Na nova edição da Coluna Verdadeiro ou Falso, SBD esclarece dúvidas sobre a relação entre diabetes e câncer hepático

Pacientes com diabetes necessitam manter um estilo de vida equilibrado, já que o excesso de peso, aumento da glicemia e falta de exercícios físicos podem contribuir para complicações. Muito se fala sobre a associação do diabetes como fator de risco para o desenvolvimento de câncer de fígado, mas, afinal, isso é verdade?

Cerca de 85% dos pacientes com diabetes tipo 2 (DM2) são obesos, o que, aliado ao fator genético, predispõe à resistência a insulina, que também está associada à fisiopatologia da Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA). De acordo com a Dra. Erika Paniago Guedes, endocrinologista e membro do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), à medida que o peso corporal aumenta, a resistência à insulina também é elevada, causando o aumento da liberação dos ácidos graxos livres (gorduras) para a corrente sanguínea, com depósito no fígado: “O acúmulo de gordura no fígado recebe o nome de Estetose Hepática, que se não tratada pode causar inflamação no fígado (Esteatohepatite), que pode progredir para fibrose e cirrose e por fim, chegar ao desenvolvimento de hepatocarcinoma (câncer de fígado). Então, o DM2 pode ser considerado fator de risco para câncer hepático”, afirma.

Para prevenir o câncer de fígado secundário ao acúmulo hepático de gordura, o paciente deve perder peso, sobretudo a gordura visceral: “Na realidade, a perda de peso é uma estratégia para melhora da saúde global do paciente, e pode prevenir não apenas o carcinoma de fígado, mas outros tipos de cânceres associados à obesidade, como: câncer de mama e câncer de intestino”, ressalta.

Dessa forma, o paciente tem que ser orientado a manter uma dieta saudável, visando perda de peso e controle metabólico. Segundo a Dra. Erika, “os pacientes com diabetes que desenvolveram DHGNA necessitam estar atentos à dieta e praticar atividade física. As evidências ainda demostram que o tratamento com a pioglitazona, que diminui a resistência à insulina e melhora o controle glicêmico, pode mudar a evolução da DHGNA”.

A SBD recomenda que pessoas com diabetes mantenham hábitos saudáveis e consultem médicos especialistas em casos de sintomas suspeitos.

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