Redução de Açúcar nos Alimentos industrializados

Dra. Tarcila Ferraz de Campos

Dra. Tarcila Ferraz de Campos

  • Nutricionista Clínica e Mestre em Ciências da Saúde
  • Educadora em Diabetes IDF/SBD/ADJ
  • Membro dos Departamentos de Nutrição e de Educação em Diabetes da SBD (2016-2017)
  • Vice-coordenadora do departamento de nutrição SBD biênio 2018/19


O Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, assinou nesta segunda-feira (26/11), o primeiro acordo para a redução do teor de açúcar nos alimentos industrializados. Com este acordo, o Brasil passa a ser um dos primeiros países do mundo a buscar essa diminuição.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de sacarose não ultrapasse 10% do total de calorias diárias e se possível manter abaixo dos 5%, essa recomendação é a mesma para as pessoas com diabetes.

Hoje, a população brasileira consome em média 80 gramas de açúcar ao dia. Tomando por base uma dieta de 2000 calorias diárias, a recomendação estabelecida ficaria entre 25 e 50 gramas de sacarose / dia. Uma colher de sopa de catchup, fornece cerca de 4 gramas de açúcar e uma lata de refrigerante, chega a conter 40 gramas desse carboidrato.

O acordo do Ministério da Saúde com a indústria é uma das ações preventivas contra problemas de saúde que poderão contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população principalmente atuando na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis como obesidade e diabetes.

Para estabelecer as metas das cinco categorias de alimentos foram considerados critérios que envolvem desde o consumo e distribuição dos teores de açúcar dos alimentos até a necessidade de redução dos níveis máximos do alimento; queda dos teores de açúcares livres não resultantes em aumento no valor energético e de adição ou substituição por adoçantes, além do percentual de produtos a serem reformulados para atingirem à meta.

As categorias são:

  • Bebidas adoçadas: refrigerantes, néctares e refrescos;
  • Biscoitos: biscoitos doces sem recheio, exceto, biscoitos maria e maisena, biscoitos doces recheados, biscoitos wafers sem cobertura em placas regulares e rosquinhas;
  • Bolos e misturas para bolos: bolos sem recheio e sem cobertura, bolo com recheio e sem cobertura e bolo sem recheio e com cobertura, bolo com recheio e com cobertura, mistura para bolo aerado sem inclusões, mistura para bolo aerado com inclusões, mistura para bolo cremoso sem inclusões e mistura para bolo cremoso com inclusões;
  • Achocolatados em pó e produtos similares de outros sabores; e
  • Produtos lácteos: bebidas lácteas fermentadas, bebidas lácteas não fermentadas prontas para consumo, iogurtes e outros leites fermentados, iogurtes gregos, iogurtes gregos com calda, leite fermentado tipo “yakult” e “petit suisse”.

O Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes apoia essa ação e ressalta que a diminuição da sacarose pela indústria alimentícia não deve ser sinônimo de um aumento expressivo de edulcorantes e outros aditivos em produtos industrializados. A preferência por alimentos in natura e produtos minimamente processados, além da moderação no consumo de alimentos processados e ultra-processados, devem ser priorizadas por toda a população, com ou sem diabetes.

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