Isto é propiciado pelo aumento da temperatura que faz com que as pessoas usem menos roupas, fiquem menos tempo dentro de casa e pratiquem mais atividade física. Nesta época, as academias de ginásticas, parques e clubes ficam repletas de indivíduos que se preocupam com o corpo.

“Todo mundo quer estar em forma no verão”. Porém, isto não ocorre da noite para o dia. Para manter o peso, de forma saudável, o processo deve ser contínuo. As pessoas devem se conscientizar que a saúde deve estar em primeiro plano.

São comuns, as dietas que prometem emagrecimento rápido e milagroso (dietas “detox”; dietas com restrições severas de carboidratos;  dietas líquidas, entre outras).

Para emagrecer com saúde e manter a nova silhueta, não há mistério. A dica é adquirir novos hábitos e sem perceber, perde-se peso.

O aumento de...

Recomenda-se que todo adulto realize atividades físicas moderadas: 30 minutos ou mais na maioria dos dias da semana, ou diariamente (de preferência) ou 150 minutos por semana. Além disso, para adultos diabéticos recomenda-se que o exercício seja aeróbico, de moderada intensidade (por exemplo, atingindo 50 a 70% da freqüência cardíaca máxima  e que na ausência de contra-indicações, pacientes adultos com Diabetes Mellitus Tipo 2 sejam encorajados a realizar treinos de resistência, pelo menos 3 vezes por semana.

No Brasil, o futebol é o esporte com maior número de pessoas interessadas, sendo provavelmente o esporte mais praticado por adultos e crianças do sexo masculino. Que tipo de exercício é realizado num treino ou jogo de futebol? Geralmente, nestes treinos os envolvidos atingem freqüências cardíacas sub-máximas ou máximas, caindo na faixa do treino anaeróbico (maior que 92% da freqüência cardíaca máxima). Só por este motivo, o jogo de futebol não é o...

Para o brasileiro, essa época de copa do mundo é especial. Não porque o futebol seja uma paixão. No Brasil, futebol é religião. Nesse momento de alegria contagiante, são comuns os excessos e os cabelos dos endocrinologistas ficam um pouco mais brancos com o prospecto de glicemias elevadas e exames descompensados. Revisam-se prescrições de orientação alimentar e de como escolher melhor os petiscos. Reforça-se não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas para impedir glicemias fora do padrão e hipoglicemias. Os jovens são um grupo de risco em particular.

Mas a copa é antes de tudo um evento esportivo. Então por que não aproveitar esse período para tentar engajar mais os pacientes com diabetes em atividades físicas, inclusive o futebol? É preciso sempre lembrar o que conseguiríamos atingir se passássemos mais à ativa ao invés de apenas assistir aos jogos e dar uma de técnico. Futebol é um santo remédio.

Talvez...

A paixão pelo futebol pode ser ferramenta importante para controle da obesidade em homens.

Todos sabemos que a obesidade é um problema muito importante de saúde pública em todo o mundo. A prevalência de obesidade nos últimos 30 anos dobrou em todo o mundo, causando grande impacto na incidência de doenças degenerativas, como o diabetes e as doenças cardiovasculares.

Apesar da prevalência de obesidade estar crescendo muito, os homens, de maneira geral, tem mais dificuldade em se considerar obesos e em ser voluntários em estudos clínicos para tratamento da obesidade. Dados da literatura médica mostram que em estudos clínicos de obesidade os homens consistem em aproximadamente ¼ dos participantes, à semelhança do que é observado em programas clínicos públicos de emagrecimento no Reino Unido. Dados de programas comerciais de emagrecimento dão conta que os homens constituem apenas 15% da população que participa desses programas.

Assim, é muito importante uma estratégia...

Vamos começar este debate com um relato pessoal: eu e meus dois filhos fomos viciados em refrigerantes açucarados desde criancinhas. Eu consegui facilmente substituir os refrigerantes tradicionais pela versão diet ou zero, principalmente depois que essas bebidas passaram a ser adoçadas com aspartame. Meu filho mais velho, com um moderado excesso de peso, mesmo após uma cirurgia metabólica, também conseguiu vencer o vício das bebidas açucaradas, substituindo-as pelas versões dietéticas. Mas, meu filho mais novo, antes esbelto, agora, aos 40 e poucos anos, apresenta uma respeitável “barriguinha saliente”, apesar de não ser um glutão. O seu “pecado” é outro: ele é viciado e não consegue abandonar o vício de somente ingerir refrigerantes açucarados. E não há argumentos médicos que o convençam sobre a necessidade de redefinir suas escolhas no sentido de aderir aos refrigerantes dietéticos.

É verdade que existem alguns artigos mostrando que os refrigerantes dietéticos também apresentam eventuais efeitos...

Introdução

A importância de um controle rígido da glicemia entre pacientes com diabetes mellitus está bem estabelecido , no entanto , o tratamento da diabetes no ambiente hospitalar é geralmente considerada secundária em importância . Este estudo procurou avaliar o controle glicêmico e controle do diabetes em pacientes adultos internados em alguns hospitais no Brasil.

Métodos

Estudo transversal realizado em todo o país a partir de julho de 2010 a janeiro de 2012. Casos elegíveis: Pacientes com 18 anos de idade ou mais, com diagnóstico de diabetes e hospitalização de pelo menos 72 horas . Dados sócio-demográficos, informações, detalhes da hospitalização, assim como dados sobre o diagnóstico de diabetes, gestão e tratamento foram coletados para todos os pacientes por revisão de prontuários. Com ênfase ás informações sobre glicemia sérica (GS) nos dias consecutivos da internação.

Resultados

No total, 2.399 pacientes foram avaliados em 24 hospitais localizados em 13 cidades de todas...

Artigo comentado: Nutritional education and carbohydrate counting in children with type 1 diabetes treated with continuous subcutaneous insulin infusion: the effects on dietary habits, body composition and glycometabolic control Marigliano, M. et al.. Acta diabetologica. 2013;50(6):959-64

A escolha desse artigo para a coluna artigo comentado foi pela grande preocupação dos nutricionistas, atualmente, no ensinamento cuidadoso da terapia de Contagem de carboidratos (CHC), para que os pacientes não abandonem a alimentação saudável.

A recomendação de alimentação para diabetes não difere da alimentação do não diabético, sendo baseada na ingestão adequada de carboidratos, proteínas e gorduras ajustados às metas metabólicas, necessidades energéticas e preferências do indivíduo. Monitorar carboidratos, seja por contagem de gramas ou por escolhas, permanece como estratégia chave para o alcance do bom controle glicêmico. A contagem de carboidratos permite maior flexibilidade nas escolhas alimentares, podendo o paciente utilizar qualquer alimento, dentro de um plano alimentar saudável, o que muitas...

Apesar de já serem notórios os benefícios que os exercícios físicos proporcionam a quem tem o chamado Diabetes Mellitus, infelizmente a prática esportiva ainda não é tão popular entre as pessoas que têm a doença. Estudos mostram que esse tipo de prática é capaz de reduzir o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 e até 60%. Além disso, o bom condicionamento físico reduz o risco de morte por doença cardiovascular, melhora a ação da insulina no organismo, ajuda no controle do peso e do colesterol, diminui os sintomas depressivos e aumenta a qualidade de vida. Todos esses benefícios são proporcionais à intensidade do exercício ou à capacidade aeróbica do indivíduo. Já o sedentarismo, por sua vez, é um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular, assim como para o desenvolvimento da obesidade e do diabetes. Juntamente com os exames periódicos, a prática de exercícios regulares, como uma caminhada...

Estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine, em abril de 2014, nos trouxe a grata notícia da diminuição da incidência de complicações relacionadas ao diabetes nos Estados Unidos. Embora este estudo tenha sido desenvolvido com dados de instituições americanas, não deixa de ser uma novidade autêntica a redução das complicações relacionadas ao diabetes no período de 1990 a 2010. Até que ponto os achados deste estudo poderiam ser aplicáveis à situação brasileira é uma questão bastante controversa.

Os autores avaliaram a incidência das seguintes complicações: amputação de extremidades inferiores, doença renal em estágio final, infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e morte por crises hiperglicêmicas. As taxas relativas a todas as cinco complicações mostraram uma redução entre 1990 e 2010, com um declínio relativo mais expressivo na ocorrência de IAM (-67,8%) e nas mortes por crises hiperglicêmicas (-64,4%), seguidas pela redução da ocorrência de AVC...

Artigo comentado:Comparison of 4 diets of varying glycemic load on weight loss and cardiovascular risk reduction in overweight and obese young adults. A Randomized Contolled Trial. Arch Intern Med 2006;166:1466-75. McMillan-Price J, Petocz P, Atkinson F, O’Neill K, Samman S, Steinbeck K, Caterson I, Brand-Miller J.

O padrão alimentar da população mundial vem se modificando nas últimas décadas, com o aumento do consumo de alimentos de alta densidade energética, ricos em gorduras saturadas e pobres em fibras. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esse padrão alimentar combinado ao declíneo do gasto energético é responsável pelo aumento significativo das mortes prematuras causadas por doenças crônicas como diabetes e  doenças cardiovasculares.

Dentre os fatores nutricionais associados a risco cardiovascular, a carga glicêmica (CG= índice glicêmico (IG) X quantidade de carboidrato disponível na porção do alimento/100) se destaca como uma promissora ferramenta nutricional para avaliação da glicemia pós-prandial. Vários estudos associam a alta...

Insulin resistance in Brazilian adolescent girls: Association with overweight and metabolic disorders. MM Alvarez, ACR Vieira, AS Moura, GV Veiga.   Diabetes Research and Clinical Practice  2006; 74:183–8.

A adolescência é um período de risco para o aparecimento da resistência à insulina porque há uma redução fisiológica na sensibilidade à insulina que é compensada pelo aumento na sua secreção. Essa redução transitória do hormônio, parece ser mais freqüente nas adolescentes do sexo feminino.

Em 2003 foi realizado um estudo para avaliar risco cardiovascular em uma amostra probabilística com 610 adolescentes de 12 a 19 anos de escolas públicas de Niterói, Rio de Janeiro. Adolescentes do sexo feminino foram selecionadas para avaliar a resistência a insulina e associação com sobrepeso e alterações metabólicas.  Atenderam aos critérios de elegibilidade 388 meninas. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 As...

Artigo comentado: Waist circumference is an independent predictor of insulin

resistance in black and white youths The Journal of Pediatrics Volume 148, Issue 2 , Pages 188-194, February 2006.SOJUNG LEE, PHD, FIDA BACHA, MD, NESLIHAN GUNGOR, MD, AND SILVA A. ARSLANIAN, MD

A obesidade, considerada uma epidemia em todo o mundo, possui uma  elevada associação com doenças cardiovasculares tal fato, vem se tornando ainda mais grave por atingir faixas etárias mais jovens. A identificação dos grupos mais vulneráveis é importante para o estabelecimento de uma estratégia de prevenção e controle desta epidemia. No âmbito da saúde pública existe a necessidade de implementar ferramentas práticas e úteis que consigam identificar os grupos de riscos para as doenças cardiovasculares provenientes do excesso de peso.

 As medidas antropométricas mais amplamente utilizadas para avaliar obesidade são o peso, estatura e as circunferências da cintura e quadril. Estudos epidemiológicos em adultos mostraram que na avaliação da...

Artigo comentado: RAIDL M et al. The Healthy Diabetes Plate. Preventing Chronic Disease – Public Health Research, Practice and Policy. Vol 04: N 01. January 2007.
Disponível aqui. Acesso em: 22 de abril de 2013.

Parcela importante da população diabética apresenta mau controle glicêmico, e muitas vezes, um dos fatores que contribuem para tal fato, é a falta de informação do paciente em relação a doença e seu tratamento.

Hábitos alimentares inadequados interferem diretamente no controle do diabetes e contribuem para o aumento de complicações clínicas a curto, médio e longo prazo. Assim, é necessário planejar e desenvolver programas eficazes de educação, visando propiciar conhecimento sobre a doença, mudança de comportamento e melhora do estado de saúde e qualidade de vida.

Diversas estratégias de educação nutricional têm sido descritas na literatura, porém alcançar a motivação da população para uma mudança efetiva do padrão alimentar ainda é um dos grandes desafios.

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Um estudo bastante interessante, realizado nos EUA, Itália e Equador avaliou a mortalidade relacionada à ingestão de proteínas, de origem animal e vegetal, subdividindo essa mortalidade por faixas etárias, mortalidade por câncer, diabetes e mortalidade por todas as causas.

Os achados foram surpreendentes, revelando que a mortalidade relacionada ao Diabetes aumenta cerca de 5 vezes com a dieta hiperproteica animal, em todas as idades.

Para as outras causas, como mortalidade total e câncer, houve uma associação aumentada de 75% nos indivíduos com ingestão proteica animal elevada, sendo que esta associação estava reduzida ou até mesmo abolida quando a dieta era rica em proteínas de origem vegetal.

Por outro lado, acima de 65% anos, a dieta rica em proteínas animais parece exercer efeito protetor em relação ao câncer e à mortalidade por todas as doenças, exceto em relação ao diabetes, onde essa dieta rica em proteínas animais mantém associação com maior...

A luta contra o tabagismo já chegou em seu 50º aniversário e, por isso, mereceu um relatório especial do Centers for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos, o qual trouxe novas informações que sugerem que o tabagismo não é apenas maléfico para o diabetes mas, também, atua como um fator causal para o desenvolvimento do diabetes. Esta nova informação deriva de uma metanálise de 24 estudos prospectivos, abrangendo 3,9 milhões de indivíduos, que não apresentavam diabetes no início da observação. O estudo indicou que os fumantes ativos têm um risco de 30% a 40% maior para desenvolver DM2 em comparação com os não fumantes.

Alguns dos estudos considerados compararam os dados de pessoas que nunca fumaram com ex-fumantes, incluídos nas categorias de fumantes leves (0-15 cigarros/dia) e fumantes pesados (>15 cigarros/dia). Em comparação com aqueles que nunca fumaram, o risco relativo de desenvolver diabetes foi 14% maior em ex-fumantes,...

Conforme mencionamos em artigo anterior aqui na SBD, a PROTESTE realizou avaliação de alguns produtos contendo Wheyprotein, constatando disparidade entre a composição real de tais produtos e as informações da embalagem.

Posteriormente a essa avaliação, em 28/02/2014 a ANVISA proibiu a venda de 20 produtos, procedentes de 14 fabricantes. Dos 20 produtos proibidos, 19 continham mais carboidratos do que o informado no lote e 1 continha menos, o que pode ser considerado como fraude e trazer riscos à saúde de muitos usuários, dentre eles principalmente diabéticos e mais ainda, os que utilizam tratamento por contagem de carboidratos. Além disso, muitos desses produtos contêm soja sem a menção da mesma nas embalagens, o que pode trazer riscos à saúde de indivíduos com alergia a esse alimento.

São eles:

- Super Nitro Whey NO2 – American Line Suplements

- 3W – Fast Nutrition

- Whey Protein Optimazer – Cyberform

- Whey NO2 Pro Baunilha – Pro Corps

- Whey NO2...

Apnéia do sono é um diagnóstico que tem sido cada vez mais firmado.

O número de pessoas que apresenta o problema impressiona. Calcula-se que 20 milhões de americanos, e pelo menos  8 milhões de brasileiros, são portadores deste distúrbio.

E a sua incidência não para de crescer, por conta de que cada vez mais pessoas apresentam excesso de peso. O sono acarreta uma diminuição da tensão da musculatura. Essa diminuição da ação nos músculos da garganta e da língua resulta na obstrução da faringe, causando a interrupção do fluxo de ar para os pulmões. As pessoas que têm as dimensões da garganta diminuídas, os obesos, os que têm língua e ou amídalas grandes e os que têm  queixo pequeno, são mais predispostos para que a obstrução ocorra. A mandíbula curta acarreta que a língua fique mais para trás. 

O estreitamento da abertura provoca o ronco, sintoma este que pode acarretar um grande problema, complicar...

A medicina alternativa pode ser definida por um conjunto de práticas e uso de substâncias que não são, hoje, considerados como válidos pela  medicina convencional.

Medicina ortomolecular, dietas e remédios populares, quiropraxia e massagens, uso de chás, benzedeiras, gurus, terreiros e etc.

Estes tipos de terapias médicas continuam sendo utilizadas por parte importante da população, e o que é mais preocupante, é cada vez maior o número de pessoas que delas são usuárias. Nos Estados Unidos, na década de 90, o aumento dos gastos pela comunidade com esse tipo de tratamento foi de 50%.  Acredita-se que, atualmente, perto de 30 bilhões de dólares, seja o faturamento dos setores que realizam tais práticas. Um outro dado que surpreende é que a chamada "medicina alternativa", é mais utilizada pelos que têm mais escolaridade e renda. Como explicar tal paradoxo? Muito difícil. Afinal a medicina alternativa não deveria sequer existir.

Qualquer recurso terapêutico em...

A doença já é a sétima causa de morte nos Estados Unidos. E o que mais preocupa é que a sua incidência continua aumentando, e muito.

Vem dobrando a cada 5 anos, sem que a ciência descubra alguma medida que seja capaz de, pelo menos, estacionar este crescimento. Cada indivíduo tem cerca de 15% de probabilidade, em uma fase da vida, de apresentar os sintomas da enfermidade Alzheimer. Caso você consiga se tornar um octagenário, a sua chance de ser portador da doença irá variar entre 30% a 50%.

Nós sabemos quais os fatores que predispõem o aparecimento mais precoce da outra forma da demência, a Arteriosclerose Cerebral. Idade avançada, Hipertensão Arterial, fumo, Diabetes Mellitus, elevação das gorduras sanguíneas, estão entre eles. Quanto às condições que contribuem para o surgimento da doença de Alzheimer, o nosso conhecimento é bem menor.

Os idosos, as mulheres, os indivíduos com menor nível de...

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