Nova edição da coluna explica o funcionamento de nova insulina em vias de chegar ao mercado brasileiro

São Paulo, janeiro de 2020. Em junho do último ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização da primeira insulina inalável do País. Essa forma de insulina será disponibilizada em pó e tem absorção mais rápida que outras formas mais convencionais.

O paciente fará uso do medicamento a partir de um inalador, como os utilizados por pessoas com asma. Por meio da aspiração, a substância será levada aos pulmões e absorvida pela corrente sanguínea, para assim, reduzir os níveis de glicemia. O medicamento proporciona efeito semelhante ao do pâncreas de um ser humano sem diabetes.

“A insulina inalável é absorvida rapidamente pela corrente sanguínea e começa a agir em apenas 10 minutos, com pico de ação em 30 minutos. Seu efeito dura de 2 a 3 horas”, comenta o Dr. Freddy Eliaschewitz. A versão subcutânea leva de 30 a 40 minutos para que inicie seu efeito que, em média, tem duração aproximada de 4 a 5 horas.

Há, porém, algumas contraindicações: pacientes com problemas pulmonares, pacientes com asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e fibrose pulmonar, além de fumantes, não podem utilizar a insulina nessa versão. De acordo com Eliaschewitz, nesses pacientes, a absorção pelo pulmão pode não ser a adequada e a utilização da insulina pode deflagrar crises de asma. O uso também não é recomendado a pessoas com menos de 18 anos, visto que o produto não foi estudado em pacientes desta faixa etária.

A SBD salienta que qualquer troca do medicamento seja feita somente após a consulta de um especialista.


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