É bastante conhecido que a disfunção na produção ou na ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas para metabolizar a glicose e transformá-la em energia, caracteriza um quadro de Diabetes Mellitus tipo 1 ou tipo 2, respectivamente. Especialmente no Diabetes tipo 1, o organismo queima gordura para obtenção da energia, o que causa rápido emagrecimento e a necessidade de reposição do hormônio. Indivíduos que utilizam a insulina corretamente, recuperam o peso que perderam enquanto estavam apresentando altos níveis de glicose no sangue. Diante disso, algumas pessoas portadoras de diabetes, erroneamente, param de utilizar insulina para emagrecer.

Segundo a Dra. Andrea Fioretti, membro do Departamento de Atividade Física da SBD, a suspensão da insulina com o objetivo de perda de peso provoca elevação substancial dos níveis sanguíneos de glicose (glicemia) e de corpos cetônicos (derivados da queima de gordura). Além disso, “sem a insulina, o indivíduo emagrece por perder não apenas a massa gorda, mas também por apresentar uma perda intensa de massa e de força musculares, o que o impossibilita de realizar suas atividades habituais e de praticar exercício”, afirma.

Se uma pessoa com diabetes deixa de utilizar a insulina, acaba colocando toda sua saúde em risco. “O indivíduo passa a apresentar muita sede, fome e vontade de urinar durante o dia e também à noite. Seu quadro de desidratação poderá evoluir e, em casos ainda mais intensos, ele pode entrar em coma”, reforça.

Por isso, a SBD recomenda que as diretrizes para o tratamento e a utilização da insulina dadas pelo endocrinologista sejam seguidas à risca, para que o indivíduo com diabetes não corra riscos.

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